15 de Julho de 2008

Capas Aurelio Galleppini - Edições Tex "Normal" nº 21 a 25

Por José Rivaldo Ribeiro

Tex nº 21 – Os Renegados de Virgínia City
Publicação desta capa no Brasil: (Três vezes)
Esta capa segue a ordem original italiana!

Capa original: Tex nº 95 – Setembro 1968
História: Tex nº 95/96 - La Carovana dell'Oro

1º - Tex nº 21 - Editora Vecchi – Novembro 1972

Inicialmente peço desculpas a alguns amigos e a todos aqueles que estavam acompanhando essa maravilhosa tarefa que me foi dada pelo meu Amigo português José Carlos Francisco, pois devido a alguns assuntos pessoais estive afastado, mas estou de volta para falar de capas e curiosidades sobre Tex e sua revista no Brasil!
Só mesmo a mente brilhante de um dos Mestres da Nona Arte para nos presentear com mais de 1000 majestosas capas, uma melhor que a outra, pois como já falei anteriormente a capa é o invólucro da revista, uma boa capa chama a atenção até de alguém que não colecciona determinada revista!
Para quem acompanha as aventuras do nosso Ranger, a capa de Tex nº21 lembra-nos algumas cenas de várias aventuras vividas por Tex e seu pards; esta capa ilustraria bem a edição Tex Ouro#35 - Oklahoma recentemente publicado; outra capa de Galep que ilustraria melhor “Oklahoma”, inclusive melhor do que o original seria Tex nº 182, se bem que explosões e incêndios sempre fizeram parte das capas de Galep.
A Vecchi... Ah a Vecchi!!! Como bem diz o nosso Editor actual: - “Sem a Vecchi não estaríamos onde estamos.”; mesmo com erros, cortes, capas mal pintadas, etc, etc, as revistas dessa editora são e ainda continuarão sendo as mais raras e valiosas no mercado dos coleccionadores; existem muitos leitores que só coleccionam Tex da Vecchi, isso deixa as revistas mais escassas e consequentemente mais raras e valiosas mesmo com as suas falhas. E por falar em falhas, voltando à capa em questão, não basta ser um expert para notar que o homem caído ao fundo, tem a cor da roupa igualzinha à do Tex. Sseria uma moda da época? É claro que não passa de uma coloração equivocada, pois mesmo na capa original a cor das roupas estão iguais. Outro aparte curioso desta capa é um “borrado” de verde na roda da carroça. Reparem que preenche exatamente a cabeça da letra “L” da palavra “La” da capa original.
Apesar de o título ter sido adaptado na tradução da primeira série, a edição segue exactamente a ordem italiana capa/história. Já a Editora Globo ignorou a capa, mas traduziu o título literalmente “A Caravana do Ouro”; nas traduções adoptadas pelas Editoras, o critério usado é mesmo a “linguagem do momento”, pois no decorrer dos anos todo idioma sofre pequenas modificações ou modismos; a Globo costumava colocar em português palavras como; estábulos, armazéns, e até nomes de cidades, a Vecchi costumava deixar no original (em inglês) assim como a Mythos o faz .
Os Renegados de Virginia City/A Caravana do Ouro, pode ser lida em: TX#21; TX2E#21; TXC#140/141/142 e TXEH#54.

2º - Tex nº 21 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Janeiro 1979

Cores totalmente modificadas comparando-se com a 1ª edição!
Quem teve a oportunidade e o privilégio de comprar directamente nas bancas as revistas novinhas, talvez tenha deixado passar despercebidos alguns detalhes que para muitos não têm muita importância. A reedição desta capa, por exemplo, foi nitidamente redesenhada em alguns pontos, Tex perde até o traço de Galep em comparação à primeira edição, a relva é refeita e como já mencionado, a Vecchi no final da década de 70, parece que tinha adoptado por sua conta uma cor azul para a camisa de Tex.
Ainda faltam bastantes capas para que eu chegue ao nº 94 (Pacto de Sangue), mas pelo motivo de existir um anúncio da chegada de Tex#94 às bancas e tendo em mão essa edição, eu achei interessante algumas diferenças entre a capa anunciada e a que foi de facto para as bancas e para quem não sabe, essa foi também a primeira capa de Tex desenhada por um brasileiro. È isso!!

3º - Tex Coleção nº 137 - Editora Globo – Junho 1998

Apesar de ser fora de ordem, na capa com as nova cores adoptada no “Tutto Tex”, deixaram a capa bem mais bonita e tirando o código de barras, está perfeita
!


Tex nº 22 – O Corcel Sagrado
Publicação desta capa no Brasil: (Quatro vezes)
Esta capa segue a ordem original italiana!

Capa original: Tex nº 129 – Julho 1971
História: Silver Star

1º - Tex nº 22 - Editora Vecchi – Dezembro 1972

Uma das mais intrigantes capas de Tex, em minha modesta opinião, só mesmo o genial Galep para dar um ar tão real a uma simples cena nocturna; a imagem de alguém tocaiando Tex impressiona-nos; aliás, cada detalhe da capa é impressionante; reparem na sombra projectada pelo fogo nos galhos e na roupa de Tex. Mas afinal não passa de uma simples imagem para ilustração de capa, afinal, quem é o sujeito de tocaia? Na história em questão não existe tal cena!
Esta edição é raríssima por ser a primeira revista de Tex especial com 210 páginas, pois depois desta, a cada seis meses a Vecchi lançava edições especiais de férias ou de Natal, sempre com mais páginas.
A capa desta edição é plastificada e há páginas com textos sobre livros da própria editora. Outro facto curioso que eu não poderia deixar de fora deste artigo é sobre Tex nº 354, capa com arte de Claudio Villa; reparem na impressionante semelhança das cenas (veja ao lado). Para quem ainda não sabe, essa mesma capa virou assunto de Tribunal aqui no Brasil, pois foi parcialmente reproduzida por uma marca de cigarros não muito conhecida e sem a autorização da SBE; a empresa tabaqueira perdeu e teve que recolher e modificar a embalagem; o cigarro continua à venda em algumas tabacarias, contudo a cena foi modificada, mas ainda lembra bem o Tex. Este maço de cigarros vazio ou não, é hoje um valioso item de coleccionador. Mas se geralmente os maços de cigarros vêm embrulhados em pacotes, nesse caso o “embrulho” também reproduz a capa de Tex#354 e isso também o torna um item coleccionável, ou não? Se é que isso existe! Outra curiosidade, esta capa (Tex#354) foi publicada no Brasil antes da Itália!

