Saturday, July 25, 2009

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Maio/Novembro 2001 - Página 85 - Os outros artistas que participaram em filmes de “western” (Parte 5)

OS OUTROS ARTISTAS QUE PARTICIPARAM EM FILMES DE “WESTERN” (Parte 5)

Página 85 do Fanzine “A Conquista do Oeste”Muitos outros artistas teriam também um papel importante, na divulgação de filmes de “western”, ainda que em artigos anteriores, só nos tivéssemos preocupado mais com os actores que acabariam em Histórias aos Quadradinhos. Mas claro, houve muitos artistas de craveira mesmo, que tiveram um papel muito significativo nos filmes de “western”. No entanto, sobre esses iremos unicamente indicar os nomes e pouco mais. O espaço assim o obriga:

Charlton Heston (1923-2008). O “western” não foi a sua especialidade. De qualquer dos modos também trabalhou nesses filmes, desde 1952 a 1979.
William Halden (1918-1981). Era um artista que sabia viver e que aproveitou os belos momentos que a vida lhe ofereceu, embora tenha morrido tragicamente. Entrou em filmes desde 1940 até 1972. Mas as suas interpretações, que ficaram na nossa memória são as dos filmes “Sabrina” e “Piquenique”.
Jack Holt (1888-1951). Era pai de Tim Holt. Trabalhou em filmes mudos e sonoros desde 1914 até 1950.
Tim Holt (1918-1973). Foi mais um artista a ser adaptado para a Banda Desenhada. Iniciou-se novo, com 10 anos e trabalhou até 1952.
Skip Homeier (1930-). Fez papeis de mau. Trabalhou desde 1946 a 1975, com uma passagem pela TV.
Dennis Hopper (1936-). É um artista já com um Óscar, embora não conquistado em filmes de “cow-boys”. Trabalhou desde 1956 a 1980, com TV.
Jack Hoxie (1890-1965). Trabalhou em filmes mudos e sonoros, desde 1913 a 1933. Era um grande artista de “western” na sua época.
Henry Hull

Henry Hull (1890-1977). Também seria um artista de categoria, nos seus papeis secundários. Trabalhou desde 1939 a 1963.
Arthur Hunnicut (1911-1979). Foi outro artista secundário de respeito. Trabalhou desde 1942 a 1975, com várias séries de TV em paralelo.
Jeffrey Hunter (1926-1969). Era um artista bonito, de olhos azuis e que morreria muito novo. Trabalhou com John Ford e outros, desde 1953 a 1968, com TV.
Walter Houston (1884-1950). Fez poucos filmes. Foram só 4, de 1930 a 1950.
John Ireland

John Ireland (1914-1992). Artista secundário, mas bom. Trabalhou de 1946 a 1977, com TV.
Dean Jagger (1903-1991). Foi outro actor de grande craveira, ainda que secundário. Trabalhou de 1934 a 1974, também com TV.
Ben Johnson (1918-1996). Entrou em filmes de “cow-boys” e de séries de TV, desde 1946 a 1986.
Chubby Johson (1903-1974). Teve interpretações fabulosas, embora nem sempre como figura principal. Trabalhou desde 1950 a 1969, com TV.
Buck Jones (1889-1942). Foi bastante conhecido na sua juventude, como “cow-boy” e em outros papeis, tendo sido adaptado às Histórias aos Quadradinhos, nas suas aventuras. Em Dezembro de 1942 e num jantar em sua honra, num clube nocturno em Bóston, morreria com mais outras 400 pessoas num terrível incêndio. Trabalhou desde 1918 a 1942.
L. Q. Jones (1927-). Ainda que não tivesse papeis de grande fôlego, convenceu nas suas figuras secundárias. Trabalhou desde 1958 a 1983, com TV.
Victor Jory (1902-1982). Em papeis de vilão, alcançou o seu sucesso. Trabalhou desde 1933 a 1980, com séries de TV incluídas.
Tom Keene (1904-1963). Atraente e de grande figura, fez vários filmes de “cow-boys” desde 1929 a 1958. Passou pela TV uma vez.
Brian Keith (1921-1997). Não deixou os seus créditos por mãos alheias e soube desempenhar bons papeis. Trabalhou desde 1953 a 1987, com algumas séries de TV incluídas.
Arthur Kennedy (1914-1990). Fez poucos filmes, mas bons e quase sempre como bandido. Trabalhou de 1941 a 1968.

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Sunday, July 12, 2009

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Maio/Novembro 2001 - Página 84 - Os outros artistas que participaram em filmes de “western” (Parte 4)

OS OUTROS ARTISTAS QUE PARTICIPARAM EM FILMES DE “WESTERN” (Parte 4)

Muitos outros artistas teriam também um papel importante, na divulgação de filmes de “western”, ainda que em artigos anteriores, só nos tivéssemos preocupado mais com os actores que acabariam em Histórias aos Quadradinhos. Mas claro, houve muitos artistas de craveira mesmo, que tiveram um papel muito significativo nos filmes de “western”. No entanto, sobre esses iremos unicamente indicar os nomes e pouco mais. O espaço assim o obriga:

