01 de Abril de 2008

Póster Tex Nuova Ristampa 79



Neste sinistro desenho da autoria de Claudio Villa, vemos Tex Willer entrando no antro do bruxo Mefisto, situado num refúgio no Belle France, onde estavam aprisionados Kit Carson, Jack Tigre e Kit Willer, prestes a serem devorados por ratos e ratazanas
.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado
na história, "Mefisto" de Claudio Nizzi e Claudio Villa (Tex italiano #501 a #504).
(
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Texto de José Carlos Francisco
 
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31 de Março de 2008

Tex Willer - Programação completa no Brasil em 2008

Com autorização da Mythos Editora, na pessoa do editor Dorival Vitor Lopes, informamos a programação editorial de todas as revistas TEX, durante o ano de 2008.

É uma informação baseada num texto do próprio editor, publicado na edição número 461 de Tex, datado de Abril de 2008 e que nos apressamos a dar conhecimento a todos os frequentadores do blogue do Tex. Assim, todos os texmaníacos já saberão as belíssimas histórias que serão publicadas na nossa língua em 2008. Só não discriminamos as histórias de Tex Coleção, porque elas continuarão seguindo a mesma ordem em que saíram na Itália.
 

2008

TEX

Janeiro - Tex n° 459: Nizzi & Civitelli

"O Pistoleiro Misterioso" (Tex italiano nº 555: "Il killer misterioso").
Sinopse da história: Elmer Daves foi xerife toda uma vida. Agora, chegado à idade da reforma, Daves pretende dedicar os anos que lhe restam a descobrir quem foram os responsáveis pela morte da sua mulher, ocorrida 15 anos antes durante um assalto ao banco de Silver Bell. Por isso, pede a Tex que o ajude nesta tarefa, a que, apesar de renitente, o ranger vai aceder, porque compreende perfeitamente o sentimento de Daves. Afinal de contas, Tex passou pelo mesmo e nessa altura apenas foi guiado pelo sentimento de vingança.
Para ler a crítica a esta história, acesse: http://texwiller.blog.com/1664408/

Fevereiro - Tex n° 460: Boselli & Font
"Morte na Névoa" (Tex italiano nº 556: "Morte nella nebbia").
Sinopse da história: O jovem navajo Nedhi enfrenta uma dura prova, ao subir corajosamente até ao ninho de uma águia apenas para demonstrar à sua tribo que se tornou num guerreiro. O perigo espreita de perto, porque um grupo de bandidos acaba por apanhar Nedhi torturando-o com o fito de o obrigar a revelar onde se encontra o ouro navajo. Até que Tex e Tigre, na companhia de Manchas, o pai de Nedhi, salvam este. Reconhecido, Manchas convida Tex e Tigre a pernoitarem na sua aldeia. Entretanto, Kit Willer encontra-se em Phoenix para comprar cavalos quando sabe que o seu amigo Bronco Lane encontra-se nas paragens e é perseguido por roubo de cavalos. Kit vai ao encontro de Bronco para o avisar e encontra-o em trabalho para um rancho das redondezas.
Para ler a crítica a esta história, acesse: http://texwiller.blog.com/1616188/

Março - Tex n° 461: Boselli & Font
"Enforquem Kit Willer" (Tex italiano nº 557: "Uccidete Kit Willer!").
Conclusão da história iniciada no número anterior.

Abril - Tex n° 462: Faraci & Ortiz
"Plano de Fuga" (Tex italiano nº 558: "Evasione").
Sinopse da história: Tex e Carson estão na pista de Frank Harter um perigoso bandido, responsável com o seu bando por assaltos e mortes cometidos em ranchos e bancos. Durante um tiroteio em Southville, uma pequena cidade do Texas, os Rangers abatem todos os homens de Harter, mas este consegue fugir em direcção ao México, onde pretende juntar-se a um outro bando que opera junto à fronteira. Tex e Carson seguem no seu encalço, separando-se, seguindo cada um a sua pista.
Para ler a crítica a esta história, acesse: http://texwiller.blog.com/1780026/

Maio - Tex n° 463: Faraci & Ortiz
"Minutos Contados" (Tex italiano nº 559: "Minuti contati").
Conclusão da história iniciada no número anterior.