Em tempo: Voltando a falar da raridade das revistas da Vecchi; que os nºs 1 a 37 são raríssimos devido à sua baixa tiragem, isso todo coleccionador já sabe, pois encontrá-las não é nada fácil; todo coleccionador também sabe que o formato desses números é um pouco maiors que o tradicional. Para ser mais directo, a Vecchi utilizou o (FP) Formato Pato (13.5x21cm) criado pela Editora Abril, em Abril de 1952, a partir do nº 22 da revista “O Pato Donald” e adoptado posteriormente por quase todas as editoras brasileiras. No disputado mercado das revistas, curiosamente os primeiros 37 números atingem valores estratosféricos; será também por causa da simples diferença de tamanho? Alguns coleccionadores afirmam que sim; não tem lógica!
O Espírito de Manitu/O Corcel sagrado, pode ser lida em: TX#22; TX2E#22; TXC#178/179 e TXEH#66.

2º - Tex nº 22 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Fevereiro 1979

Cores totalmente modificadas, a primeira é inegavelmente bem melhor. A segunda edição, não teve 210 páginas, mas 192, a história não foi cortada, ocorreu que a matéria mencionada, não foi reproduzida na reedição.
Esta edição não publica o “Correio de Tex” talvez pela quantidade de páginas; afinal cartas em redacção de qualquer revista em quadradinhos, é apenas um termómetro de como anda a publicação.

3º - Tex Coleção nº 73 - Editora Globo – Fevereiro 1993

Cores bem diferentes das demais reedições desta capa.
A Editora Globo nessa época, não só na série Coleção, mas tambem na série Normal, estava 'deturpando' muito as cores das capas de Tex, neste caso com muito excesso de sombreamento. Reparem e comparem as diferenças entre TXC#179 e TXC#073. A edição traz a continuação da história "O Vale do Terror" e nas últimas páginas o leitor pode ver fotos de "A galeria de Tex" - da exposição - A BALADA DE TEX  que se realizou no Rio de Janeiro e em São Paulo (falarei mais tarde sobre tal exposição).


4º - Tex Coleção nº 179 - Editora Mythos – Novembro 2001

Brilhantemente repintada, este número edita a segunda parte da história “O Corcel Sagrado/O Espírito de Manitu”. Sem os números impressos em cada quadradinho no final das páginas (vide 1ª ou 2ª edição), as edições originais não tinham mais o formato talão, porém os números nas páginas eram descrito no interior dos quadrinhos.


Tex nº 23 – Tex, Vingador e Justiciero
Publicação desta capa no Brasil: (Três vezes)
Esta capa segue a ordem original italiana!

Capa original: Tex nº 84 – Outubro 1967
História: Il Re Del Rodeo

1º - Tex nº 23 - Editora Vecchi – Janeiro 1973

Nem precisamos prestar tentar atenção para termos a certeza de que nos primórdios da revista Tex, os títulos chamavam bem mais a atenção do que a cena de capa e este é um bom exemplo, mas, afirmo sem sombra de dúvidas que, qualquer leitor de Tex que se preze, não precisa de títulos gigantes ou capas impactantes para devorar uma historia. A propósito, o título “Vingador e Justiceiro”, não soa bem pra quem conhece o Ranger de hoje; para quem ainda não sabe ou mesmo algum veterano que esqueceu, nos primórdios de sua carreira (digamos assim), o famoso Ranger era uma mesmo uma espécie de justiceiro, era considerado um fora-da-lei. Nesse caso, o título adaptado pela Vecchi faz de fato jus ao seu passado. Esta capa mostrando Tex domando um cavalo selvagem é maravilhosa (são tantos os cavalos que aparecem nas capas e nas histórias de Tex que esta capa especial com Dinamite passa despercebida). Nesta edição, Tex narra uma história sobre o seu passado aos seus pards; como conheceu seu famoso cavalo Dinamite e claro como o ganhou num rodeio.
Portanto, esta capa tem tudo a ver com um trecho da história. A ilustração é belíssima, mas, mas por causa do espaço utilizado pela editora (SBE) pra ilustrar o preço, um pedaço da corda não aparece, (ver Tx2ª#149) o círculo cobre exatamente um pedaço da corda!
Em tempo: A aventura que abre a edição, é sem exagero, uma das mais importantes para os leitores que querem saber mais do passado do Ranger, é claro que tudo é contado pelo próprio Tex a Carson e Tigre e tudo que se irá ver são flashes do seu passado. É um pena que a Vecchi tenha cortado mais de 20 páginas desta épica história simplesmente para adaptar a quantidade de páginas e preço adequado; a melhor referência é mesmo lendo Tex Coleção e Tex Edição Histórica que trazem a história sem cortes; é claro que, se fosse às bancas conforme o original a história seria outra edição especial assim como a anterior, no caso edição de Natal e a editora quis “presentear” os seus leitores; talvez não quisesse repetir a dose em Janeiro e o jeito  mesmo, foi enganá-los!
Capa relançada curiosamente duas vezes na Segunda Edição pela Globo, o segundo lançamento sem nenhuma lógica; de qualquer forma foi o último suspiro da série.
Tex, Vingador e Justiceiro/O Passado de Tex, pode ser lida em: TX#23 TX2E#23; TXC#124/125/126 e TXEH#47
.