Dan Duryea (1907-1968). Um dos maiores e mais cínicos artistas de Cinema. Interpretou papeis fabulosos, como secundário. Trabalhou desde 1945 a 1967. Alguma TV.
Jack Elam (1916-2003). É mais um artista secundário, de grande categoria. Desempenhou bons papeis e trabalhou sempre como figura secundária. Alguns dos seus filmes datam de 1949 a 1982.
Richard Farsworth (1920-2000). Era mais um duplo, que um secundário, mas trabalhou nos dois ramos da indústria do Cinema. Fez filmes de 1947 a 1985, com TV incluída.
Dustin Farnum (1874-1929). Trabalhou em filmes mudos, desde 1914 a 1926.
Frank Ferguson (1899-1978). Trabalhou em filmes de “western” de 1941 a 1976, com TV.
Paul Fix (1902-1983). Pequeno e de feições duras, interpretou vários filmes de “cow-boys”, algumas vezes como vilão. Trabalhou de 1931 a 1977, com muitas séries de TV, em paralelo.
Jay Flippen (1898-1971). Foi um excelente actor secundário, deixando-nos bons papeis em filmes de “western”, desde 1950 a 1971, com séries de TV incluídas.
Henry Fonda (1905-1982). Foi, sem dúvida, um dos maiores artistas de Holywood. Fabuloso no seu andar e nas suas interpretações. Entrou também em filmes de “cow-boys” de 1935 a 1973, incluindo duas séries de TV.
Dick Foran (1910-1979). Foi “cow-boy” cantor e interpretou filmes de 1935 a 1968, com séries de TV à mistura.
Francis Ford (1881-1935). Irmão mais velho de John Ford, entraria em mais de 400 filmes mudos, muitas vezes como um pioneiro bêbado. Trabalhou desde 1915 a 1952.
Glenn Ford (1916-2006). Trata-se de mais um inesquecível artista, que também faria filmes de “western” desde 1941 a 1979, incluindo uma passagem pela TV.
Clark Gable (1901-1960). Era o galã com as maiores orelhas do Cinema. Os filmes de “western” não foram o seu forte. Trabalhou desde 1925 a 1961 (póstumo). De qualquer dos modos convenceu sempre em todos os papeis que interpretou.
James Garner (1928-2007). Trata-se de um actor interessante, ligeiro, simpático e galã. A TV relançou-o na figura de “maverick” (1957). Trabalhou desde 1957 a 1981.
Chief Dan George (1899-1981). Era outro actor índio, que entraria em filmes de “cow-boys”. Trabalhou em filmes desde 1966 a 1979, incluindo TV.
Hoot Gibson (1892-1960). Foi outro artista do Cinema mudo. Trabalhou em largas dezenas de filmes, tornando-se um dos principais actores dessa época. Entraria em filmes desde 1910 até 1959.
Leo Gordon (1922-2000). Trabalhou e convenceu em alguns papeis secundários, desde 1953 a 1979, com muita TV.
Alan Hale (1892-1950). Iniciou-se nos filmes mudos e acabou nos sonoros, com algumas boas interpretações. Trabalhou desde 1911 a 1950.
Monte Hale (1921-2009). Foi mais um dos artistas que veria a sua figura aproveitada para as Histórias aos Quadradinhos. Trabalhou em alguns filmes desde 1944 até 1956, com pouca TV.
William Surrey Hart (1865-1946). Trabalhou em filmes mudos, desde 1914 a 1925.
George Hayes (1885-1969). Trabalhou em filmes sozinho, fez mais de 150 e com os artistas William Boyd, Wild Bill Elliott, Buck Jones, etc., interpretando a figura cómica do par. Trabalhou desde 1931 a 1951. No ano anterior teve um programa seu de TV.
Van Heflin (1910-1971). Foi famoso em “Shane” e teria igualmente outros papeis de interesse em outros filmes de “cow-boys”, onde trabalharia de 1937 a 1968, com uma passagem pela TV.

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Friday, July 3, 2009

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Maio/Novembro 2001 - Página 83 - Os outros artistas que participaram em filmes de “western” (Parte 3)

OS OUTROS ARTISTAS QUE PARTICIPARAM EM FILMES DE “WESTERN” (Parte 3)

Muitos outros artistas teriam também um papel importante, na divulgação de filmes de “western”, ainda que em artigos anteriores, só nos tivéssemos preocupado mais com os actores que acabariam em Histórias aos Quadradinhos. Mas claro, houve muitos artistas de craveira mesmo, que tiveram um papel muito significativo nos filmes de “western”. No entanto, sobre esses iremos unicamente indicar os nomes e pouco mais. O espaço assim o obriga:

Iron Eyes Cody (1907-1999). Era um índio “Cherokee”. Viria a entrar em filmes de “western” desde pequenino, com 5 anos. O seu pai que o tinha levado para Hollywood, era consultor para assuntos de índios nos filmes. Trabalhou desde 1912 a 1978.
Chuck Connors (1921-1992). Trata-se de um artista essencialmente conhecido pelo seu trabalho na TV. De qualquer dos modos também entrou no Cinema, desde 1956 a 1982.
Elisha Cook JR. (1906-1995). Era pequeno e de olhos salientes. Fez pequenos papeis em filmes de “cow-boys”, desde 1952 a 1980, com algumas séries de TV no meio.
Gary Cooper (1901-1961). Um grande artista, não só nos seus filmes de “western” como em outros papeis. Trabalhou desde 1925 a 1959. Deixou-nos figuras inesquecíveis.
Joseph Cotten (1905-1994). Um artista selectivo. Trabalhou pouco, só em papeis de grande projecção. Também fez filmes de “western” desde 1946 a 1980, incluindo séries de TV.
Buster Crabbe (1908-1983). Era um artista de pouco fôlego, embora tivesse interpretado todo o tipo de papeis, inclusive os de “Tarzan” e de “Flash Gordon”. Os filmes de “cow-boys” não lhe poderiam escapar. Fê-los desde 1933 a 1965.
Ken Curtis (1916-1991). Casado com a filha de John Ford, Barbara, viria a desempenhar alguns papeis nos seus filmes. Trabalhou desde 1945 a 1981, com algumas séries de TV.
Royal Dano (1922-1994). Sempre foi um actor secundário, mas deixou boas personagens. Trabalhou desde 1951 a 1981, com muita TV.
John Dehner (1915-1992). Foi um “disco-jockey”, antes de entrar para o Cinema. Trabalhou quase sempre em papeis secundários, desde 1946 até 1981, salientando que metade eram séries de TV.
Frank De Kova (1910-1981). Era mais um actor secundário, desta vez interpretando papeis de índio e mexicano, devido às suas características fisionómicas. Trabalhou desde 1952 a 1979, também com TV à mistura.
Bruce Dern (1936-). Um duro com poucos filmes, onde interpreta papeis de secundário. Trabalhou desde 1967 até 1981, com TV.
Andy Devine (1905-1976). Gordo e de voz fanhosa, mas sempre em papeis de qualidade, embora secundários, viria a trabalhar em filmes de “western” de 1932 a 1972, com séries de TV.
John Dierkes (1908-1975). Era mais um artista secundário, embora de qualidade. Trabalhou de 1951 a 1961, com poucas séries de TV.
Richard Dix (1894-1949). Teve alguns filmes de relevo, interpretando figuras do escritor Zane Grey. Trabalhou de 1923 a 1943.
Brian Donlevy (1899-1972). Tratava-se de um artista com uma presença dominadora no grande ecrã. Trabalharia em filmes de “western”, desde 1923 a 1967, com alguma TV.
Kirk Douglas (1916-). Nunca foi um artista que se destacasse muito nas suas interpretações. Mas chegou a impressionar com alguns dos seus trabalhos. É pai de outro artista, que alcançou já os seus méritos. Nunca ganhou nenhum Óscar, embora lhe tenham dado um pela sua vida de actor como prémio de consolação. Trabalhou em filmes de “western” de 1951 a 1984, com uma única série de TV.