Junho - Tex n° 464: Nizzi & Del Vecchio
"Dinheiro Sujo" (Tex italiano nº 561: "Soldi Sporchi").
Sinopse da história: A história, que começa em pleno deserto, no Arizona e a sul do rio Gila, quando uma patrulha do exército que deveria levar o pagamento aos militares de forte Gila é brutalmente atacada, tudo levando a crer, por um grupo de índios. Tex e Carson suspeitam dos indícios e encontram a pista de dois cavalos ferrados, acreditando que no meio de tudo possam estar brancos. Os dois rangers lançam-se então nessa pista e em breve descobrem os autores do assalto, também eles vítimas do ataque de um grupo de índios yaquis, estes sim na posse do dinheiro.
Para ler a crítica a esta história, acesse: http://texwiller.blog.com/2174473/

Julho - Tex n° 465: Nizzi & Del Vecchio
"Salvamento Heróico" (Tex italiano nº 562: "Sandy Well").
Conclusão da história iniciada no número anterior.

Agosto - Tex n° 466: Boselli & Spada
"Expedição ao México" (Tex italiano nº 563: "Spedizione in Messico").
Sinopse da história: O mecanismo da aventura é clássico, levando Tex e os seus pards até ao México. O capitão Masters do exército norte-americano pede a Tex que atravesse a fronteira e traga de volta ao Arizona o chefe coyotero Calvado, fugido há meses da sua reserva. Agora, o governo americano está disposto a conceder-lhe perdão, mas a missão é secreta e poucos a conhecem.
Para ler a crítica a esta história, acesse: http://texwiller.blog.com/2211787/

Setembro -  Tex n° 467: Boselli & Spada
"Rurales!" (Tex italiano nº 564: "Rurales!").
Conclusão da história iniciada no número anterior.

Outubro - Tex n° 468: Nizzi & Repetto
"O Sentinela" (Tex italiano nº 565 "La sentinella").
Sinopse da história: Entre o Arizona e o Novo México, Tex e Carson são perseguidos por um bando de Apaches, conseguindo refugiar-se na Mesa Serrada, um conjunto rochoso pleno de grutas e labirintos. Surpreendentemente, é aqui que os dois rangers vão descobrir um oficial sulista que vive como um eremita e que ignora que a Guerra da Secessão já terminou.
Para ler a crítica a esta história, acesse: http://texwiller.blog.com/2578645/

Novembro -  Tex n° 469: Nizzi & Repetto
"A Volta do Soldado" (Tex italiano nº 566: "Un soldato ritorna").
Conclusão da história iniciada no número anterior.

Dezembro - Tex n° 470: Nizzi & Rossi
"Dez Anos Depois" (Tex italiano nº 567: "Dieci anni dopo").
Sinopse da história: Tex e Carson regressam a Paradise, dez anos mais tarde, chamados por Marcus Glendon, uma vez que a cidade está a ser ameaçada por Rhonda Carpenter, uma ambiciosa criadora de gado que pretende controlar todas as terras da região.
Depois de “Terra Prometida”, um épico escrito por G. L. Bonelli, Nizzi leva Tex e Carson de regresso a Paradise, levando ao leitor o perfume dos grandes clássicos da série.
Para ler a crítica a esta história, acesse: http://texwiller.blog.com/2883110/

ALMANAQUE TEX


Maio - Almanaque Tex n° 35: Ruju & Devescovi -
AVENTURA INÉDITA
"O Pântano Negro" (Almanacco del West 2008: "La palude nera").
Sinopse da história: Ao destino nunca se foge, e a aventura de Pasquale Ruju, que marca a estreia de Franco Devescovi em Tex, pode ser considerada como uma parábola sobre o destino dos homens e da condição humana. Mais tarde ou mais cedo, por muitas voltas que se dêem, o destino vem ao nosso encontro com o objectivo de saldar as suas contas, de limpar definitivamente um passado que se julgava apagado ou iludido pela força do tempo.
Hannibal Cannon foi um notável caçador de prémios, um pistoleiro como poucos, alguém que teria conseguido enfrentar Tex Willer se os acasos da vida tivessem colocado os dois em lados opostos.
Para ler a crítica a esta história, acesse: http://texwiller.blog.com/2671611/


Outubro - Almanaque Tex n° 36: Nizzi & Fusco -
AVENTURA INÉDITA
"Onde Mora o Medo (Tex italiano nº 560: "Moctezuma").
Sinopse da história: Numa qualquer noite, perto da fronteira entre o Arizona e o México, Tex avista uma pequena estalagem onde pretende descansar e refugiar-se da tempestade que se abate, quando é confrontado com a atitude pouco amistosa do dono. Este, ultimamente pouco habituado a que ninguém passe por aquelas paragens, apenas pretende jogar pelo seguro pois receia pelas intenções de Tex. Mas o ranger está pouco habituado a que lhe apontem uma arma e rapidamente consegue desarmar Manuel Aribas, de seu nome.
Para ler a crítica a esta história, acesse: http://texwiller.blog.com/1877512/

TEX OURO

Janeiro -  Tex Ouro n° 34: Nizzi & Della Monica
"Além da Fronteira"

