31 de Dezembro de 2007

Tex Anual 09: Forte Saara

Argumento de Claudio Nizzi, desenhos de Roberto Diso e capa de Claudio Villa.
Com o título original Fort Sahara, a história foi publicada em Itália no Maxi Tex nº 11 em Outubro de 2007 e no Brasil pela Mythos Editora em Dezembro de 2007.

Confesso que as minhas expectativas para esta aventura eram bastante reduzidas. A meu ver, apesar de altos serviços prestados à série, Nizzi já não representa a garantia de qualidade que os texianos anseiam e, por outro lado, o desenho de Roberto Diso não discutindo eventuais qualidades, não está de modo algum fadado a uma série como Tex. Talvez por isso, tentei sempre dar um certo benefício da dúvida, ser condescendente aqui e ali, mas a verdade é que, decorrida a leitura das mais de trezentas páginas, pouco sobra.

Para início de conversa, e de certo modo indo ao encontro daquilo que o próprio Sergio Bonelli escreve na sua introdução, eu também guardo um certo afecto pela saga da famosa e lendária Legião Estrangeira, acho mesmo que um dos pontos positivos desta aventura reside na capacidade que Nizzi conseguiu em transpor para a realidade e para o universo texiano alguma da realidade daquele corpo militar, tornando a sua presença na aventura como algo de credível e coerente na sua vertente histórica.

Porque o autor soube unir o seu argumento à presença histórica da Legião Estrangeira no auxílio prestado ao imperador Maximiliano no conflito que o opôs aos republicanos liderados por Benito Juarez entre 1864 e 1867. Depois da vitória deste, o contingente das tropas francesas acabou por abandonar o México e aqui termina a realidade dos factos históricos, começando a ficção engendrada por Nizzi.

Quando se preparava para regressar à pátria, o capitão Duchamp foi contactado por Chavez, um homem que representava os interesses dos ricos fazendeiros que pretendiam alguém que os protegesse dos bandidos face à impotência dos rurales. Mas Duchamp vai querer mais, nomeadamente o poder e o cargo de governador de Chiahuahua, actualmente ocupado por Montales, que devido a problemas políticos e burocráticos não pode intervir, chamando Tex e os seus pards que vão tentar infiltrar-se no corpo da Legião Estrangeira.

Forte Saara parte assim de uma realidade histórica rumo a uma ficção, que vai denotando aqui e ali alguns pontos interessantes, como por exemplo a tímida reflexão sobre a disciplina militar ou o suspense mantido até Tex e Kit conseguirem infiltrar-se na Legião Estrangeira, mas denota principalmente e, no que já se tornou num hábito em Nizzi, alguma ingenuidade e incoerência. Repare-se, por exemplo, que o objectivo inicial passa apenas por encontrar o local onde se encontra a Legião, para passar a ser posteriormente fazer explodir o depósito de munições e criar a confusão que permita a fuga de Tex e Kit.



Depois, é o próprio discurso de Montales que receia um incidente diplomático com a França, que no fundo seria provocado por “rebeldes” franceses. Que dizer também de toda a cena inicial, um autêntico hino à cobardia e que não se coaduna nem tão pouco se identifica com o Tex que sempre apreciámos.

E sem nos alongarmos mais, toda a cena explicativa entre Duchamp e Chavez parece gratuita, perfeitamente exemplar no modo e na forma como Nizzi escreve hoje para Tex. Forte Saara baseava-se num tema original, mas acaba por nunca fugir da realidade nizziana, uma realidade que vai descaracterizando o herói sem um ganho de qualidade ao nível dos argumentos.

Sobre o desenho de Roberto Diso já deixámos a ideia principal do seu trabalho. O seu traço pouco elaborado e impreciso nunca colhe. Diso nunca consegue criar um ambiente que envolva o leitor, nunca consegue identificar as personagens com a atmosfera do western e os seus pards estão sempre descaracterizados. De modo algum criticamos as qualidades do autor, Diso terá o seu estilo, mas a verdade é que para desenhar Tex é preciso algo mais, é preciso que o leitor, permitam a expressão, sinta e respire uma certa poeira, uma certa dureza, características que Diso nunca interpreta nem transmite.