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Saturday, June 20, 2009

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Maio/Novembro 2001 - Página 82 - Os outros artistas que participaram em filmes de “western” (Parte 2)

OS OUTROS ARTISTAS QUE PARTICIPARAM EM FILMES DE “WESTERN” (Parte 2)

Muitos outros artistas teriam também um papel importante, na divulgação de filmes de “western”, ainda que em artigos anteriores, só nos tivéssemos preocupado mais com os actores que acabariam em Histórias aos Quadradinhos. Mas claro, houve muitos artistas de craveira mesmo, que tiveram um papel muito significativo nos filmes de “western”. No entanto, sobre esses iremos unicamente indicar os nomes e pouco mais. O espaço assim o obriga:

William Boyd (1895-1972). Este é um dos artistas que merecia a biografia, pelo seu papel no Cinema, como “Hopalong Cassidy”. O filme que o tornaria famoso, chamava-se “Hop-A-Long Cassidy” e data de 1935. Trabalhou desde 1926 até 1951, inclusive na série de TV, “Hopalong Cassidy”.
Scott Brady (1924-1985). Outro artista secundário de craveira. Fazia quase sempre os papeis de mau. Trabalhou desde 1949 até 1979, inclusive em muitas séries de TV.
Neville Brand (1920-1992). Outro actor secundário de muito nível e sempre interpretando papeis de bandido. Durante a Segunda Guerra foi o 4º soldado mais condecorado. Interpretou papeis no Cinema desde 1950 até 1979.
Marlon Brand (1924-2004). Quanto a nós, não o consideramos um grande actor. Fez um excelente papel na vida dele no filme “Há Lodo no Cais”. Depois disso, os filmes são muito poucos e também muito pouco convincentes, tirando, talvez, “A Revolta na Bounty”. De qualquer dos modos trabalhou em filmes de “western”, desde 1952 a 1976, com 4 filmes no activo.
Walter Brennan (1894-1974). Mais um excelente actor secundário. Quem não se lembra de “rio Bravo”? E os extraordinários papeis que fez ao lado de James Stewart? Trabalhou desde 1927 até 1971, incluindo TV.
Lloyd Bridges (1913-1998). Mais um excelente actor, pai de outro actor Jeff Bridges. Fez filmes de “western” de 1941 a 1977, com séries de TV.
Charles Bronson (1921-2003). Um dos tais artistas duros, de rosto de pedra. Inicialmente fez filmes em que entrava como índio e bandido, depois os seus papeis melhoraram. Trabalhou de 1952 a 1981, inclusive em séries de TV.
Yul Brynner (1915-1985). O seu trabalho em filmes de “western” é pouco significativo, tirando talvez, “Os Sete Magníficos”. De qualquer dos modos trabalhou de 1960 a 1976, em 7 filmes.
Edgar Buchanan (1903-1979). Outro velho actor de craveira, também só conhecido em papeis secundários, de qualquer dos modos, muito bom. Trabalhou de 1940 a 1972, com muitos filmes em séries de TV.
Bruce Cabot (1904-1972). Mais um secundário de interesse. Trabalhou de 1936 a 1971, incluindo séries de TV.
Rory Calhoun (1922-1999). Simpático e interessante artista, mas de pouco fôlego. Trabalhou de 1949 a 1972, com papeis em séries de TV.
Joseph Calleia (1897-1975). Mais um “bandido” famoso nas lides do “western”. Trabalhou de 1936 a 1960, inclusive na TV.
Harry Carey JR. (1921-). Não foi um artista como o seu pai, de quem já falamos atrás, mas trabalhou em muitos filmes de 1947 a 1980, com a TV incluída.
John Carradine (1906-1988). Pai de outro actor, David Carradine, entrou em muitos filmes de “western” desde 1933 até 1979, inclusive em muitas séries de TV.
Sunset Carson (1920-1990). Fez alguns filmes, dedicados ao “western”, desde 1944 até 1950.
Jeff Chandler (1918-1961). Fez papeis de índio e entrou em outros filmes de “western”, desde 1950 a 1960.
Lane Chandler (1899-1972). Entrou em muitos filmes do nosso tema, desde 1925 até 1964, com TV também.
Lee J. Cobb (1911-1976). Mais um extraordinário artista secundário. Vimo-lo de 1937 a 1974 a trabalhar em filmes de “western”, com TV também.
James Coburn (1928-2002). Um artista que melhorou com a idade. De qualquer dos modos trabalhou em filmes de “western” de 1959 a 1984, com muitas séries de TV. Recebeu inclusive um Óscar pela sua vida de actor.