Março -  Tex Ouro n° 35: Berardi & Letteri
"
Oklahoma
"

Maio -  Tex Ouro n° 36: Nizzi & Ticci
"Seqüestro nas Colinas do Vento"

Julho -  Tex Ouro n° 37: Nizzi & Villa
"Um Tigre na Escuridão"

Setembro -  Tex Ouro n° 38: Nizzi & Blasco
"A Cidade do Medo"

Novembro -  Tex Ouro n° 39: Nizzi & Ticci
"Orgulho Navajo"

TEX EDIÇÃO HISTÓRICA

Julho -  Tex Edição Histórica n° 75: G.L.Bonelli & Ticci -  380 PÁGINAS
"Terra Prometida"

GRANDES CLÁSSICOS DO TEX

Fevereiro -  Grandes Clássicos do Tex n° 13 -  276 PÁGINAS
"
O Vale do Medo / A Seita do Dragão"

Abril -  Grandes Clássicos do Tex n° 14 -  212 PÁGINAS
"A Múmia
"

Junho -  Grandes Clássicos do Tex n° 15 -  228 PÁGINAS
"O Grande Rei
"

Agosto -  Grandes Clássicos do Tex n° 16 -  196 PÁGINAS
"Sangue Navajo
"

Outubro -  Grandes Clássicos do Tex n° 17 -  260 PÁGINAS
"Linchamento / Alarme em Forte Summer
"

Dezembro -  Grandes Clássicos do Tex n° 18 -  260 PÁGINAS
"O Vale da Lua / Terror no Rio Sonora
"

TEX GIGANTE

Abril -  Tex Gigante n° 21 - G.L.Bonelli & Galleppini -  REEDIÇÃO
"A Marca da Serpente"

Setembro -  Tex Gigante n° 22 - D'Antonio & Filippucci -  AVENTURA INÉDITA
Ainda sem título

TEX FÉRIAS

Junho -  Tex Férias n° 7 - Nizzi & Monti
"A Testemunha"

TEX ANUAL

Dezembro -  Tex Anual n° 10 - Faraci & Diso
Ainda sem título

TEX ESPECIAL 60 ANOS - EM CORES


Setembro -  Tex Especial 60 Anos - Nizzi & Civitelli - 110 PÁGINAS
Ainda sem título (Tex italiano nº 575: "La missione Assediata")



Sinopse da história: História colorida, celebrativa dos 60 anos de Tex, com texto de Claudio Nizzi e desenhos (coloridos) de Fabio Civitelli. A história trará um pedaço da juventude do Ranger que, ao acampar com os pards ao lado de uma velha missão em ruínas, contará um período da sua vida passado ao lado de Lilyth, antes do nascimento de Kit Willer, ou seja é uma história narrada em flashback e ambientada pouco depois da conclusão de "O Pacto de Sangue" e tem Lilyth como co-protagonista num certo sentido.
Para saber mais sobre esta história, acesse: http://texwiller.blog.com/1620730/

Ainda pode haver pequenas mudanças, mas há 95% de certeza nesta lista.
A Mythos Editora ainda fará um ou dois livros para comemorar os 60 anos de Tex...
ou seja, teremos um grande ano TEXiano pela frente...


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30 de Março de 2008

TEX de Victor de la Fuente em grande destaque no Diário As Beiras: 5 de Abril de 1996

Texto do jornal Diário "As Beiras" de 11 de Março de 1995
João Miguel Lameiras

Nova imagem para um velho herói!

Um dos mais populares personagens da BD italiana, o cowboy Tex Willer está de volta ao convívio dos leitores portugueses numa edição especial que dá a conhecer uma versão diferente deste herói clássico dos “fumetti”. Tex, o personagem mais emblemático das edições Bonelli, cujas aventuras têm sido distribuídas em Portugal nos últimos 15 anos, já foi objecto de referência nesta coluna há pouco mais de um ano (ver DIÁRIO AS BEIRAS de 11/3/1995), por ocasião do lançamento de uma edição semelhante a esta, desenhada pelo espanhol José Ortiz.

Criado por Giovanni Bonelli e Aurelio Galleppini, este herói foi publicado pela primeira vez em 1948, mantendo-se em publicação ininterrupta até à actualidade, com a dupla criadora a ter que assegurar uma média de 110 páginas mensais, um ritmo de produção industrial que, logicamente, se reflectiu na qualidade e originalidade das historias. Esse ritmo alucinante de produção condicionou igualmente o trabalho gráfico dos mais de 10 desenhadores que se ocuparam da série, condenados a um estilo funcional, sem quaisquer requintes estéticos. Daí que estes álbuns anuais (com um ritmo de produção muito mais lento do que as edições mensais) permitam outro tipo de voos, sendo muitas vezes usados para permitir que desenhadores consagrados transmitam o seu cunho pessoal ao herói do Oeste. Foi o que sucedeu com a edição comemorativa do 40º aniversário da série, desenhada pelo italiano Guido Buzzelli, com o número anual de 1993, com arte de José Ortiz, ou com o álbum que motiva este texto, com desenhos do espanhol Victor de la Fuente, que apesar de ser anterior em um ano ao especial desenhado por Ortiz, só agora sai em edição brasileira.