Texto de Mário João Marques

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30 de Dezembro de 2007

Arte de Fabio Civitelli



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29 de Dezembro de 2007

Capas Aurelio Galleppini - Edições Tex "Normal" nº 11 a 15

Por José Rivaldo Ribeiro [1]

Tex nº 11 - Rivais na Guerra do Ouro

Publicação desta capa no Brasil: (Três vezes)

Esta capa segue a ordem original italiana!


Capa original: Tex nº 41 – Março 1964
História: Tex nº41/42 - Oro/ Rinnegato! - Mar/Abr 1964


1ª - Tex nº 11 - Editora Vecchi – Janeiro 1972

Esta capa é deveras espectacular!! Mas, caramba!! Tex não é Águia da Noite, o amigo dos Índios Navajos? Então porque nesta ele aparece agredindo um índio? É óbvio que ser um pele-vermelha não é passaporte para ser amigo de Tex; inclusive  em algumas histórias ele agride e até mata índios, desde que seja para se defender. Caros amigos, mesmo no mundo "imaginário" de Tex, existem as “ovelhas desgarradas” e existem algumas tribos que não são amigas de Águia da Noite!!

Como podemos ver nas imagens relacionadas, esta capa é um pequena montagem da edição nº 7 (sétima série), que mostramos logo abaixo; notem (no início do artigo) que na reedição desta capa na série “Tex” Galep preferiu colocar um fundo de cor única e uma tarja com o título da história cobrindo os pés dos personagens que no “original” estão submersos num rio.

Em Tempo: Esta história marca a primeira aparição de “Uomo della Morte – O Caveira”. Mas esta não é a primeira vez que Tex e seus Pards lutam contra a cobiça daqueles que querem se apossar do ouro da Reserva Navajo. Em Janeiro de 1986 Galep tira do sótão, a fantasia do Caveira e produz uma outra capa espectacular para TX#303 - Messaggero di morte. Mas, se Tex é o próprio Caveira como os dois aparecem na mesma capa? Ah!! Você quer saber? Mais detalhes na edição brasileira em TEX nº 209. Mas sabemos também que Tex também contracena com o próprio Caveira em TEX#11, mas como pode? Leiam a história; eu garanto que é surpreendente!!

A História “Rivais na Guerra do Ouro”, foi publicada em TXC#67/68 apenas com o título inicial “Ouro”, numa tradução literal e sem os números das tiras.


2ª- Tex nº 11 - Segunda Edição - Editora Vecchi - Março 1978

Apesar da modificação de cores das roupas dos personagens, a Vecchi dessa vez acertou a cor amarela de fundo amarelo. Tanto na primeira como na segunda edição a história mantém os números que dividem as tiras!

Em Tempo: A primeira capa com todos os detalhes de fundo, como vemos na imagem acima, infelizmente é inédita no Brasil; ainda! Outra curiosidade “irrelevante”, mas que não posso deixar em branco, é o facto da lombada dessa revista ser amarela, lembrando que todos os números comentados até ao momento possuem lombadas de cor branca. Notem também a brutal diferença entre as capas da Segunda Edição e da série TXC da Globo, a fisionomia do índio é totalmente outra, a capa foi toda retocada e muito mal, diga-se de passagem.


3ª - Tex Coleção nº 50 – Editora Globo – Fevereiro 1991


Capa fora da ordem cronológica, utilizada como simples encaixe!

Esta versão da Globo está excelente, apenas a cor de fundo foi modificada!

Tex nº 12 - A Ferro e Fogo / A Resposta é: Dinamita!

Publicação desta capa no Brasil: (Três vezes)

Esta capa segue a ordem original italiana!