2º - Tex nº 23 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Março 1979

Cores modificadas, o resto da corda ficou de novo esquecida, mesmo numa capa redesenhada.

Em Tempo: Eu prefiro capas que façam de alguma forma referência às histórias, não necessariamente um quadro ou uma cena da aventura, mas uma cena que nos remeta àquela história lida. Na colecção Tex Edição Histórica compilada pela Globo e seguida pela Mythos, o desenhador/capista Claudio Villa abrilhanta o seu talento em capas espectaculares. A imagem desta edição é a reprodução fiel do terceiro quadradinho da página 135 (TEH) e página 145 (TX2ª). Sábia escolha, já que Galep já tinha usado Dinamite na ilustração da mesma história!

3º - Tex nº 149 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Março 1988

Ultilizada em Tex Segunda edição nº 22 e 149, esta capa, curiosamente fechou, não com chave de ouro infelizmente, uma colecção que hoje é apreciada por muitos coleccionadores e desprezada por outros (eu sou um dos que aprecia), depois de reduzir o número de páginas e cortar partes das histórias a torto e a direita a  Globo resolveu findar esta colecção. Certamente não vendia mais como antes, e como poderia vender se a qualidade só caía? Pelo menos a história “O Anjo da Máscara de Ferro” foi concluída”.
Está aí algo que eu nunca entenderei mesmo. "Porque a Globo republicou esta capa?" Não faz sentido algum!! Acho que a editora, claro, já sabia que a revista seria cancelada. Até à edição nº 147 a revista mantinha 116 páginas, somente as edições 148 e 149 tiveram  84 páginas (incluindo as capas). Depois do "pulo" de Tex#135 e de ter fixado o numero de páginas, a série tornou-se uma verdadeira bagunça; o facto de ter dividido a última história em duas partes, tinha o propósito de reorganizar ou cancelar a colecção (uma vez que a série normal tem como numero 149 a história A Máscara de Ferro), sendo assim, apartir da edição 150 tudo "voltaria" ao normal. Eu fico com a segunda opção!
Em Tempo: Esta edição em si não tem muito de especial, mas é uma verdadeira raridade, bem como alguns números anteriores a este. Vale por ser muito bonita, por mostrar o pedaço da corda que ficou faltando e por finalmente utilizar cores actuais.
Se o “Tutto Tex#84” é datado de Agosto 1990 e Tex Segunda Edição#149 é de Março de 1988,  isso significa que tivemos o privilégio de ver esta capa actualizada antes da Itália, ou estou enganado?
Mas fica aí outra questão (minha), se a SBE mandava fotolitos para a Globo porque a Vecchi redesenhava as capas da  Segunda Edição?


Tex nº 24 – O Misterioso Mister "P"
Publicação desta capa no Brasil: (Três vezes)
Esta capa segue a ordem original italiana!

Capa original: Tex nº 86 – Dezembro 1967
História: Rio Verde

1º - Tex nº 24 - Editora Vecchi – Fevereiro 1973

Quem já leu sobre Bonelli e Galleppini sabe bem que muitas cidades e lugares comentados nos quadradinhos de facto existem ou existiram, como é o caso do título (Rio Verde – Green River) citado nesta capa.
Sabemos que a Globo republicava desordenadamente as suas capas na série Tex Coleção, porém, seguindo o seu ‘padrão’, algumas capas foram publicadas duas vezes em Tex ‘normal’ mesmo, ou seja, na mesma série, e é claro, fora de ordem. É o caso de Tex #273 que reproduz a capa do nº 24. Esta e algumas outras que ainda estão por vir; não tenho certeza, mas imagino que devia ser por falta de material inédito.
Em tempo: O Misterioso Mister “P”, trata-se de uma bela caça ao bandido nos moldes Tex e Carson que já conhecemos; a Vecchi dificilmente usava os mesmo títulos das capas originais italianas, criavam ou escolhiam títulos com mais impactos para os olhos dos leitores; certamente “Rio Verde”, título original desta capa, não soasse bem e eu até concordo; também, não havia a mãe net para dar-lhes preciosas informações como estas.
O Misterioso Mister “P”, pode ser lida em: TX#24; TX2E#24; TXC#128/129 e TXEH#49
.

2º - Tex nº 24 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Março 1979

Cores modificadas: da camisa e fundo azul. Confesso que as cores desta capa estão melhores adaptadas do que mesmo as da primeira edição. O Misterioso Mister “P” foi uma óptima escolha da Vecchi para ilustrar a capa, e não é adaptação, é tradução literal mesmo; a SBE preferiu utilizar “Rio Verde” da aventura anterior, pois a história   Il misterioso Mister ‘P’, tem início na página 32 de TEX#86 italiano.

3º - Tex nº 273 - Editora Globo – Junho 1992

Cores modificadas. Em minha opinião a Globo acertou em cheio nas cores desta nova versão de capa; notem que o fundo da capa original é verde e manteve-se na mesma cor nas três séries italianas; eu desconheço horizonte verde! Mas não sei o critério usado na época, hoje as capas são bem rebuscadas, alguns horizontes até parecem fotografias; maravilhas da tecnologia!
O título desta capa “Pegadas na Areia”, talvez seja pela imagem que foi escolhido, pois encaixa direitinho, afinal Tex está dentro de um rio com o seu cavalo e ao saírem deixarão as pegadas na areia. É um palpite!


Tex nº 25 – A Lança Sagrada
Publicação desta capa no Brasil: (Duas vezes)
Esta capa segue a ordem original italiana!