Embora seja esta a primeira vez que pega no personagem Tex, Victor de la Fuente é um veterano da banda desenhada de aventuras, conhecido principalmente pelas suas incursões na heroic fantasy, através de personagens como Haxtur, Haggart e Mathai-Dor, mas que se sente particularmente à vontade nos “westerns”. Basta recordar a série Sunday (quanto a mim o seu melhor trabalho) feita em colaboração com o seu compatriota Victor Mora, de que foram publicados em Portugal alguns episódios na revista Mundo de Aventuras, ou Los Gringos, um “western spaguetty” criado por Jean Michel Charlier e continuado de forma medíocre por Guy Vidal, após a morte do criador de Blueberry.

Aqui, mesmo sem deslumbrar, o desenhador espanhol dá mostra de toda a sua eficácia, profissionalismo e sentido narrativo, sendo evidente o prazer que teve ao desenhar esta história escrita por Claudio Nizzi de modo a integrar os seus ingredientes favoritos (apaches e mexicanos). Não deixa de ser curioso que, tal como sucede em "A Mina do alemão perdido'' da série Tenente Blueberry, também de la Fuente, tal como Giraud, não resiste a utilizar o cenário fordiano do Monument Valley, apesar de a acção decorrer no Arizona.

Quanto ao argumento de Claudio Nizzi, o actual escritor da série, apesar de pouco ter de original, é tão complexo e movimentado que faz lembrar as intrigas criadas pelo saudoso Jean Michel Charlier. Aliás, esta aventura em estado puro, género cada vez mais raro nos actuais “Westerns” europeus em banda desenhada, é suficientemente complexa e bem estruturada para aguentar 240 páginas, apresentando-se como um muito razoável substituto das aventuras do Tenente Blueberry, em clara perda de velocidade e interesse desde a morte de Charlier.

A edição da Globo segue um esquema habitual destes álbuns anuais. Para além do formato maior, conta ainda com um vasto dossier que inclui um texto de Sergio Bonelli,  uma entrevista com de la Fuente e um bem documentado artigo de Mauro Boselli sobre os Apaches, só peca é por estar impressa num papel demasiado poroso, que só não faz com que as páginas mais escuras saiam algo empasteladas, devido à extrema legibilidade do traço de Victor de la Fuente. Mesmo assim, face ao modesto preço desta edição (menos de 800 escudos para mais de 200 páginas de acção e aventura), o leitor vai muito bem servido.



("Tex": Arizona em chamas, de Claudio Nizzi e Victor de la Fuente, Editora Globo, 242 páginas, 790$00)

Copyright: © 1996 Diário "As Beiras"; João Miguel Lameiras
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29 de Março de 2008

Fanzine "A Conquista do Oeste" - Maio/Novembro 2001 - Páginas 27 e 28 - Autores de Banda Desenhada: Hugo Pratt

AUTORES DE BANDA DESENHADA

HUGO PRATT

Hugo Pratt nasceu a 15 de Julho de 1927, numa praia perto de Rimini (terra do realizador Fellini). Ali viveu até aos 10 anos de idade, altura em que, juntamente com os seus pais, partiu para a Etiópia (colónia italiana), ficando nesse país a estudar. Seu pai era um funcionário colonial e esse primeiro contacto com a realidade, marcaria muito o seu futuro de artista, influenciando toda a sua produção, o que se irá verificar logo em "Junglemen", executado na Itália, com um grafismo ainda incipiente, mas já com a influência de outros desenhadores. Em 1943 volta a Veneza e, pouco depois, com Ongaro e Faustinelli, cria as aventuras de "Asso di Piche", que não teve a aceitação dos leitores. Por esta altura Hugo Pratt parte para a Argentina, juntamente com outros desenhadores italianos seus colegas.

Ali a sua actividade vai-se diversificando por várias personagens, todas elas com aceitação, mesmo a nível internacional: "Ray Kitt, "El Cacique Blanco", "Sargento Kirk", "Legión Estranjera", "Ernie Pike", "Ticonderoga", "Wheeling", "Capitán Carmomoran", "Ann y Dan" e outras. Ao longo de todos estes trabalhos vai-se notando uma melhor qualidade nos seus traços e um progresso no seu estilo.

