YAMA
Da cartomante Myrian, Steve Dickart, aliás Mefisto, teve um filho de nome Blacky.Através de uma esfera de cristal da mãe, este consegue falar com o pai, que está para morrer sepultado vivo num subterrâneo, e aceita em herança os enormes poderes que o velho necromante lhe transmite, em troca da promessa de vingá-lo.
A partir daquele momento, Blacky adopta o nome de Yama e inicia a perseguição a Tex Willer e seus pards, ora recorrendo à ajuda dos adeptos do voo doo, ora aliando-se com os descendentes dos Aztecas e dos Maias. Não obstante o apoio das potências infernais, Yama não consegue levar a termo a sua missão, traindo as expectativas do fanático Mefisto.Repudiado pelo seu próprio pai, Blacky torna a viver com a mãe e juntos retomam a sua melancólica vida de saltimbancos.
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QUEM É YAMA
Devorado por um rancor implacável nos confrontos com Tex, que o derrotou várias vezes, o mago Mefisto, prestes a morrer, teve uma ideia: confiar ao seu filho Blacky “o inefável sabor da vingança”.O jovem aceita, assume o nome de Yama e tenta levar ao término a sua missão infernal. Mas, como diria alguém, não se deseja ser Satanás, nasce-se Satanás…
A ESTIRPE DO DIABO
“Apesar do auxílio recebido do meu mundo e do precioso ensinamento obtido de seu pai, Yama ainda está muito longe de representar a centésima partedo poder do grande Mefisto!”. Este é o parecer de Aryman, grande e repelente morcego, personificação de um demónio infernal. É ele o ajudante que Steve Dickart, aliás Mefisto – obrigado a vagar numa espécie de limbo, na expectativa de cruzar o limiar do Inferno – decidiu em certo momento para ladear o filho Yama, depois dos seus repetidos falhanços, para ajudá-lo a vingar-se de Tex. A ajuda de Aryman parece mesmo necessária, dado que, por duas vezes, Águia da Noite, derrotou Blacky Dickart.
E pensar que, inicialmente Mefisto punha grandes esperanças no herdeiro: “As tuas mãos deverão empunhar a espada de prata do poder e os teus olhos estarão em condições de enxergar também nos mundos escuros onde vivem as sombras e as tuas orelhas poderão ouvir também as vozes que saem das profundezas dos abismos.”, havia anunciado o diabólico bruxo falando ao filho, através de uma esfera mágica, do subterrâneo onde ficou aprisionado: “Não haverá desejo que tu não possas realizar! Terás tudo que um homem pode querer, mas deverás antes de tudo empunhar a chama vermelha da vingança!”.
Blacky, depois de ter assistido á morte do pai separa-se da mãe Myrian, junto com a qual vivia numa miserável carroça ambulante, e, precisamente na Florida, recupera os livros secretos escondidos no castelo
em que Steve Dickart tinha sido devorado vivo pelos ratos. Em seguida, ao flanco de Loa (a sacerdotisa voo doo que já tinha sido cúmplice de Mefisto quando este se tinha aliado com o louco Barão Samedi), inicia um período de aprendizado nas artes mágicas, assumindo o nome de Yama, antigo deus hindu da morte. Também Loa tem uma vingança a cumprir: “ Se você tem um homem para vingar”, diz a Yama, “eu tenho muitos! Homens fortes e valorosos, homens que estavam fundando um grande reino, e seus ossos estão insepultos na selva por culpa de Tex Willer e seus miseráveis amigos!”.
Entre os quais, está Yampas, chefe dos Seminoles, de quem Loa tinha sido feita escrava depois da morte do pai, o bruxo Otami. Graças aos sortilégios do jovem Dickart, Loa consegue vingar-se, matando o chefe índio.
Agora toca ao Ranger, que porém está protegido, como estão Kit Willer, Kit Carson e Jack Tigre, por uma bracelete de prata feita pelo feiticeiro dos Navajos e ornamentada
por turquesas com a gravação de sinais mágicos postos para afugentar os espíritos malvados: assim, Blacky Dickart não pode atingir de longe.