Capa original: Tex nº 83 – Setembro 1967
História: L’enigma della Lancia

1º - Tex nº 25 - Editora Vecchi – Março 1973

Confesso que não sou muito fã de capas onde aparecem sangue, tortura, cruzes, cadáveres ou coisas do género; coisa minha! Aos 12 anos conheci o fabuloso mundo dos quadradinhos; tardiamente confesso eu; ops! Não aqui, isso fica para uma certa entrevista; para uma criança (diga-se criança alguém com menos de 12 anos), armas de fogo, ou mesmo brancas quando utilizadas, tortura, dor, guerras, tiros, sangues, sexo, devem passar longe dos quadradinhos e por esse motivo esse tipo de revistas são tidas como “infantis” (o que não é o caso de Tex). A morte é citada de forma mais informativa, eu diria, dor, só de dentes ou de barriga ou quando aparece tem um sentido mais inocente, como nas aventuras de Penadinho, Gasparzinho, Mônica, Luluzinha etc. Mas isso não quer dizer que crianças com menos de 12 anos não leiam Tex.  Eu lembro-me de uma história do Ranger que me deixou arrepiado, um sanguinário bandido torturava até à morte outro bandido que sequestrara um garoto, o torturador sentia prazer em ouvir os gritos de dor enquanto escalpelava a sua face com uma faca e, só se ouvia, ops, se lia, os gritos de dor do torturado; brilhantemente o desenhador não mostrava detalhes.
Esta capa não deixa de ser espectacular; mas vamos esclarecer um facto, seria bem mais fácil falar de capas e histórias se as editoras tivessem seguido alguma ordem correta, seja de capas ou histórias; que me perdoem os amigos, mas não seguir nenhuma ordem, enfim...
Em tempo:A Lança Sagrada”, Tex#25, belíssima história de Letteri, aliás, utiliza a ilustração da capa do Tex #083 italiano; por incrível que pareça a imagem de Tex observando essa/e cruz/túmulo, pertence à famosa história “Tex Contra Búfalo Bill” (no Brasil Tex#28) concluída nas primeiras páginas do Tex#083 italiano. O defunto da capa é o bandido Jed, caçado por Tex , Tigre e Búfalo Bill; da página 8 à 114 começa “O Enígma da Lança / A Lança Sagrada (que abre e fecha a edição nº 25 brasileira) e nas últimas 15 páginas dessa, dava-se início a história “O Passado de Tex”. Outro facto curioso desta capa,  é que ela nos faz lembrar aquela capa em que Tex observava o túmulo de sua amada Lilith; e mesmo pela forma como ele observa a cruz, parece que ali jaz um amigo, se bem que Tex respeita a morte e seus adversários.
A Lança Sagrada/O Enigma da Lança, pode ser lida em: TX#25; TX2E#25 TXC#123/124 e TXEH#48.

2º - Tex nº 25 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Abril 1979

Cores ‘de novo’ absolutamente diferentes da primeira série.
Este número além do Correio do Tex, trás também Classificados do Tex, uma espécie de feira para quem queria trocar, vender ou comprar revistas do personagem.

Nem roxo ou azul, muito menos cor-de-rosa; a cor definitiva de fundo desta capa é um alaranjado tipo fim de tarde, versão essa que nunca foi publicada no Brasil.

 

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29 de Fevereiro de 2008

Capas Aurelio Galleppini - Edições Tex "Normal" nº 16 a 20

Por José Rivaldo Ribeiro

Tex nº 16 – Território Apache

Publicação desta capa no Brasil: (Quatro vezes)

Esta capa segue a ordem original italiana!

Capa original: Tex nº 109 – Novembro 1969
História: Tex nº 108/109 - Territorio Apache / Massacro!! – Out/Nov 1969

1º - Tex nº 16 - Editora Vecchi – Junho 1972

Falando inicialmente desta capa, que, aliás, é belíssima, vem-me à mente uma dúvida ou uma certeza. Naquela época os famosos fotolitos eram enviados ao Brasil pela matriz SBE, mas algumas partes das capas inevitavelmente tinham de ser retocadas pela Vecchi; refiro-me àquelas partes cobertas pelo preço, “logotipo” da revista ou mesmo os títulos originais das histórias. Felizmente, com o advento Internet e programas como Photoshop, esses pequenos detalhes podem ser facilmente modificados. Só para confirmar o que digo, basta comparar (na edição italiana) o bico da bota direita de Tex, coberta pelo título e na reedição “Tre Strelle” o bico da bota está quadrado enquanto que no Tex (brasileiro) com o retoque o bico da bota ficou arredondado. Não vou detalhar tudo de cada capa, basta comparar as mesmas e notar as pequenas diferenças.
Em Tempo:Território Apache”, desta edição é, de facto, uma ventura que todo Texmaníaco não pode deixar de ler e se tiver a oportunidade de reler a versão Vecchi e verá uma diferença tremenda na nova tradução; falas como: “E não tente puxar do pequeno revolver que geralmente traz junto à pança”, ficaram:“E não tente sacar a Derringer que sempre carrega no colete!”  entre tantas outras diferenças!!
- Publicada em TEX#154/155/156 & TEH#19, com o mesmo título e uma nova tradução!
Apenas para lembrar que a história não é de Galep e sim de G. Ticci que diga-se de passagem possui um do traços mais marcantes da carreira do Ranger.

2º - Tex nº 16 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Julho 1978

Capa com cores totalmente modificadas pela Vecchi e com os péssimos retoques!
Edição especial de 192 páginas. Quem colecciona TEX não pode de forma alguma deixar de fora a série (2ª EDIÇÃO); são diferenças não só apenas nas capas que, aliás, parece que ou eram mal-pintadas propositadamente para serem diferenciadas da série original “se bem que até ao nº 37 é outro formato”.
Esta edição curiosamente traz 18 páginas em quadradinhos com a apresentação de Zagor, personagem Bonelliano recém adquirido pela VECCHI e que ganharia revista própria no mês seguinte.

3º - Tex Coleção nº 83 - Editora Globo – Dezembro 1993

Capa fora da ordem cronológica, utilizada como simples encaixe!
Esta capa da Globo está excelente, apenas a cor de fundo foi modificada!