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Tuesday, June 9, 2009

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Maio/Novembro 2001 - Página 81 - Os outros artistas que participaram em filmes de “western” (Parte 1)

OS OUTROS ARTISTAS QUE PARTICIPARAM EM FILMES DE “WESTERN” (Parte 1)

Muitos outros artistas teriam também um papel importante, na divulgação de filmes de “western”, ainda que em artigos anteriores, só nos tivéssemos preocupado mais com os actores que acabariam em Histórias aos Quadradinhos. Mas claro, houve muitos artistas de craveira mesmo, que tiveram um papel muito significativo nos filmes de “western”. No entanto, sobre esses iremos unicamente indicar os nomes e pouco mais. O espaço assim o obriga:

Art Acord (1890-1931). Actor de filmes mudos, começou no cinema em 1910 e fez filmes até 1929. Suicidou-se.
Rodolfo Acosta (1920-1974). Começou a trabalhar em filmes mexicanos. John Ford conheceu-o e levou-o com ele. Fez filmes de 1950 a 1971, inclusive participou em séries de TV.
Claude Akins (1918-1994). Entrou em vários filmes, quase sempre como bandido. Participou também em séries da TV.
Broncho Billy Anderson (1882-1971). Entrou numa larga centena de filmes mudos (300), desde 1903 até 1918, quase sempre como bandido que se regenerava no fim. Participaria num único filme sonoro em 1965, “The Bounty Killer”.
Pedro Armendariz (1912-1963). Era um grande actor mexicano. Entrou em filmes desde 1934 a 1962.
Robert Golden Armstrong (1917). Trabalhou em filmes desde 1958 a 1987.
James Arness (1923). Foi um actor de pouco sucesso, trabalhando em filmes de 1948 a 1952. A sua coroa de glória é alcançada com a série de TV “Gunsmoke”.
Roy Barcroft (1902-1969). Participa em filmes desde 1938 até 1967, entrando em mais de 100 películas.
Lex Barker (1919-1973). Um dos artistas que interpretaria no Cinema a figura de “Tarzan”. Também participou de filmes de “western” desde 1947 a 1968, em paralelo com outros filmes.
Don Barry (1912-1980). Data de 1938 o seu primeiro “western”. Trabalhou até 1976, inclusive na TV.
Afonso Bedoya (1904-1957). Entrou em uma dezena de filmes de 1948 a 1958.
Wallace Berry (1885-1949). Trabalhou no Cinema desde 1913 até á sua morte. Fez alguns papeis cómicos.
Bruce Bennett (1906-2007). Chegou a desempenhar a figura de “Tarzan”, em dois modestos filmes. Trabalhou desde 1938 até 1965, inclusive na TV.
Lyle Bettger (1915-2003). Fez sempre papeis de vilão. Participou em filmes desde 1952 até 1970.
Charles Bickford (1889-1967). Trabalhou desde 1929 até 1966, incluindo séries de TV.
Chief John Big Tree (1865-1967). Era um verdadeiro índio, que começaria a sua carreira no Cinema, desde 1915 até 1950. Desempenhou os papeis para que tinha nascido: os de índio. Morreu com 102 anos.
Ward Bond (1905-1960). Versátil e extraordinário actor, embora, quase sempre, tenha feito papeis secundários. Trabalhou desde 1930 até 1957.
Richard Buone (1921-1981). Outro extraordinário actor secundário. Obteve fama com a sua série de TV, “Have Gun, Will Travel” (1957). Trabalhou desde 1952 a 1972. chegou a fazer papeis de bandido muitas vezes.

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Friday, May 29, 2009

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Maio/Novembro 2001 - Página 80 - Roy Rogers

ROY ROGERS

Temos pena, mas este será o último artista que irá figurar destacadamente neste espaço. Infelizmente e pelo que temos vindo a lançar no computador, estão já contadas mais de 50 páginas e, como ainda nos falta incluir tanto material, as 100 páginas previstas não vão chegar. E temos que admitir que ultrapassar tal número, está fora de questão. Todos os outros artistas irão unicamente aparecer com os seus nomes e pouco mais, apesar de sabermos que, muitos deles mereciam ainda, mais linhas.

Leonard Slye (seu nome verdadeiro), nasceu a 5 de Novembro de 1912, em Cincinnati, em Ohio.
Contemporâneo de Gene Autry, Roy Rogers foi, sem dúvida, a partir de 1943, o “Rei dos Cow-boys” do Cinema, mantendo o seu título durante 12 anos seguidos, suplantando o do seu rival, que permaneceu destacado unicamente durante 6 anos. Como se isso não bastasse, os seus parceiros eram “Trigger” (o cavalo mais esperto do Cinema) e sua mulher Dale Evans (a rainha do Oeste), com quem contracenou durante 20 filmes.

Roy Rogers não era um grande actor, mas o seu estilo alegre e natural, proporcionou-lhe a popularidade que alcançaria. Estreou-se no Cinema em 1935, como cantor integrante do grupo “Sons of The Pioneers”. Teve o seu primeiro papel com o nome de “Dick West”, sendo baptizado como “Roy Rogers”, em 1938, pelo o então presidente da Republica Pictures, Herbert J. Yates, no filme “Under Western Stars”. O seu segundo filme, “Billy The Kid Returns”, embora mais emocionante que o anterior, não deu a Roy Rogers, a consagração que Gene Autry tinha alcançado. Somente quando este ingressou nas Forças Armadas, em 1942, é que Rogers veio a ocupar o primeiro lugar nos filmes de “western”.

Até 1940 os seus filmes foram sempre musicais, tornando-se mais intensos em relação à acção, a partir de finais dessa década, como em “Springtime In The Sierras”.
Seu último filme de “western” seria “Palms of The Golden West” (1951), embora ainda entrasse no ano seguinte em outro filme com Bob Hope, “Son of Paleface”. Depois disso retirou-se e passou unicamente a entrar em filmes da TV.