Também Yama, mesmo quando ajudado pelas potências infernais e ainda que recorra a zumbis ou a adeptos do voo doo, não consegue levar a melhor sobre os quatro inimigos. Metido em apertos, é forçado a refugiar-se num veleiro que naufraga no mar no meio de uma tempestade. Blacky é salvo pelas potências infernais aliadas do pai e, chega a uma praia do Yucatan onde se alia com os descendentes do antigo povo Maya, admirados com os seus poderes. Mas também na selva tropical da América Central, onde Yama aconselhado por Mefisto, atrai Tex e seus pards, as coisas não mudam. É de novo derrotado e precipita-se numa impetuosa torrente subterrânea que o engole.
Um bando de morcegos enviado pelas forças demoníacas agarra-o e o leva a salvo para uma gruta. Mefisto, que sempre esteve à vontade para comunicar com os vivos, põe ao lado de Yama o já citado Aryman e lhe propõe novos planos de combate que prevêm uma aliança com os Aztecas de Serra Hermosa, também eles, velhos inimigos de Águia da Noite. Mas, uma vez mais, é tudo inútil. De fronte de cada ameaça sobrenatural, Tex e os seus amigos reagem como somente eles sabem fazer: a murro, golpes de Winchester e dinamite. O último round conclui-se com o abandono do ring da parte do filho de Mefisto, ao qual o mesmo pai impõe deitar a toalha ao chão: “O verdadeiro e teu únco inimigo foste tu próprio a agora não te resta mais do que chorar sobre as ruínas dos teus sonhos!”.
“Os erros cometidos têm de ser pagos!”, disse Mefisto ao filho no término do último encontro com Tex.
”Tu somente poderás encontrar novamente aliados no meu mundo quando muita areia tiver passado na grande ampulheta do tempo!”. Não é sabido como Blacky pode abandonar a gruta subterrânea debaixo do templo Maia onde estava enclausurado, mas sabemos qual foi o seu destino. A revelá-lo é o seu próprio pai, Steve Dickart, quando consegue retornar à Terra na primeira pessoa: “Meu filho desiludiu-me! Willer e seus cães sempre conseguiram derrotá-lo e depois do último confronto os nervos de Yama desabaram. Hoje Blacky sofre de uma terrível depressão que o fez retroceder em seus conhecimentos até esquecer tudo que lhe ensinei e enfim voltou a viver com a mãe e juntos retomaram a melancólica vida de saltimbancos.”.
Texto de José Carlos Francisco, baseado no fascículo nº 30 de "Il Mondo di Tex", editado pela Hachette Fascicoli sob autorização da Sergio Bonelli Editore, em 18 de Novembro de 2006

Tex conhece Timothy O’Sullivan, um “caçador de imagens”, que não hesita em enfrentar perigos de todo o género, armado somente de uma pioneira máquina fotográfica ainda no Arizona, mas logo se vê envolvido numa expedição à selva do Panamá.
O’Sullivan, ao invés, seis anos depois de Fenton interpretou num modo completamente diferente o papel de “testemunha ocular”, imortalizando as batalhas na acção e mostrando as consequências após os combates terminados: mortes, feridos, destruição e dor. E o conta também a Tex, ao qual faz ver uma dramática imagem tirada em Gettysburg: “Eu estava lá”, disse-lhe, “assim como estava em outras batalhas, não menos sangrentas, como as de Bull Run e de Appomattox. Lá as coisas ficaram negras. Por duas vezes a máquina voou das minhas mãos por causa dos deslocamentos de ar provocados pelas bombas.”. Agora, porém, O’Sullivan está para dedicar-se a outra missão. Foi encarregue pelo governo dos Estados Unidos, para se agregar a expedição de especialistas que deverá verificar a possibilidade de se realizar um ambicioso projecto: “cortar” o istmo do Panamá, escavando um canal que meta em comunicação o Oceano Atlântico com o Pacífico.
Perigos, de facto, não faltam: trata-se de enfrentar pântanos, charcos, chuvas torrenciais e doenças tropicais, motivadas por serpentes, insectos, aranhas venenosas e feras ferozes. Mas, sobretudo, há que conter a fúria dos índios Guaymi, os selvagens habitantes da floresta da América Central, que têm o hábito de receber os estrangeiros com setas envenenadas.