4º - Tex Coleção nº 155 - Mythos Editora – Dezembro 1999

Finalmente; além de estar na ordem exacta a capa está magnífica, com nova tradução e repintada com todo carinho e cuidado que esta revista merece!

Tex nº 17 – O Massacre dos Búfalos / O Mistério do Vale da Lua
Publicação desta capa no Brasil: (Três vezes)

Esta capa segue a ordem original italiana!

Capa original: Tex nº 56 – Junho 1965
História: Tex nº 133/134 - Condor Pass - Nov/Dez 1971
História: Tex nº 55/56 - La Valle della Luna/La rivolta – Mai/Jun 1965

1º - Tex nº 17 - Editora Vecchi – Julho 1972

Nota-se nitidamente uma diferença entre a capa italiana e a brasileira, a “lamparina” quase esbarra no ombro de Tex; a cena da capa é algo à parte que não aparece nas histórias desta edição. Tex jogando baralho? Eu não me lembro!
Estaria absolutamente na ordem original italiana, não fosse o deslize de “O Massacre dos Búfalos”. De facto as duas histórias que compõem esta edição são curtas para os padrões da época, porém são bem raras as aventuras de Tex com um enredo curto, afinal os leitores estão acostumados a aventuras mais longas; esta história foi desenhada especialmente para intercalar duas histórias longas, talvez porque a história seguinte “Missão em Silver Bell ainda não estivesse devidamente pronta e a ser assim seria inserida uma história com enredo curto! Por aqui a Vecchi por algum motivo deixou essa história de fora da série normal.
Em Tempo: O Massacre dos Búfalos foi reeditada em TXC#185 pela Mythos com o título “Os Exterminadores”, que foi republicada em TEH#68; já O Vale da Lua, foi reeditada em TXC#87 e também pode ser lida em TEH#32.

2º - Tex nº 17 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Agosto 1978

Capa com cores totalmente modificadas pela Vecchi e com os péssimos retoques!
Em tempo: Notem que na reedição, os títulos das histórias aparecem sem as tarjas, dessa forma a capa ficou até mais “limpa”. E nitidamente a imagem está invertida!

3º - Tex Coleção nº 75 - Editora Globo – Abril 1993

Capa fora da ordem cronológica, utilizada como simples encaixe!
A Globo fez algumas modificações; a lamparina está bem próxima à cabeça de Tex e a chave que acende a lamparina foi retirada!!

Tex nº 18 – Drama no Circo
Publicação desta capa no Brasil: (Duas vezes)

Capa original: Tex nº 66 – Abril 1965
História: Tex nº 65/66/67 – La banda dei Mormoni/Dramma al Circo  Mar/Abr/Mai 1966

1º - Tex nº 18 - Editora Vecchi – Agosto 1972

Total e absolutamente diferente das outras histórias que os leitores estão acostumados a ver; “Drama no Circo” foge um pouco à regra “faroeste”,mas sem sair do contexto das tramas de Tex já consagradas. Onde se escondem um grupo de bandidos denominados “O Bando dos Mórmons”, é a nova tarefa incumbida a Tex e Carson; uma pista leva-os ao Great American Circus; nossos Rangers logo descobrem que às vezes o que se procura está mais perto do que se imagina e como sempre as aparências enganam, o que de facto para Tex isso já não é mais novidade! Pat Mac Ryan também está nesta história e literalmente dá um show! Vale a pena conferir!!
Publicada pela GLOBO em TXC#100/101/102 como “ O Bando dos Mórmons”, com uma nova tradução e livre dos cortes, assim como na publicação na 1ª e 2ª edição, as tiras não são numerada! Também pode ser lida em TEH#37 pela Mythos!

2º - Tex nº 18 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Setembro 1978

Capa com cores totalmente modificadas pela Vecchi!
Um facto curioso é que na primeira e segunda edição Tex e Carson ainda são chamados de “Guardas Rurais”.

Tex nº 19 – Cidade sem Lei
Publicação desta capa no Brasil: (Três vezes)

Capa original: Tex nº 62 – Dezembro 1965
História: Tex nº 61/62/63 - La città senza Legge/Squali. Nov/Dez 1965/Jan 1966

1º - Tex nº 19 - Editora Vecchi – Setembro 1972

G. L. Bonelli sempre teve o cuidado de não mencionar datas nas aventuras do nosso Ranger, porém todo bom leitor aficionado sabe que as tramas passam-se na segunda metade do século 19. Esta aventura faz menção à tão famosa “Corrida do Ouro da Califórnia - 1848/1855”, e para quem acompanha a saga, essa não é a primeira vez que uma aventura de Tex tem como pano de fundo, “A Febre do Ouro”.  O ouro foi, é e sempre será sinal de riquezas, mas também sinal de ganância, traição, morte etc... Histórias em quadradinhos de diversos criadores e autores em diversas épocas usaram a corrida do ouro para ilustrar belíssimas aventuras, Bonelli não podia deixar o seu consagrado personagem de fora. Eu recomendo esta história para quem está afim de muita pancadaria, tiros, bombas e subtis factos históricos; quem puder comparar as edições da VECCHI e MYTHOS terá algumas surpresas!
Em tempo:  Capas como estas certamente ficaram “perdidas” nas colecções passadas e talvez nunca mais serão republicadas; mas de certa forma é uma que não ficou de fora! Existem muitas, mas muitas capas de Galep ainda inéditas no Brasil; mesmo sendo editadas aos poucos, como assim vem sendo feito com o apoio e escolha de  José Carlos Francisco, as capas demorariam anos para saírem todas. Publicada pela GLOBO em TXC#95/96 com uma nova e belíssima tradução, a história teve o mesmo título, porém, as versões anteriores saíram com os números que dividem as tiras!!