Convém fazer aqui um parêntesis. Quanto a nós, Hugo Pratt foi um dos melhores, para não dizer o melhor contador de histórias que apareceu na 9ª. arte. Dificilmente se poderá encontrar outro autor de argumentos tão bom...como ele... Talvez Héctor Oesterheld, Goscinny, Greg, Charlier e poucos mais... De qualquer dos modos, Hugo Pratt não era um bom desenhador. Era sim um bom aguarelista... As suas personagens eram esboçadas... Depois faltava o resto... os próprios rostos não primavam pela beleza...


Se tivesse trabalhado nos Estados Unidos da América, o seu trabalho nunca teria sido avaliado da forma como o foi, já que ele seria o autor dos traços dos seus trabalhos e haveria alguém, que os cobriria a tinta-da-china, provavelmente alterando todo o seu estilo. No entanto, de modo algum poderemos deixar de considerar o lugar cimeiro, que Hugo Pratt alcançaria com a sua principal personagem "Corto Maltese". Em 1958 Hugo Pratt fazia exposições de pintura, em paralelo com a sua actividade no campo das Histórias aos Quadradinhos. Hugo Pratt sempre se considerou influenciado pelos trabalhos de Caniff e Noel Sickles.

De todas as suas personagens indicadas atrás, diremos que "Wheeling" seria a executada com maior cuidado, antes de se dedicar em pleno ao seu "herói" principal. Em 1960 vamos encontrá-lo a ensinar arte, na Escola Panamericana de Arte, em Buenos Aires. Ao mesmo tempo trabalha para a "Daily Mirror Group", para o "Sunday Pictorial" e para a "Amalgamated Press of London" (mais tarde Fleetway), todas de Inglaterra, fazendo histórias de guerra e ilustrando as aventuras de "Battler Britton". Em 1962 vai para o Brasil, onde conhecerá Jayme Cortez e outros autores brasileiros. De regresso a Itália passa a criar as seguintes obras, no mesmo ano: "Le Avventure de Billy James" e "Le Leggende Indiane".

No ano seguinte é a vez de "Simbad, Il Marinaio", "L'Epopea Dell'América", "L'Odissea" e os seis primeiros episódios de uma aventura nas selvas, tipo "Tarzan" e que se chamava "Kiwi, Il Figlio Della Jungla", trabalho que será continuado pelo desenhador Stelio Fenzo, cujo estilo era muito parecido com o de Pratt.

Nos anos seguintes ainda iremos ter acesso a "L'Ombra", "L'Isola Del Tesoro" e "Il Ragazzo Rapito" (Raptado), até que em 1967 a revista "Sergente Kirk", resolve publicar um novo trabalho deste autor, intitulado "Uma Ballata Del Mare Salato", uma longa aventura que introduz, pela primeira vez, a personagem "Corto Maltese".
Dois anos depois e, na mesma revista, publica a história "Os Escorpiões do Deserto", interrompida no quinto capítulo e só completa, 4 anos depois, curiosamente, em outra publicação e em outro pais: No "Tin Tin" belga. De 1970 a 1973 continua com o seu "Corto Maltese" para o "Pif Gadget" em 21 episódios, culminando com "D'Autres Roméos et D'Autres Juliettes" e "Leopards". A série continuará nas revistas italianas, "Linus" e "L'Europeo" e, em 1980, na revista "À Suivre", inicia "La Maison Dorée de Samarkand" e "Le Matin de Paris" que ficarão incompletas.

Pratt colaborou também na colecção "Um Homem Uma Aventura", com "L'Uomo Dei Caraibi" (1977), "L'Uomo Del Sertão" (1978) e "L'Uomo Del Grand Nord" (1980). Neste mesmo ano retoma a série "Wheeling" para a revista "Metal Hurlant".

Em Agosto de 1981, enceta "A Juventude de Corto Maltese" no quotidiano francês "Le Matin". Escreve também o argumento do "Verão Índio", para o desenhador Milo Manara. Prossegue com "Jesuit Joe" em 1984 e no mesmo ano cria "Cato Zulu". Nos anos seguintes seguem-se mais aventuras de "Corto Maltese". Em 1991 escreve "El Gaúcho", de novo para Milo Manara. Em 1994 é a vez de "Saint-Exupéry - O Último Voo" e no ano seguinte "Morgana", a sua última obra. Morre a 25 de Agosto de 1995.

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28 de Março de 2008

Collezione storica a colori, nº 41 - Proteus!

Tex  nº 41PROTEUS!



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27 de Março de 2008

Arte de Joe Kubert



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26 de Março de 2008

Tex Série Normal: Flechas Pretas Assassinas

Argumento de Gian Luigi Bonelli, desenhos de Giovanni Ticci e capas de Aurelio Galleppini.
Com o título original Sulle Piste del Nord, a história foi publicada em Itália nos nº 121 a 124 e no Brasil, pela Editora Vecchi nos nº 50 a 52.