Capa original: Tex nº 44 – Junho 1964
História: Tex nº 42/44


1ª - Tex nº 12 - Editora Vecchi – Fevereiro 1972

A cena clássica dos dois companheiros inseparáveis. É uma edição bem especial, a começar pela capa, algo muito simples e sem nenhuma cena de impacto; é a primeira vez que Tex e o seu “companheiro” aparecem na mesma capa de forma tão clara. Esta imagem dos dois Pards faz-me lembrar algumas duplas famosas do cinema, música, desenho animado e dezenas de duplas de histórias em quadradinhos; só para citar algumas: Batman e Robin, o Gordo e o Magro, Zagor e Chico, Faísca e Fumaça e tantos outros. É uma pena Tex Willer nunca ter existido de facto, mas G. L. Bonelli acertou em cheio em dar-lhe uma amigo à altura, alguém que quebrasse um pouco o gelo; Tex é muito sério e às vezes tem uma idade mental mais avançada que o próprio Kit Carson, que existiu de facto; o bom dessa dupla de “satanases” é que em meio a aventuras “sérias”, damos boas gargalhadas com as reclamações de Mr. Carson, das palavras "carinhosas" trocadas entre eles, como por exemplo “Velho Assanhado”, “Tição do Inferno” e tantas outras.

Em Tempo: A edição ainda marca a estreia de duas histórias completas na mesma edição. Um facto curioso que eu quero registar é que essas histórias foram extraídas de TEX italianos distintos! Porém a escolha foi um tanto insensata “A Ferro e Fogo” e “A Resposta é Dinamita” são títulos adaptados para o português e saíram respectivamente dos Tex nº 42 e 44. Cavando mais profundamente, a história “A Ferro e Fogo” foi publicada em TEC#71/72 com o título “Um Assalto Audacioso” e “A Resposta é: Dinamita!” publicada em TXC#68/69 com o título “Pastagens Rubras”, lembrando ainda que os números que dividem as tiras foram publicados nas versões da Vecchi enquanto na versão Globo as duas histórias  estão “limpas”. Ok?

 

2ª - Tex nº 12 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Abril 1978


Capa com cores totalmente modificadas pela Vecchi e com péssimos retoques!

Em tempo: Notem que na reedição, a tarja usada com o título das histórias foi absolutamente abolida; dessa forma a revista ficou até mais “limpa”! A Editora resolveu colocar apenas um título na capa, omitindo a segunda história.

Apenas uma curiosidade; a edição nº 11 com apenas 116 paginas custou Cr$9,00; já a edição nº 12 que tem 148 páginas (lembrando que no Brasil, as páginas são contadas a partir da capa), custou também Cr$9,00; vá-se entender!!!

3ª - Tex Coleção nº 46 – Editora Globo – Novembro 1990


Capa fora da ordem cronológica, utilizada como simples encaixe!

Nesta versão da Globo foram utilizadas novas cores; desta vez os parceiros trocaram de lado, ou seja, a imagem foi invertida.

Tex nº 13 - Luta Implacável com os Falsificadores de Dólares

Publicação desta capa no Brasil: (Duas vezes)


Capa e história original Tex nº58 - Corsa alla Morte - Agosto 1965

1ª - Tex nº 13 - Editora Vecchi – Março 1972


Um dos maiores desafios de um desenhador/capista, na minha modesta opinião, é ter o talento de colocar uma ideia no papel e transformá-la numa bela imagem, que naturalmente chame mais a atenção do leitor que a própria história/título estampada na capa. Diferentemente de um jornal que usa a manchete para atrair o leitor à compra; “longe de mim fugir do contexto”, mas hoje em dia, não só no Brasil, os jornais usam fotografias de violência ou imagens pornográficas para atrair seus leitores; uma revista de banda desenhada precisa ter uma capa que conduza o leitor à aquisição da revista. Mas existem algumas excepções, claro. Assim como na história; ”Traição na Ilha do Ouro”, a história que abre esta edição mostra-nos também os métodos nada convencionais para os dias actuais, usados por Tex para arrancar confissões de testemunhas, patifes claro; quando se trata de alguém que não esteja corrompido ou um cidadão honesto, Tex usa outros meios como, sabedoria, inteligência investigativa etc, jamais a violência!

Mas eu; como “Advogado” do Ranger, afirmo que ele sempre agiu em legítima defesa e os sopapos que dá em alguns, antes de qualquer coisa, é para mostrar que o crime não compensa!

Em Tempo: A Vecchi neste caso não traduziu literalmente o título de capa, criou apenas o seu próprio título, baseado no enredo e acertou na medida e por falar em título, trata-se do mais comprido, usado em toda a saga no Brasil. Esta capa não mostra nenhuma cena especial, mas ela tem algo que de tão simples a faz notória!