2º - Tex nº 19 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Outubro 1978

Capa com cores e tons modificados pela Vecchi!
A sequência da história é exactamente a mesma.
Em tempo: Muitos coleccionadores e leitores “fundem” as séries 1ª e 2ª edição numa só colecção; afinal a 2ª foi lançada devido ao sucesso da revista e para dar oportunidade a quem perdeu os raríssimos primeiros números de finalmente “fechar” a sua colecção!
Mas há controversas; como coleccionador e leitor, digo convicto que: “São duas colecções distintas; apesar de seguirem as sequências de histórias, uma nada tem a ver com a outra”. A própria Vecchi induziu os seus leitores de misturarem as duas séries, basta olhar no expediente das revistas, na série de edições disponíveis; não há distinção entre uma e outra!
Em suma; uma colecção de Tex que tem inseridos números da segunda edição, não está completa!

3º - Tex Coleção nº 65 - Editora Globo – Junho 1992

Capa fora da ordem cronológica, utilizada como simples encaixe!

Tex nº 20 – A Quadrilha do Ás de Espadas
Publicação desta capa no Brasil: (Duas vezes)

Capa: Tex nº 38 – Dezembro 1963
História: Tex nº 37/38 – L’Asso di Picche/Sabbie mobili  - Nov/Dez 1963

1º - Tex nº 20 - Editora Vecchi – Outubro 1972

São poucas as capas que vemos e ficam fixadas para sempre em nossa memória, essa sem sombra de dúvida é uma delas, a cena é absolutamente fora do “normal” que conhecemos para uma capa de uma revista do Tex! Claro que ajudar o próximo sempre foi algo trivial para Tex, afinal, ele é o “mocinho” e ele tem algo de “humano” que outros heróis da BD não possuem. Há quem critique o Ranger e o chame de “matador”, porém esquecem-se de mencionar que milhares de pessoas já foram salvas devido à sua sagaz interferência e inteligência. Curiosamente essa capa foi totalmente modificada; em “Albo D’oro nº 8 oitava série”,o cenário é um incêndio; já na versão da série “Tre Strele”, muda-se o cenário e os pés do personagens ficam imersos no lamaçal; outro facto curioso é que mesmo nas versões italianas posteriores algumas mudanças foram feitas nessa capa, na Série “Tutto Tex” o rosto do Ranger foi totalmente  modificado e os arbustos do fundo também “cresceram”, como podemos ver no quadro de capas mostrado já de seguida:



Publicada pela GLOBO  em TXC#62/63 com o título O  Às de Espadas”, nova tradução e sem números de tiras. Essa Aventura também pode ser lida em TEH#23!!
Para quem curte aventuras do Ranger em meio a rios e embarcações essa é uma óptima oportunidade de leitura!

2º - Tex nº 20 – Segunda Edição - Editora Vecchi – Dezembro 1978

Capa com cores e tons modificados pela Vecchi; apesar disso nesta segunda versão vemos detalhes redesenhados e dessa vez o fundo vermelho respeitou o original que foi trocado pelo azul da primeira série!
Em tempo: A pesar de ter sido cancelada na edição nº 149, pois a qualidade sequencial estava péssima, a 2ª edição se estivesse hoje nas bancas poderia ser uma boa oportunidade de podermos ler boas histórias que tiveram sequências e páginas cortadas pela GLOBO; aos poucos muitas dessas histórias vem sendo relançadas pela MYTHOS em edições especiais.
  

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29 de Dezembro de 2007

Capas Aurelio Galleppini - Edições Tex "Normal" nº 11 a 15

Por José Rivaldo Ribeiro [1]

Tex nº 11 - Rivais na Guerra do Ouro

Publicação desta capa no Brasil: (Três vezes)

Esta capa segue a ordem original italiana!


Capa original: Tex nº 41 – Março 1964
História: Tex nº41/42 - Oro/ Rinnegato! - Mar/Abr 1964


1ª - Tex nº 11 - Editora Vecchi – Janeiro 1972

Esta capa é deveras espectacular!! Mas, caramba!! Tex não é Águia da Noite, o amigo dos Índios Navajos? Então porque nesta ele aparece agredindo um índio? É óbvio que ser um pele-vermelha não é passaporte para ser amigo de Tex; inclusive  em algumas histórias ele agride e até mata índios, desde que seja para se defender. Caros amigos, mesmo no mundo "imaginário" de Tex, existem as “ovelhas desgarradas” e existem algumas tribos que não são amigas de Águia da Noite!!

Como podemos ver nas imagens relacionadas, esta capa é um pequena montagem da edição nº 7 (sétima série), que mostramos logo abaixo; notem (no início do artigo) que na reedição desta capa na série “Tex” Galep preferiu colocar um fundo de cor única e uma tarja com o título da história cobrindo os pés dos personagens que no “original” estão submersos num rio.

Em Tempo: Esta história marca a primeira aparição de “Uomo della Morte – O Caveira”. Mas esta não é a primeira vez que Tex e seus Pards lutam contra a cobiça daqueles que querem se apossar do ouro da Reserva Navajo. Em Janeiro de 1986 Galep tira do sótão, a fantasia do Caveira e produz uma outra capa espectacular para TX#303 - Messaggero di morte. Mas, se Tex é o próprio Caveira como os dois aparecem na mesma capa? Ah!! Você quer saber? Mais detalhes na edição brasileira em TEX nº 209. Mas sabemos também que Tex também contracena com o próprio Caveira em TEX#11, mas como pode? Leiam a história; eu garanto que é surpreendente!!

A História “Rivais na Guerra do Ouro”, foi publicada em TXC#67/68 apenas com o título inicial “Ouro”, numa tradução literal e sem os números das tiras.


2ª- Tex nº 11 - Segunda Edição - Editora Vecchi - Março 1978

Apesar da modificação de cores das roupas dos personagens, a Vecchi dessa vez acertou a cor amarela de fundo amarelo. Tanto na primeira como na segunda edição a história mantém os números que dividem as tiras!