Na região dos Cem Lagos, no Canadá, vêem ocorrendo uma série de mortes, todas apresentando as mesmas características: um homem branco amarrado a uma cruz e morto com uma flecha negra. O capitão Jim Brandon acredita que por detrás destas mortes alguém tenta lançar a confusão. Em lugar de uma mera rebelião indígena, algo de ilegal poderá estar na base destes sacrifícios humanos.

Uma investigação complexa e difícil para o exército canadiano, que vai recorrer a Tex, cujos métodos, fora dos inflexíveis regulamentos militares, podem alcançar outro tipo de resultados.

Flechas Pretas Assassinas é a aventura bonelliana na sua plenitude. Primeiro no tema, com brancos sem escrúpulos a pretenderem apossar-se de terras indígenas ricas em ouro, através de contrabando de armas e de uísque. Bonelli nunca escondeu esta sua repugnância por ambições e métodos dos brancos que, corrompendo e servindo-se de interesses mesquinhos, lograram tornear obstáculos e acantonar os índios a meras reservas, quase sempre longe das suas terras naturais.

Águia da Noite é a bem dizer o defensor da legalidade, mas acima de tudo o branco que nunca se vergou a estas políticas e a estas ambições. Em Águia da Noite, Tex representa a ponte sempre necessária entre o branco e o índio. Mas o Tex bonelliano é também um justiceiro, alguém que está acima da lei, porque esta revela-se muitas vezes injusta, cega e desadequada.

Quando são os próprios índios a servirem-se da força das armas, frequentemente de conluio com brancos sem escrúpulos, Tex surge com essa sua faceta de justiceiro.

Nesta aventura, Bonelli apresenta esta faceta dos rangers, um Tex que viaja até ao Canadá a pedido do seu amigo Jim Brandon, para tentar resolver um intrincado caso de mortes que podem ter por detrás de tudo a rebelião de tribos índias.
Em segundo lugar, toda a aventura é planificada como Bonelli sempre o fez, com a apresentação de acontecimentos, os factos e todo o trabalho dos protagonistas em busca da verdade. Com a planificação bonelliana chegamos a uma terceira característica, o próprio papel texiano. Com Bonelli não há meio termo, tudo é o que na realidade parece ser, não existe um jogo de dissimulações, nem o autor joga com a capacidade do leitor em ir além da apresentação dos factos.

Nós leitores sabemos bem ao que vamos. Tex é duro e frontal e isso já nós sabemos e apreciamos. Tex é decidido e empreendedor, nada nos foge, nada nos é cerceado. Com a chegada de Tex, a aventura passa a girar em redor do ranger, tudo é centralizado na figura texiana.
Os acontecimentos deixam de ser independentes e passam a ser provocados pela atitude do ranger.
Aqui estamos em presença de uma característica acentuadamente bonelliana, o de saber controlar o rumo dos acontecimentos, enfrentando as realidades enérgica e de modo preponderante. Por isso, o repetimos, Flechas Pretas Assassinas traz-nos a aventura bonelliana pura, sem limites e sem concessões.

Giovanni Ticci desenha aqui a sua terceira aventura, onde o autor já começa a denotar o seu tão aclamado estilo. Ticci começa a afirmar-se com o seu Tex já altivo, elegante e vigoroso, mas onde naturalmente ainda falta um certo cinismo, decorrente de um traço ainda não totalmente vincado e assumido. Ticci abandona uma certa influência do seu mestre Giolitti, mas ainda deambula entre um modelo próprio (que serviria de inspiração futura a quase todos os que vieram a desenhar Tex) e um Tex falho de influências.

Mas já é notável a sua aptidão para cenas de acção que identificam plenamente todo o dinamismo do seu desenho. Também as fisionomias humanas retratam bem a realidade dos acontecimentos, jogando Ticci com as expressões e com olhares carregados, demonstrando bem os sentimentos de cada personagem.