Alguns dos seus filmes: “Brazil”, “The Ranger And The Lady”, “Son of Nevada”, “Yellow Rose of Texas” (de 1940), “Along The Navarro Trail”, “Don’t Fence Me In”, “Sunset In Eldorado” (de 1945), “Heldorado”, “My Pal Trigger”,  “Rainbow Over Texas”, “Roll On Texas Moon” (de 1946), “Apache Rose”, “Bells of San Angelo”, “On The Old Spanish Trail” (de 1948), “The Gay Ranchero”, “Eyes of Texas” e “Grand Canyon Trail” (de 1948).

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Thursday, May 21, 2009

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Maio/Novembro 2001 - Páginas 78 e 79 - Randolph Scott, Charles Starret e Clint Walker

O “COW-BOY” DA CARA DE PEDRA: RANDOLPH SCOTT

Evidentemente que neste espaço não irão faltar os artistas de cinema, que pelas suas interpretações em personagens ligadas ao Oeste, alcançariam um lugar importante na galeria dessas figuras. Irão estar aqui todos, de uma maneira geral, uns mais importantes do que outros, mas todos eles intérpretes inesquecíveis de quem os viu durante anos na grande tela, cavalgando, disparando, mantendo a ordem e matando os maus. Iniciamos estas biografias, não por alguma razão especial com este artista, mas porque ele seria um dos nossos actores preferidos.

Para muitos críticos pouco mais era do que um artista medíocre, intérprete de filmes de categoria B. Para outros, encarnou na perfeição um protótipo: o do vingador solitário, com a morte no coração e o inferno no coldre. Este último poderá ser o retrato afectuoso de um artista injustamente esquecido, como muitos outros que cavalgam na nossa memória.

A cara de granito nasce com o artista e fundador dos reis do Far-West do cinema mudo, William Hart. Depois será Randolph Scott, Charles Bronson, Lee Marvin e Clint Eastwood… AS caras destes artistas não lhes permite obterem uma vasta gama de expressões, pelo que eles são bons nos papeis para que são escolhidos, onde haja acção e violência. Aí eles são donos e soberanos e os seus rostos cumprem na perfeição o papel, de cada cena rodada. Outros, de craveira internacional, não conseguiriam por certo convencer tão bem os espectadores da realidade dessas cenas.

George Randolph Crane nasceu a 23/1/1903 em Orange County, na Virginia. Desde muito novo demonstrou possuir uma têmpera de “herói”, pois só com 14 anos, resolveria falsificar os seus documentos de nascimento, para se alistar e participar na Primeira Grande Guerra. Ao regressar ao seu país, decide ser actor. Com a ajuda do pai, consegue uma carta de recomendação de Howard Hughes, o famoso milionário e construtor de aviões, além de produtor de filmes, para entrar num filme como figurante. Surge assim em “The Virginian” (1929). Vamos encontrá-lo no ano seguinte, já a desempenhar o papel principal num romance de Zane Grey, “Heritage of The Desert”. É um sucesso. Seguem-se mais uma série de filmes do mesmo género e muitos deles baseados em romances de Zane Grey, um dos mais completos escritores do tema “cow-boys”.

Torna-se o protótipo do actor “cow-boy” de Hollywood, alto, esguio, imponente quando a cavalo, acabando por se tornar inconfundível junto de muitos outros actores, igualmente famosos dessa época.
Trabalhou igualmente em filmes musicais e em comédias: “Folow The Fleet” (1936), com Ginger Rogers e Fred Astaire, “Go West, Young Man” (1936) com Mae West, “High Wide And Handsome” (1937) com Irene Dune, e “My Favourite Wife” (1940), com Gray Grant. Não serão papeis principais, mas dão para conhecer uma nova faceta do artista. Outros filmes, estes de guerra, relembram mais um passo da carreira deste actor: “To The Shores of Tripoli” (1942) e “Gung Ho!” (1943), além de outros filmes. Mas a sua coroa de glória irá chegar, com um novo realizador, Oscar Boetticher, que o relançará, desta vez para o êxito: “Seven Men From Now” (1956), “The Tall T” e “Decision at Sundown” (ambos de 1957), “Buchan Rides Alone” (1958), “Westbound” (1959), “The California Gold” e “Comanche Station” (ambos de 1960).

Em quase todos estes filmes, Scott entra na pele de um homem à procura de vingança, de paz e serenidade e que apesar de encontrar a primeira, nunca consegue encontrar as duas últimas. De qualquer dos modos estes sete filmes irão ser considerados pelos especialistas, como alguns dos melhores filmes que foram feitos sobre este tema. Em 1962 entra num filme de Sam Peckinpah, ao lado de Joel McCrea, outro gigante dos filmes de “western”, com o título de “Ride High Country”. Scott morre em 1987, depois de uma velhice sossegada e sem sobressaltos financeiros.

CHARLES STARRET

Este actor nasceu em 1904 ou 1903, em Athol, Massachussets e morreu em 1986.
Estudou na Worchester Academy, onde foi jogador de futebol. Nas férias de 1926, participou no filme “The Quarterback”. Entretanto entrou para um grupo teatral, até ser convidado a estrear-se como actor com Carole Lombard, no filme “Fast And Loose”. Depois fez mais alguns filmes, até aparecer em “The Mask of Fu-Manchu” com Boris Karloff e Myrna Loy (1932). A seguir inicia-se em filmes de “western”, começando com Roy Rogers em “Gallant Defender” (1935). Depois de participar em mais 12 filmes do género, acabaria famoso por interpretar na tela, a figura de “Durango Kid” (1940) e “The Return of Durang Kid” (1945), etc., até 1952 com “The Kid From Broken Gun”. Foi campeão de bilheteira em filmes de “western”, de 1944 a 1952. Nesse mesmo ano retirou-se das actividades artísticas e com a família, foi viver para o Canadá. Fez cerca de 130 filmes.