Em Tempo: A primeira capa com todos os detalhes de fundo, como vemos na imagem acima, infelizmente é inédita no Brasil; ainda! Outra curiosidade “irrelevante”, mas que não posso deixar em branco, é o facto da lombada dessa revista ser amarela, lembrando que todos os números comentados até ao momento possuem lombadas de cor branca. Notem também a brutal diferença entre as capas da Segunda Edição e da série TXC da Globo, a fisionomia do índio é totalmente outra, a capa foi toda retocada e muito mal, diga-se de passagem.


3ª - Tex Coleção nº 50 – Editora Globo – Fevereiro 1991


Capa fora da ordem cronológica, utilizada como simples encaixe!

Esta versão da Globo está excelente, apenas a cor de fundo foi modificada!

Tex nº 12 - A Ferro e Fogo / A Resposta é: Dinamita!

Publicação desta capa no Brasil: (Três vezes)

Esta capa segue a ordem original italiana!


Capa original: Tex nº 44 – Junho 1964
História: Tex nº 42/44


1ª - Tex nº 12 - Editora Vecchi – Fevereiro 1972

A cena clássica dos dois companheiros inseparáveis. É uma edição bem especial, a começar pela capa, algo muito simples e sem nenhuma cena de impacto; é a primeira vez que Tex e o seu “companheiro” aparecem na mesma capa de forma tão clara. Esta imagem dos dois Pards faz-me lembrar algumas duplas famosas do cinema, música, desenho animado e dezenas de duplas de histórias em quadradinhos; só para citar algumas: Batman e Robin, o Gordo e o Magro, Zagor e Chico, Faísca e Fumaça e tantos outros. É uma pena Tex Willer nunca ter existido de facto, mas G. L. Bonelli acertou em cheio em dar-lhe uma amigo à altura, alguém que quebrasse um pouco o gelo; Tex é muito sério e às vezes tem uma idade mental mais avançada que o próprio Kit Carson, que existiu de facto; o bom dessa dupla de “satanases” é que em meio a aventuras “sérias”, damos boas gargalhadas com as reclamações de Mr. Carson, das palavras "carinhosas" trocadas entre eles, como por exemplo “Velho Assanhado”, “Tição do Inferno” e tantas outras.

Em Tempo: A edição ainda marca a estreia de duas histórias completas na mesma edição. Um facto curioso que eu quero registar é que essas histórias foram extraídas de TEX italianos distintos! Porém a escolha foi um tanto insensata “A Ferro e Fogo” e “A Resposta é Dinamita” são títulos adaptados para o português e saíram respectivamente dos Tex nº 42 e 44. Cavando mais profundamente, a história “A Ferro e Fogo” foi publicada em TEC#71/72 com o título “Um Assalto Audacioso” e “A Resposta é: Dinamita!” publicada em TXC#68/69 com o título “Pastagens Rubras”, lembrando ainda que os números que dividem as tiras foram publicados nas versões da Vecchi enquanto na versão Globo as duas histórias  estão “limpas”. Ok?

 

2ª - Tex nº 12 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Abril 1978


Capa com cores totalmente modificadas pela Vecchi e com péssimos retoques!

Em tempo: Notem que na reedição, a tarja usada com o título das histórias foi absolutamente abolida; dessa forma a revista ficou até mais “limpa”! A Editora resolveu colocar apenas um título na capa, omitindo a segunda história.

Apenas uma curiosidade; a edição nº 11 com apenas 116 paginas custou Cr$9,00; já a edição nº 12 que tem 148 páginas (lembrando que no Brasil, as páginas são contadas a partir da capa), custou também Cr$9,00; vá-se entender!!!

3ª - Tex Coleção nº 46 – Editora Globo – Novembro 1990


Capa fora da ordem cronológica, utilizada como simples encaixe!

Nesta versão da Globo foram utilizadas novas cores; desta vez os parceiros trocaram de lado, ou seja, a imagem foi invertida.

Tex nº 13 - Luta Implacável com os Falsificadores de Dólares

Publicação desta capa no Brasil: (Duas vezes)


Capa e história original Tex nº58 - Corsa alla Morte - Agosto 1965

1ª - Tex nº 13 - Editora Vecchi – Março 1972


Um dos maiores desafios de um desenhador/capista, na minha modesta opinião, é ter o talento de colocar uma ideia no papel e transformá-la numa bela imagem, que naturalmente chame mais a atenção do leitor que a própria história/título estampada na capa. Diferentemente de um jornal que usa a manchete para atrair o leitor à compra; “longe de mim fugir do contexto”, mas hoje em dia, não só no Brasil, os jornais usam fotografias de violência ou imagens pornográficas para atrair seus leitores; uma revista de banda desenhada precisa ter uma capa que conduza o leitor à aquisição da revista. Mas existem algumas excepções, claro. Assim como na história; ”Traição na Ilha do Ouro”, a história que abre esta edição mostra-nos também os métodos nada convencionais para os dias actuais, usados por Tex para arrancar confissões de testemunhas, patifes claro; quando se trata de alguém que não esteja corrompido ou um cidadão honesto, Tex usa outros meios como, sabedoria, inteligência investigativa etc, jamais a violência!

Mas eu; como “Advogado” do Ranger, afirmo que ele sempre agiu em legítima defesa e os sopapos que dá em alguns, antes de qualquer coisa, é para mostrar que o crime não compensa!

Em Tempo: A Vecchi neste caso não traduziu literalmente o título de capa, criou apenas o seu próprio título, baseado no enredo e acertou na medida e por falar em título, trata-se do mais comprido, usado em toda a saga no Brasil. Esta capa não mostra nenhuma cena especial, mas ela tem algo que de tão simples a faz notória!

Sendo assim obviamente, a reedição desta história na série Tex Coleção – Globo, teria outro título, uma vez que a editora utilizou um novo fotolito, com detalhes redesenhados cobrindo os números das tiras; o título ficou; “Sangue em Laredo”.

2ª - Tex nº 13 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Maio 1978


Capa com cores totalmente modificadas pela Vecchi. Nem a primeira nem a segunda edição utilizaram as cores originais da camisa de Tex.