Texto de Mário João Marques

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25 de Março de 2008

Tex Willer por John Lucas



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24 de Março de 2008

Entrevista com o fã e coleccionador: Carlos Gonçalves

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? 
Carlos Gonçalves: Nasci em Lisboa, no dia 10 de Setembro de 1941. Tenho 66 anos portanto. Comecei a trabalhar muito cedo…naquele tempo era assim. Iniciei a minha actividade profissional no dia 1 de Outubro de 1953, com 12 anos. Os empregos iniciais foram vários, mas sempre bem remunerados, pois devido à minha desenvoltura como trabalhador, recebia muitas gorjetas. Isso permitiu-me iniciar a minha vida de coleccionador, que começou ainda no tempo do “Diabrete” que comprava, mas aquela colecção que me marcaria sempre e que seria feita até ao fim, foi a do “Cavaleiro Andante”, iniciada a 5 de Janeiro de 1952. Estas revistas eram ainda adquiridas com o pouco dinheiro que a minha mãe me dava, modista de profissão. Pouco a pouco fui comprando muitas mais: “Audácia”, “Oásis”, “Álbuns do Cavaleiro Andante e Números Especiais”, “Valente”, “Escudo”, “Titã”, “Salgari”, “Tigre”, etc.. A nível profissional e dois anos depois, empreguei-me num Armazém e desse para um escritório. Os meus estudos foram todos nocturnos. Fiquei neste escritório até ir para a tropa e ser incorporado para o Ultramar (Angola). Depois de regressar e de trabalhar neste escritório ainda poucos meses, decidi que era altura de começar a minha vida profissional a sério. Empreguei-me então numa grande empresa do Ramo Automóvel, ramo que segui sempre até à minha reforma. Em 1969 já era chefe e depois fui subindo, até que em 1972 era Chefe de Departamento e daí para Director Comercial foi um pequeno salto. Mantive esta categoria até à minha reforma, em finais de 2005.

Quando é que teve início esta paixão pela Banda Desenhada, em especial pelo Tex?
Carlos Gonçalves: A minha paixão pela Banda Desenhada iniciou-se quando tinha 10 anos, ao ter acesso à revista “O Mosquito”, que um moço amigo possuía. Sempre comprei tudo o que me aparecia à frente, desde que fossem revistas de Banda Desenhada. Como possuía um certo poder económico com a minha actividade profissional, fui adquirindo muitas revistas brasileiras: “Guri”, “Gibi”, “Globo Juvenil”, “Lobinho” que comprava nas bancas dos Cinemas Salão Lisboa, Eden Cinema (Galo), Jardim Cinema e em muitos outros sítios que hoje já não existem. A Banda Desenhada portuguesa que fui comprando ao longo dos anos, acabaria por ser vendida em 1963, pois como estava a tirar o Curso na Tropa em Tavira, tinha que estar lá, além de vir de vez em quando a Lisboa, aos fins-de-semana e o pré mensal era de 3$50, o que de modo algum dava para os meus gastos e a minha mãe, coitada, pouco ganhava. Quando em 1964 cheguei a Angola, comecei a ganhar muito dinheiro de novo. Era altura de voltar a adquirir todas as revistas portuguesas de Banda Desenhada que se publicavam, incluindo as brasileiras que mandava vir do Brasil. É aqui que começa o meu interesse pelo “Tex”, bem como de muitos outros “heróis” de “cow-boys” de quem era fanático, editados pela Vecchi: “Heróis do Faroeste”, “Chacal”, “Chet”, “Ken Parker” e outras revistas de Terror (outro tema da minha predilecção). Quando regressei à Metrópole, voltei a adquirir pouco a pouco, as 50.000 revistas portuguesas de Banda Desenhada que hoje possuo.

Porquê o Tex e não outra personagem?
  
Carlos Gonçalves:
Embora seja um grande apreciador das aventuras de “Tex”, não quero dizer com isto, que ele seja o meu único “herói” preferido, no campo das Histórias aos Quadradinhos sobre o “Western”. Tenho muitas outras personagens de que gosto muito, tais como “Gene Autry”, “Matt Dillon”, “Wes Slade”, “Matt Marriott”, “Cisco Kid”, “Hopalong Cassidy” e, finalmente, “Ken Parker”, “Mágico Vento” e “Zagor” no campo italiano. “Zagor” é um misto de personagem de “cow-boy”, mas igualmente fabuloso nos seus enredos e dinâmico nas suas aventuras. O “Tex” é uma série excepcional pelos seus enredos e sempre teve excelentes desenhadores a ocuparem-se da série.

O que Tex representa para si?
Carlos Gonçalves:
Depois de ter uma colecção de cerca de 20.000 revistas brasileiras, onde abundam muitas aventuras de “super-heróis”, de Terror e de “cow-boys”, esta personagem surpreende-me, pois as suas aventuras, subordinadas aos seus enredos, são sempre magníficas e não cansam os leitores. A fórmula é simples e quase sempre do género que eram os antigos filmes norte-americanos: uma personagem má, que quer exercer o seu poder seja de que modo for sobre outras pessoas, na ganância da riqueza, quer para se apoderar do comércio, das minas, das diligências, do gado, das terras…a justiça que não funciona (ainda hoje é o mesmo) e aparece o nosso “herói” que sem medo, dá pancada em todos e vence-os de todas as forma e feitios. É pena não haver moças, mas isso é, provavelmente, um dos segredos da série.