Pecado que a única foto que O’Sullivan tira de Águia da Noite fique irremediavelmente perdida. A imagem – que representava o Ranger enquanto golpeava com um poderoso punho, durante uma rixa em Cartagena, um oficial do exército colombiano – era extraordinária, deixando até o seu autor orgulhosíssimo de ter sabido escolher o momento: “Não obstante Tex e o outro estarem em movimento, a foto ficou muito nítida.”.
Julho de 2000 – É editado “L’ultimo ribele” Texone número 14, ilustrado por Colin Wilson; o que converte o neozelandês em o único autor que trabalhou nos dois grandes mitos do western europeu: Tex e Tenente Blueberry.
Janeiro de 2001 – Morre em Alessandria no dia 12, aos 92 anos, Gianluigi Bonelli, o criador de Tex Willer, o mítico ranger texano, ícone do banda desenhada italiana. 
14 de Agosto de 2005 - Tex Willer nasce
em Portugal. Pela primeira vez na sua longa história, uma edição de Tex foi editada no nosso país. A aventura (colorida) escolhida foi "Tex contra Mefisto", publicada no volume 8 da “Série Ouro – Clássicos da Banda Desenhada” com o patrocínio do jornal “Correio da Manhã”.
Dezembro de 1991 – É editado “Oklahoma”, um número especial do mesmo tamanho que a colecção mensal, porém com 350 páginas, que no início se denominou como mini-Texone. Letteri era o responsável pelo desenho, sendo a figura do argumentista, o que conferia o carácter especial; argumentista que não era outro senão Giancarlo Berardi. Infelizmente pese o excepcional do lançamento, o trabalho de Berardi não conseguiu atrair tanta atenção como o que estava realizando com Ken Parker.
Janeiro de 1994 – É publicado o primeiro Almanacco del West, publicação de cadência anual de formato similar à série mensal que inclui uma história curta – umas cem páginas – da personagem, acompanhada de diversos textos referentes ao mundo do Selvagem Oeste, tanto desde o ponto de vista histórico, como do das diferentes criações artísticas a ele referidos, até completar as 176 páginas do livro.
Galep faleceria pouco depois, a 10 de Março desse mesmo ano.
“Il passato di Carson” é a sua primeira saga e deixa logo ás claras as suas características como argumentista de Tex: dar um maior peso ao resto das personagens que rodeiam o protagonista. Os três números que abarcam esta história não contada do passado de Kit Carson convertem-se numa das sagas mais valorizadas pelos leitores. A partir desse momento Nizzi e Boselli alternam-se na escrita da série e as suas diferentes maneiras de escrever a série gerou um intenso debate entre os aficionados. Nizzi apresenta no seu trabalho um Tex omnipresente, foco absoluto da acção em cada momento, enquanto Boselli deixa mais espaço para desenvolver as personagens secundárias – e logo na sua primeira história, o protagonista real não é Tex, mas sim Carson –, sem esquecer nunca que Tex é o verdadeiro catalisador dos acontecimentos. Por outro lado, Boselli é mais chegado à aventura no sentido amplo – como demonstra o seu trabalho em Zagor –, enquanto que Nizzi é mais propício a introduzir elementos de intriga nas histórias.
O certo é que o trabalho de Giolitti nas quase 200 páginas que completou é realmente impressionante, pela sua contundência narrativa e capacidade expressiva e deixam um legado à altura de quem foi um dos desenhadores mais importantes que a Itália deu ao mundo. O arranque da história, é além disso um dos momentos mais impactantes que apareceram na colecção: Tex e Jack Tigre encontram-se de visita a um acampamento de uma outra tribo, quando de repente aparece uma milícia de aparentes ”trapers”que, aproveitando o facto da maioria dos guerreiros se encontravam numa caçada – acompanhados de Carson e Kit – cometem um autêntico massacre onde unicamente sobrevivem Tigre e Tex, ao serem deixados como mortos, quando somente estavam feridos. E é aqui, na exploração dos componentes mais dramáticos, donde a arte e o engenho como argumentista de Sergio se mantém à altura da criatividade gráfica de Giolitti e igualmente se mostra ao nível dos melhores momentos do trabalho de seu pai.
Maio de 1998 – A editora bolonhesa Punto Zero publica o livro de Franco Busatta “Come Tex non c’è nessuno”: História de um herói e do seu editor, novo volume sobre a personagem ante o seu próximo cinquentenário.