Indicam-se alguns: “The Medico of Painted Springs” (1941), “Prairie Stranger” (1941), “West of Tombstone” (1942) (aqui vive a lenda de “Billy The Kid”, que não morreu num tiroteio, mas viveu incógnito como um cidadão pacato), “Across The Badlands” (1950) e “Guns” (1950).

CLINT WALKER

Este artista nasceu em Hartford, no Illinois, a 30 de Maio de 1927. Foi veterano da Marinha mercante, carpinteiro, serralheiro e prospector de petróleo. Era um homem de grande altura e peso. Em 1955 o actor Van Johnson vai encontrá-lo como ajudante de “sheriff” em Las Vegas, convidando-o então para artista de Cinema, vindo a interpretar a figura principal de “Cheyenne”, para a TV. Esta duraria 8 anos e com assinalável sucesso. Em paralelo interpretou alguns papeis em outros filmes: “The Tem Commandments” (1956), “Yellowstone Kelly” (1959), “Send Me No Flowers” (1964), “None But The Brave” (1965), “The Nigth of The Grizzly” (1966), “The Dirty Dozen” (1967), “The Great Bank Robbery” (1969) e “The White Buffalo) (1977).

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Monday, May 11, 2009

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Maio/Novembro 2001 - Página 77 - Os Três Patetas e Tex Ritter

OS TRÊS PATETAS

Afinal ainda continuamos com mais alguns artistas.O Cinema iniciou-se, de uma maneira geral e no tempo dos filmes mudos, como uma forma de arte cómica, do mesmo modo que a própria Banda Desenhada, razão do seu nome nos Estados Unidos da América, “Comics”.
As realizações dessa época, andavam quase sempre à volta de cenas engraçadas e até bastante cómicas, que tinham o acolhimento do público, enquanto os filmes dramáticos que se seguiriam mais tarde, ainda que conseguissem uma admiração geral em alguns espectadores, não teriam uma aceitação favorável na sua maioria.

O género que praticamente nasceu em França, com Max Linder, a partir de 1914, durante a Primeira Grande Guerra, acabaria por aparecer também nos Estados Unidos da América, nos Estúdios de Mack Sennett, fazendo igualmente sucesso essa escola, onde apareceriam Charles Chaplin (Charlot), Harold lloyd, Buster Keaton (Pamplinas), Harry Landgon, W. C. Fields, Irmãos Marx, etc..

Evidentemente que o “western” não escaparia a esta linguagem, sendo parodiado de todas as formas e feitios. Moe Howard, Larry Fine e Jerome “Curly” Howard, mais conhecidos como “Os Três Patetas”, seriam algumas das estrelas nesse campo. Apalermados e de visual ridículo, Moe (o chefe), de franjinha, Curly, o careca gordo e Larry, com um enchumaço de cabelo em cada orelha, cedo granjearam grande simpatia entre os mais jovens espectadores. Quando se iniciaram no Cinema em 1930, eles eram quatro, Ted Healy (um amigo) e mais os três irmãos, incluindo Shemp Howard (o terceiro irmão), que acabaria por se afastar do grupo para trabalhar sozinho. É então substituído por Curly. Também Healy se afastaria mais tarde, restando os três atrás indicados. Entre 1934 a 1957, entrariam em cerca de 200 comédias. Shemp Howard voltaria ao trio, para substituir Curly, que tinha entretanto morrido em 1952. Três anos depois morre Shemp, com 64 anos, entrando Joe Besser, seguido de Joe de Rita.

Moe e Larry morrem em 1975, Joe Besser em 1988 e Joe de Rita, dois anos depois.
Embora nunca levados muito a sério pela crítica, os seus créditos manter-se-iam, já que nunca apareceria nenhum grupo idêntico ao seu, com excepção, talvez, dos irmãos Marx e que divertisse o público da mesma forma como eles o fizeram.
Indicamos a seguir alguns dos seus filmes, ligados ao “western”: “Whoops, I’m An Indian” (1936), “Yes, We Have No Bonanza” (1939), “Phony Express” (1943), “Pal And Gals” (1954), “Shot In The Frontier” (1954), “The Outlaw Is Coming” (1965), etc..

TEX RITTER

O nome de baptismo deste artista era Woodward Maurice Ritter e nasceu em Murvaul, no Texas, a 12 de Janeiro de 1905. Algumas enciclopédias indicam 1907. A data da sua morte é 1974.
Actor e cantor, seria um dos poucos artistas a ser escolhido para o “Cow-Boy Hall of Fame” e para o “Country Music Hall of Fame”. Interessou-se pelas baladas dos vaqueiros e pelo folclore do sudoeste norte-americano, quando estudava ciências políticas na Universidade do Texas e largou os estudos de Direito, na Northwestern University, para começar uma carreira de cantor popular na rádio e no palco.

Em 1930 trabalhou pela primeira vez na Broadway e, em 1936, apareceu em filmes. A partir daqui o seu êxito foi garantido, do mesmo modo que Gene Autry, o mais popular cantor “cow-boy” da época. No princípio da década de 40, chamavam-lhe “o mais querido cow-boy da América”. Nessa mesma década e no auge da sua popularidade, Ritter fez vários espectáculos ao vivo, com o seu cavalo “White Flash”, em todo o território norte-americano. Um rosto redondo e com cara de bebé, olhar duro e um pouco convincente, conseguiram-no levar ao estrelato, com a ajuda da sua voz.

Gravou vários discos, incluindo a música “High Noon”, célebre na altura. Em 1970 candidatou-se a Senador republicano pelo Estado de Tennessee, mas não foi eleito. Casado com a actriz Dorothy Fay, tiveram um filho, John, que trabalhou igualmente em filmes e estreou-se na série da TV, “Three’s Company”. Alguns dos seus filmes foram: “Arizona Days” (1937), “Riders of The Rockies” e “Mystery of The Hooded Horsemen” (ambos de 1937), “The Devil Trail” (1941), etc.. Seu último filme data de 1961.