Qual o total de revistas de Tex que tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Carlos Gonçalves:
Eu tenho todas as revistas do “Tex”, pelo menos até ao final de 2006. Presentemente estou à espera que um amigo meu, que me costumava trazer essas revistas, venha a Portugal ou me mande as que me faltam. Não possuo claro, por falta de espaço, repetições, excepto os primeiros 150 números da “Tex Coleção”. Todas elas são importantes para mim, pois gosto de todas as revistas de Banda Desenhada, sejam estas de que personagem forem.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem?
Carlos Gonçalves: 
Só colecciono livros do “Tex”. Embora coleccione muitos bonecos de PVC, ele não está incluído neste campo, pelas suas dimensões e também por muita falta de espaço minha, apesar de ter duas casas com Banda Desenhada. É que tenho muitos brinquedos, soldadinhos de chumbo, comboios, automóveis, cromos, etc.,etc..

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Carlos Gonçalves:
Sinceramente não tenho nenhuma história preferida. Quanto ao argumentista e desenhador preferidos, são os iniciais, como é lógico, embora ache que presentemente a série possua muitos artistas de valor. Ao longo dos anos apareceram muitos artistas de grande craveira internacional: Jesus Blasco, Guido Buzzelli, Marcelo, etc., etc.. São tantos e todos eles souberam sempre interpretar na perfeição, o que era desejado para a criação de cada história de “Tex”.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Carlos Gonçalves:
Dificilmente poderemos dizer o que nos agrada mais ou menos nesta personagem, pois a qualidade de todos os trabalhos e a simbiose que sempre existiu entre os vários argumentista e desenhadores, tem sido de tal modo benéfica, que o produto final é sempre da grande valor literário e artístico. Tanto quanto me lembre, nunca encontrei uma história menos conseguida, embora como é lógico, criar mais de 500 histórias só de uma personagem não seja tarefa fácil, sejamos justos. Portanto, vamos admitir que todas elas são boas.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que ele é?
Carlos Gonçalves: 
Como disse anteriormente, o sucesso de “Tex” encontra-se na qualidade dos argumentos e dos desenhos. Felizmente em Itália há escolas de argumentistas, que sabem explorar em pleno, os temas que lhe são pedidos e estes não são criados de ânimo leve. Cada um deles é estudado ao ínfimo pormenor e nada surge por acaso. Há sempre fundamentos históricos na criação de qualquer obra. Quanto aos desenhadores, todos eles são bons, pois o que praticam, fazem-no conscientes e com conhecimento de causa. Não nos podemos esquecer de que Itália é um país onde têm surgido grande Mestres do desenho: Hugo Pratt, Milo Manara, Guido Crepax, Magnus (Roberto Raviola), Guido Buzzelli de novo, Franco Caprioli, Battaglia, isto já para não falar daqueles que foram os Grandes Mestres Desenhadores Italianos, Rino Albertarelli, Vittorio Cossio, Giulio Ferrari, Giovanni Scolari, Guido Moroni Celsi, Cesare Avai, Franco Chiletto, Franco Bignotti, Renato Polesi e mais umas largas dezenas deles. Alguns destes artistas deixaram-nos nas páginas do “Cavaleiro Andante” belas histórias, que ainda hoje recordamos com saudade.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?

Carlos Gonçalves: 
Tanto quanto penso, o “Tex” nunca estará em crise, como hoje acontece com o tema do “western”, pois a fórmula está estudada e tem dados frutos, pelo que seguindo a mesma linha de actuação, todos os leitores nunca se sentirão defraudados com a orientação que seja dada às histórias desta personagem. As novas gerações de leitores, que infelizmente nunca tiveram acesso às obras dos grande desenhadores italianos, pois hoje dificilmente esse material se encontra disponível, poderão mesmo assim ter acesso a material de excelente escolha e de grande teor artístico, sem esquecer os belos momentos lúdicos que passarão, ao ler as aventuras de “Tex”.

Prezado pard Carlos Gonçalves, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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23 de Março de 2008

Póster Tex Nuova Ristampa 78



Neste tétrico desenho da autoria de Claudio Villa, vemos numa cabine a bordo do barco Oregon, um Tex Willer quase petrificado, sendo atacado pela visão enviada pelo diabólico Yama, a estirpe do mal, de um dos habitantes dos mundos obscuros, que tinha  um monstruoso braço cujos dedos se transformaram em cinco répteis horrendos que se agitavam ameaçadoramente na direcção do Ranger.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado
na história, "Il figlio di Mefisto" de G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini (Tex italiano #125 a #128).
(
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Texto de José Carlos Francisco
 
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