O primeiro Tex editado com a firma de Nizzi – que na realidade era o segundo que escrevia, já que o primeiro se atrasou a sua publicação – é além disso a última história desenhada integralmente por Erio Nicolò, um dos desenhadores mais profícuos da série. Nicolò era um desenhador de género clássico, com um estilo a meio caminho entre o de Galep e o de Letteri.
Nesse mesmo mês e como motivo do quadragésimo aniversário da personagem, é publicado “Tex, il grande”, o qual se baptiza como Albo Speciale ou Texone. Trata-se de um álbum de 240 páginas em tamanho grande – 30x21 cm –, escrito por Nizzi e ilustrado pelo mestre italiano Guido Buzzelli.
Janeiro de 1976 – Aparece pela primeira vez uma aventura de Tex que não foi escrita por Gianluigi Bonelli. O número 183 nos oferece em “Caccia all’uomo” o labor de um novo argumentista que assina como Guido Nolitta, porém não é outro senão Sergio Bonelli em seus trabalhos como escritor. Durante quase dez anos, até à chegada de Claudio Nizzi, Nolitta terá o encarregue de dar algum descanso a seu pai – não devemos esquecer que pese a incrível capacidade de trabalho que demonstrou ao longo de toda a sua carreira, nesse momento contava com quase setenta anos–.
Agosto de 1976 – No número 190 começa “El Muerto”, segunda história escrita por Nolitta e uma das mais valorizadas pelos leitores em toda a vida de Tex Willer. El Muerto é um indivíduo de aspecto sinistro que manifesta ter voltado para se vingar de Tex e cuja ira padecem o jovem Kit e Jack Tigre. Tex e Tigre investigam quem é o dito indivíduo, para descobrirem que se trata de alguém do passado de Tex, que o acreditava, efectivamente, morto. A história foi desenhada por Galep, que se já não desprendia a vigorosa dinâmica dos seus primeiros anos na série, se encontrava no momento de máximo desenvolvimento de componentes expressivos no seu desenho.
Janeiro de 1967 – Os cinco primeiros episódios da série Rodeo – última das séries das striscias semanais – trazem a chegada à série de Giovanni Ticci, com ele que, junto com Galep e Letteri, se completa o triunvirato de desenhadores principais da personagem. Giovanni Ticci nasce em Siena em 1940, começando a sua carreira no mundo da banda desenhada somente com 16 anos, idade em que entrou no estúdio do desenhador Rinaldo Dami. Dois anos mais tarde colabora com Franco Bignotti em "Un ragazzo nel Far West", primeiro trabalho escrito por Guido Nolitta – pseudónimo usado por Sergio Bonelli, no seu trabalho como argumentista -. "Judok", série de ficção científica, encerrada em 1963 e escrita por Gianluigi Bonelli, provoca um dos seus primeiros êxitos e possibilita a sua entrada no restrito grupo de desenhadores de Tex. Desde então Ticci centrou a quase totalidade da sua produção nesta série, assim como no seu trabalho de ilustrador – quase sempre relativo ao mundo do Faroeste–.
Junho de 1969 – O número 104 traz o arranque de “Il Giuramento”, outra das histórias não contadas do passado da personagem Tex. Nessa ocasião Gianluigi Bonelli e Galep nos oferecem os acontecimentos relacionados com a morte de Lilyth, através do relato que Tex faz a Kit sobre o falecimento da sua mãe. O que Kit Willer e os leitores descobrem é que a epidemia de varíola assolou a tribo de Flecha Vermelha, não se propagou por causas naturais. Devido a isso, Tex e Jack Tigre procederiam a uma perseguição implacável aos responsáveis pelas mortes, que desgraçadamente não puderam completar ao escapar um dos responsáveis.



Tex abandona frequentemente terra firme, para zarpar, a bordo de veleiros, botes, pirogas e baleeiras em direcção a metas exóticas e remotas.
Essa pessoa recebeu uma pilha de dólares e a ordem de desembarcar o prisioneiro no meio do Pacífico, num atol esquecido por Deus, durante a sua viagem para as Ilhas Salomão.