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Sunday, May 3, 2009

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Maio/Novembro 2001 - Página 76 - Audie Murphy e Hugo O’Brian

AUDIE MURPHY

Audie nasceu em 20 de Junho de 1924, em Kingston, no Texas. A sua família encontrava-se ligada ao algodão. Durante a Segunda Guerra Mundial alistou-se, vindo a participar em inúmeras batalhas. Veio a ser o soldado norte-americano mais condecorado de sempre, por actos de bravura (24 medalhas, inclusive a Medalha de Honra do Congresso).

Em 1948, James Cagney conheceu-o e convidou-o para entrar no Cinema, o que ele aceitou. Ambos eram de pequena estatura, embora tivessem sido grandes artistas, principalmente o primeiro. A partir daqui participa em vários filmes, incluindo 33 de “western”.

Acaba mesmo por desempenhar o papel principal, na versão cinematográfica do livro que escreveria sobre as suas experiências na Guerra: “To Hell And Back” (1955). A sua carreira de actor e de homem de negócios, viria a sofrer vários reveses, principalmente na década de 60. Em 1968 foi considerado falido e, em 1970, declarado inocente, após ter sido acusado de tentar matar um homem num bar, durante uma briga. Morreu em 1971, com mais 5 pessoas, num desastre de avião, durante uma viagem de negócios que, segundo ele, o iria salvar da ruína.

Alguns dos seus filmes: “Beyond Glory” (1948), “The Kid From Texas” (1950), “Kansas Raiders” (1950), “The Red Badge of Courage” (1951), “The Quiet American” (1958) e “A Time For Dying” (1971). Este seria o seu ultimo filme.

HUGO O’BRIAN

Hugh J. Krampe nasceu a 19 de Abril de 1925, em Rochester, Nova Yorque.
Trabalhou quase sempre como galã másculo, quer no Teatro quer no Cinema e pouco sucesso teria em qualquer um deles.

Bem cedo alistou-se no Corpo dos Fuzileiros Navais, tornando-se num dos mais jovens instrutores de todos os tempos. Depois da Segunda Guerra Mundial, começou a sua carreira de actor na Califórnia, usando o pseudónimo de Joffer Gray. Estreou-se no Cinema em 1950 e sempre trabalhou em filmes de acção. A sua popularidade surgiu quando interpretou para a TV, a figura do “xerife” “Wyatt Earp” (de 1955 a 1961). Aplicou todo o dinheiro que ganhou em vários negócios de sucesso e acabou conhecido pelas suas obras de caridade.

Alguns dos seus filmes: “Little Big Horn” (1951), “The Lawless Breed” (1952), “Seminole” (1952), “The Man From The Alamo” (1953), “Broken Lance” (1954), “Come Fly With Me” (1963), “Ten Little Indians” (1966) e “The Shootist” (1976).

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Sunday, April 19, 2009

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Maio/Novembro 2001 - Páginas 73, 74 e 75 - Johnny Mack Brown, Tim Mc Coy, Joel McCrea e Clayton Moore (Jesse James)

JOHNNY MACK BROW

Chamava-se Johnny Mack Brow e nasceu em 19/9/1904 em Dothan, Alabama. Morreu em 1974. Na escola jogava futebol e trabalhava em Teatro. Em 1927 assinou um contrato com a MGM, onde entrou em inúmeros filmes. O primeiro seria “The Fair Co-Ed”, ao lado de Marion Davis. Foi galã de Joan Crawford, em “Dancing Daughters” e “Montana Moon”.

Tabalhou também ao lado de Greta Garbo, em filmes como “Divine Woman” e “Woman of Affairs”. Só em 1930, ao fazer o papel de “Billy The Kid”, é que passaria a trabalhar em filmes de “western”. O seu porte atlético e a sua habilidade para cavalgar, levaram-no a colaborar com várias produtoras em filmes do género: Paramount, Republic, Universal e Monogram, sempre na companhia do seu cavalo “Reno”. Apareceria em cerca de 200 filmes. De 1942 a 1950 foi um dos artistas mais rentáveis do Cinema. Nos anos 40 ficou célebre ao trabalhar numa série de filmes como “Marshal Nevada John McKenzie”. Em 1953 deixou o cinema e tornou-se dono e administrador de um restaurante, mas acabou por fazer ainda algumas aparições esporádicas em filmes.

Indicam-se alguns dos seus filmes:
“Desperate Trails” (1939), “Oklahoma Frontier” (1939), “West of Carson City” (1940), “Law And Order” (1940), “Son of Roaring Dan” (1940), “Arizona Cyclone” (1941), “The Lone Star Trail” (1943), “Outlaws of Stampede Pass” (1943) e “Flame of The West” (1945).

TIM MC COY

Na sua juventude chegaria a cavalgar, com alguns fora-da-lei como Bob Mc Coy, Kid Eads e Frank James, em diversas cidades, participando com eles em várias aventuras. Chegaria mesmo a ver um deles morrer numa luta, num salão. Seria Frank James que lhe poria a alcunha de “o Canário do Tom Irlandês”.
O seu encontro com o Coronel William F. Cody (Buffalo Bill), deu-se quando tinha sete anos e aos 14, estava já na marinha. Seu nome era Timothy John Fitzgeral Mc Coy, mais conhecido como Tim Mc Coy.

Depois dos estudos secundários, entraria para a Academia Militar de West Point. Mais tarde, provaria que Custer estava completamente errado, quando na sua estratégia de combate contra os índios, na Batalha de Little Big Horn, resolveria dividir as suas tropas, naquele fatídico dia 25 de Junho de 1876.
Em 1919 deu baixa como Tenente-Coronel e voltou ao Wyoming como agente do governo federal, junto de várias tribos de índios: “Arapohoes”, “Shoshones”, “Sioux”, “Cheyennes” e outras.