Em Tempo: Esta capa nunca foi republicada pela Globo ou pela Mythos, por motivos óbvios. A rubrica dedicada às Cartas dos Leitores desta edição é super interessante para quem queira saber um pouco mais sobre história dos verdadeiros Rangers americanos.


Tex nº 14 - O Tesouro do Pirata

Publicação desta capa no Brasil: (Três vezes)


Capa original: Tex nº 72 – Outubro 1966
História: Tex nº 72/73 - Il tesoro del pirata/New Orleans – Out/Nov 1963

1ª - Tex nº 14 - Editora Vecchi – Abril 1972


Capa e história idênticas ao original italiano.

Esta não tem acção, nem impacto, mas tem algo que nos remete àqueles antigos Filmes de Faroestes da Sessão da Tarde, aqui do Brasil!
A dupla Galep e Bonelli sempre colocaram títulos de impacto nas capas de “Tex” (original); nomes de cidades e Estados americanos já foram utilizados; dentre todas, a mais famosa é sem dúvida “Oklahoma”, (assunto para Tex#300), afinal nosso amigo Tex é um legitimo filho de Tio Sam!!

Em Tempo: A história “O Tesouro do Pirata” que abre esta edição, mostra-nos a dupla, dessa vez num clássico barco a vapor, daqueles da época das Famosas Corridas entre os Milionários e Apostadores no rio Mississipi; e fugindo um pouco do bangue-bangue tradicional, Tex e Carson metem-se numa verdadeira trama e conspiração de bandidos que estão em busca de um tesouro escondido! Numa cena raríssima, nossos Rangers aparecem com roupas íntimas, apenas de calções; e como quase sempre, uma bela mulher que participa de qualquer trama, sempre arranca suspiro do camelo velho Kit Carson!! Vale a pena conferir!!!


2ª - Tex nº 14 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Junho 1978


Capa com cores e tons modificados pela Vecchi!

Em tempo: Esta capa não foi republicada pela Globo nem pela  Mythos e certamente jamais será. Por que? Existem muitas, mas muitas capas de Galep ainda inéditas no Brasil. Se mesmo sendo editadas aos poucos, como assim vem sendo com o apoio e escolha de José Carlo Francisco, as capas demorariam anos para saírem todas.
A segunda edição, saiu exactamente como a primeira, até os cortes na história, são exactamente os mesmo. Afinal para a Vecchi, a propaganda é que gerava lucros e era mais importante do que a satisfação de seus leitores!!

3ª - Tex Coleção nº 91 – Editora Globo – Agosto 1994

Capa fora da ordem cronológica, utilizada como simples encaixe!

Nesta versão da Globo, foram utilizadas novas cores e  a imagem saiu invertida.

Tex nº 15 - Traição na Trilha do Ouro

Publicação desta capa no Brasil: (Cinco vezes)


Capa: Tex nº 121 – Novembro 1970
História: Tex nº 120/121 –Gli sciacalli/Dugan, il bandito - Nov/Dez 1970

1ª - Tex nº 15 - Editora Vecchi – Maio 1972


Galleppini estava realmente inspirado quando desenhou esta capa, lembra bem aquelas cenas de filmes de bangue-bangue onde o mocinho fica à espreita de índios ou bandidos!!

Nesta espectacular história, Tex mostra-nos com mestria e valentia, que é preciso dar sempre valor ao que de facto tem valor; neste caso refiro ao “vil metal” e abominar sempre as “frutas podres” do pomar. Uma traição é inaceitável, seja de quem for, mas sendo de um “irmão pele vermelha”, para Tex  é imperdoável, principalmente se for por cobiça, algo que na realidade poderia ser chamado de “fraqueza”, “vício” ou sei lá o quê mais! O que de facto passa pela cabeça de alguém que trai seu próprio povo por causa de algo tão fútil? Neste caso foi “água de fogo” ou bebida alcoólica. Ah!! Bonelli e Nicolò exageraram, é apenas uma história de banda desenhada; índios valorizam o que não tem valor de facto!! Mas será mesmo? Baseado em que eles criam roteiros tão significantes? Estamos fartos de ver na vida real pessoas trair ou matarem seus entes por coisas tão banais quanto esta!! Ou estou enganado?

Em Tempo: Outra coisa que impressiona nas histórias de Tex é a forma que ele usa para arrancar informações de testemunhas, sempre com violência física, mas que fique claro, o Ranger jamais usou a tortura física ou psicológica para obter informações; método esse que, mesmo camuflado ainda é bastante usado para obtenção de confissões! Sem mais comentários! A história que abre esta edição foi publicada em TXC#169/170 com o título original “Os Chacais”.


2ª - Tex nº 15 – Segunda Edição - Editora Vecchi – Julho  1978


Capa com cores e tons modificados pela Vecchi; apesar disso nesta segunda versão vemos detalhes antes ocultados na  primeira edição!


3ª - Tex Coleção nº 70   Editora Globo – Novembro 1992


Capa fora da ordem cronológica, utilizada como simples encaixe!

Apesar disso, de certo modo contendo as cores correctas usadas no original italiano.


4ª - Tex Coleção nº 105 – Editora Globo – Outubro 1995


Capa fora da ordem cronológica, utilizada como simples encaixe!

Algumas capas da Globo parecem não ter sido extraídas de fotolitos, é o caso desta capa, que mais parece ser uma “cópia” do nº 70; os traços do desenho estão bem mais pesados.


5ª - Tex Coleção nº 169 – Mythos Editora – Fevereiro - 2001


Capa fora da ordem cronológica... ops!! Não, capa dentro da ordem correcta.

Não estou “honrosamente” escrevendo artigos sobre revista Tex, neste blogue, para encher a bola de nenhuma editora, porém verdade seja dita. Nunca na História da vida editorial de Tex, esta revista teve um tratamento tão inovador e especial como vem tendo desde que a Mythos “assum