Homem duro, contrabandista habituado a bater-se e a desembainhar o punhal nas tabernas de portos de meio mundo, tem porém o seu código de honra. “Eu me comprometi em desembarcar-te o mais longe possível de “Frisco”, num lugar do qual tu tenhas escassas possibilidades de voltar.”, diz Barba Negra a Kit Willer, durante a navegação, “E que eu seja enforcado se não farei isso, embora eu te ache simpático. Eu mantenho sempre a minha palavra”. Pequeno Falcão refuta: “O que, neste caso, seguramente lhe vai custar a pele”. “Conversa!”, replica o Lobo do Mar. “Tu não tens a mínima ideia de quem seja o velho Drake!”. E Kit, de imediato: “E você não suspeita nem de longe quem seja o meu pai. Fará tudo para descobrir onde eu fui parar; se não conseguir não descansará enquanto não puser as mãos em todos os responsáveis pelo meu desaparecimento!”.
ano. “Um fim justo para uma banheira que só servia para contrabando e assaltos”, comenta Águia da Noite.
Águia da Noite compreende ter agora de precisar do barbudo pirata e lhe assegura que convencerá Devlin a perdoar-lhe o resto da pena, se colaborar com a Lei. Os dois homens se entreolham e compreendem em poucos instantes que precisam um do outro. Barba Negra ajuda Tex por conveniência. Mas o faz.
É ele mesmo a admirar-se, quando, no final, se encontra a jantar no restaurante com o policial que contribuiu para libertar.: “Pelo ventre de um tubarão, essa é boa! Um penduricalho de forca como eu sentado ao lado do chefe da polícia!”. Quase para salvar a face ou para não se desdizer a si mesmo, Drake não renuncia a apontar o dedo contra o ranger: “A nossa conta permanece em aberto, Willer! Um dia poderás me encontrar no teu caminho novamente!” E Tex: “Não te aconselho! Eu poderia arrancar essa barba e fazer uma vassoura com ela”. Mas, pouco depois, o encontro termina com um brinde: “À volta do Capitão Devlin e à regeneração de um velho pecador!”. 
No decurso das suas aventuras, Tex Willer aventura-se frequentemente e voluntariamente para além das margens do Rio Grande, para dar uma mão ao amigo Montales, "um homem de fibra", que de rebelde em luta contra o corrupto regime mexicano, tornou-se depois governador de um Estado, o de Chihuahua, politicamente em contínua ebulição.
No momento do primeiro encontro com o nosso herói, Montales (de quem Gianluigi Bonelli jamais revelou o nome de baptismo) guia um grupo de cerca de vinte homens que têm o seu esconderijo na Sierra e que se batem contra o governo mexicano: não roubam gado, não assaltam pessoas. São denominados "bandoleiros" somente pela reacção à violência da trupe governativa, expressão de um regime tirânico que será substituído por um mais democrático executivo, liderado por Manuel Perez.
Com Águia da Noite a seu flanco, Montales consegue dar uma viragem fundamental à revolução, num crescendo de sucessos, devido também ao sólido contributo de Tex, que não tardou a tornar-se o estratega do grupo: "Até agora limitaste-te a descer a algumas aldeias para ires buscar víveres. Mas porque não atacas? Deverias espalhar o terror entre as tropas mandadas para ocupar esta província!", é o primeiro conselho de Tex a Montales.
Em seguida, quando os revoltosos já tinham conquistado força e prestígio, o ranger não teve dúvidas: "Teremos de mudar de táctica de agora em diante. Teremos de procurar atingir os chefes, aqueles que estão cómodos e seguros atrás de uma secretária, e mandam os outros para o massacre. Temos de angariar a simpatia do povo, fazer os soldados entenderem que não lutamos contra eles, mas contra os espoliadores do país. Os soldados constituem um perigo dependendo dos chefes que os lideram, mas se os privarmos dos chefes, a quem obedecerão? Atirarão sem ter essa ordem contra aqueles que lutam para defender os pobres e oprimidos? Não, Montales!... Eles não dispararão. Eles passarão cada vez em maior número para o teu lado, Montales e tu tornarás não um célebre bandoleiro mas um herói nacional!".
E as previsões de Tex, depressa se confirmam. Depois da fuga dos tiranos governantes, Perez é aclamado como Presidente do México, e Montales, de bandoleiro que era, encontra-se no cargo de Governador do Estado de Chihuahua.