Habilidoso e, sobretudo, curioso, aprendeu com eles os seus usos, costumes e dialectos, assim como a sua complicada linguagem mímica, da qual se tornaria um profundo conhecedor e também um grande amigo dos índios. Conquista respeito e admiração dos chefes índios, que lhe concedem honras de chefe, com o nome de “High Eagle”.
Em 1922, a Paramount estava para filmar “The Covered Wagon” e procurava um elemento de ligação, entre a equipa técnica e os 500 índios que iriam participar nas filmagens. O Coronel Tim Mc Coy seria o escolhido. O sucesso seria tal, que acabaria convidado para representar, entrando então nos filmes “The Thundering Herd” e “Rough Riders”.
A Metro Goldwyn Mayer apercebendo-se que outros estúdios estavam a ganhar muito dinheiro com outros “heróis” do Oeste, resolveria escolher Tim para vários filmes.
Na altura, os filmes eram de “Tom Mix”, “Buck Jones”, “Fred Thomson”, “Art Acord”, “Ken Maynard”, “Hoot Gibson”, etc.. Assim, de 1926 1929, entrou em alguns filmes subordinados ao tema do Velho Oeste.

Em 1935 vamos encontrá-lo a trabalhar para a Columbia, onde entraria em 32 filmes.
Tim gostava de usar roupas escuras e chapéus de abas largas. Com 1,80m. de altura, fotogénico e de olhos azuis, seu olhar assustava os maus da fita. A Columbia tinha, na época, outros dois “cow-boys” a trabalhar para eles: “Buck Jones” e “Harry Cohn”.
Tim, aos 51 anos, resolveu voltar para o exército, durante a Guerra (1942), vindo a servir na Inglaterra, França e Alemanha. Pelos seus brilhantes serviços, foi agraciado com a Estrela de Bronze e a Legião de Honra.

Em 1953 e 1956, voltaria ao cinema por pouco tempo, bem como em 1957. Morreu no dia 29 de Janeiro de 1978, com 87 anos de idade, de ataque cardíaco, depois de ter sido casado com Agnes Miller, de quem teve dois filhos e uma filha. Divorciaram-se em 1931 e em 1945, voltaria a casar com Inga Arvad, da qual teve mais dois filhos. Sua última mulher morreria em 1974. Tim nasceu a 10 de Abril de 1891.

Indicamos a seguir, alguns dos seus filmes:
“California” (1927), “The Adventurer” (1928), “The Indians Are Coming” (1930), “The Riding Tornado” (1932), “The Outlaw Deputy” (1935), etc., etc..

JOEL MCCREA

Joel McCrea nasceu a 5 de Novembro de 1905 em Los Angeles.
Muito cedo adquiriu experiência no palco, em peças de teatro de amadores. No Cinema mudo foi extra em vários filmes. Em 1929 já desempenhava melhores papeis, e em 1930 começou a ocupar-se das figuras principais dos filmes. Nos finais dos anos 30 e princípios dos 40, trabalhou em variados filmes, desde dramas e comédias sofisticadas e até aventuras. A sua carreira atingiu maior sucesso com os filmes em que entraria nos anos 40, a destacar: “Foreign Correspondent” de Hitchcock, “Sullivan’s Travels”, “Palm Beach Story”, “The More The Merrier”, “Reaching For The Sun”, “The Great Man’s Lady” e “Buffalo Bill”. A partir de 1946 passa a participar quase unicamente em filmes de “western”. Empregando bem o dinheiro que ganhou, rapidamente se tornaria num dos artistas mais ricos da sua época.

Alguns dos seus filmes: “Saddle Tramp” (1950), “Frenchie” (1950), “The Lone Hand” (1953), “Black Horse Stallion” (1954), “Border River” (1954), “Wichita” (1955), “ Trooper Hooker” (1957), “Cattle Empire” (1958), “The First Texan” (1958) e “Ride The High Country” (1962).

CLAYTON MOORE (JESSE JAMES)

Jesse James é uma das figuras carismáticas, que povoam a História da Colonização norte-americana em geral e do Oeste em particular. Trata-se de uma personagem explorada e mistificada até à exaustão, esquecendo-se, muita vez, que afinal Jesse James pouco mais era do que um jovem bandido, como muitos outros que acabariam por povoar aquelas paragens no Século XIX. Infelizmente, ele e os seus irmãos acabariam célebres, pelos seus ataques a comboios.

É certo que os norte-americanos sempre souberam explorar bem as suas figuras, mais ou menos históricas, mais ou menos heróicas, mais ou menos injustiçadas, mais ou menos perseguidas, adaptando-as à sua Literatura de fascículos ou de cordel, ao Cinema e, consequentemente; à Banda Desenhada. Jesse James não fugiria à regra. Vem isto a propósito do nosso estudo, dedicado aos “cow-boys” que abrange, à partida e o mais possível, desde que tenhamos informações, todo o tipo de comunicação. No que respeita aos filmes B e seriados, Jesse James seria uma das personagens bastante utilizada nesse campo, como indicaremos a seguir na sua filmografia.

Entretanto fazemos um parêntesis para lembrar, que houve vários artistas de Cinema que participariam nesse género de filmes, com maior ou menor assiduidade, com maior ou menor êxito.
O primeiro da lista será Buster Crabbe, com 9 filmes no seu activo, seguindo-se Kane Richmond com 7 filmes, bem como Ralph Bird, Tom Tyler e Bruce Bennet com igual número de filmes. Neste grupo está incluído o artista Clayton Moore (aquele que nos interessa de momento), pela sua participação nos filmes de Jesse James. A sua primeira aparição dá-se em 1942, no filme “Perils of Noyoka” (personagem igualmente adaptada à 9ª Arte).
Segue-se “The Crimson Ghost” de 1946. no ano seguinte é a vez de “Jesse James Rides Again”, em comemoração do centenário do nascimento desta personagem. Depois temos “The Black Window”, “G-Men Never Forget” e “The Adventures of Frank And Jesse James”, em 1948. “The James Brothers of Missouri” (1950) termina esta triologia e, igualmente os filmes de Clayton Moore, nesta categoria ao trabalhar para a Republic Films.

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