Sendo assim obviamente, a reedição desta história na série Tex Coleção – Globo, teria outro título, uma vez que a editora utilizou um novo fotolito, com detalhes redesenhados cobrindo os números das tiras; o título ficou; “Sangue em Laredo”.

2ª - Tex nº 13 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Maio 1978


Capa com cores totalmente modificadas pela Vecchi. Nem a primeira nem a segunda edição utilizaram as cores originais da camisa de Tex.

Em Tempo: Esta capa nunca foi republicada pela Globo ou pela Mythos, por motivos óbvios. A rubrica dedicada às Cartas dos Leitores desta edição é super interessante para quem queira saber um pouco mais sobre história dos verdadeiros Rangers americanos.


Tex nº 14 - O Tesouro do Pirata

Publicação desta capa no Brasil: (Três vezes)


Capa original: Tex nº 72 – Outubro 1966
História: Tex nº 72/73 - Il tesoro del pirata/New Orleans – Out/Nov 1963

1ª - Tex nº 14 - Editora Vecchi – Abril 1972


Capa e história idênticas ao original italiano.

Esta não tem acção, nem impacto, mas tem algo que nos remete àqueles antigos Filmes de Faroestes da Sessão da Tarde, aqui do Brasil!
A dupla Galep e Bonelli sempre colocaram títulos de impacto nas capas de “Tex” (original); nomes de cidades e Estados americanos já foram utilizados; dentre todas, a mais famosa é sem dúvida “Oklahoma”, (assunto para Tex#300), afinal nosso amigo Tex é um legitimo filho de Tio Sam!!

Em Tempo: A história “O Tesouro do Pirata” que abre esta edição, mostra-nos a dupla, dessa vez num clássico barco a vapor, daqueles da época das Famosas Corridas entre os Milionários e Apostadores no rio Mississipi; e fugindo um pouco do bangue-bangue tradicional, Tex e Carson metem-se numa verdadeira trama e conspiração de bandidos que estão em busca de um tesouro escondido! Numa cena raríssima, nossos Rangers aparecem com roupas íntimas, apenas de calções; e como quase sempre, uma bela mulher que participa de qualquer trama, sempre arranca suspiro do camelo velho Kit Carson!! Vale a pena conferir!!!


2ª - Tex nº 14 - Segunda Edição - Editora Vecchi – Junho 1978


Capa com cores e tons modificados pela Vecchi!

Em tempo: Esta capa não foi republicada pela Globo nem pela  Mythos e certamente jamais será. Por que? Existem muitas, mas muitas capas de Galep ainda inéditas no Brasil. Se mesmo sendo editadas aos poucos, como assim vem sendo com o apoio e escolha de José Carlo Francisco, as capas demorariam anos para saírem todas.
A segunda edição, saiu exactamente como a primeira, até os cortes na história, são exactamente os mesmo. Afinal para a Vecchi, a propaganda é que gerava lucros e era mais importante do que a satisfação de seus leitores!!

3ª - Tex Coleção nº 91 – Editora Globo – Agosto 1994

Capa fora da ordem cronológica, utilizada como simples encaixe!

Nesta versão da Globo, foram utilizadas novas cores e  a imagem saiu invertida.

Tex nº 15 - Traição na Trilha do Ouro

Publicação desta capa no Brasil: (Cinco vezes)


Capa: Tex nº 121 – Novembro 1970
História: Tex nº 120/121 –Gli sciacalli/Dugan, il bandito - Nov/Dez 1970

1ª - Tex nº 15 - Editora Vecchi – Maio 1972


Galleppini estava realmente inspirado quando desenhou esta capa, lembra bem aquelas cenas de filmes de bangue-bangue onde o mocinho fica à espreita de índios ou bandidos!!

Nesta espectacular história, Tex mostra-nos com mestria e valentia, que é preciso dar sempre valor ao que de facto tem valor; neste caso refiro ao “vil metal” e abominar sempre as “frutas podres” do pomar. Uma traição é inaceitável, seja de quem for, mas sendo de um “irmão pele vermelha”, para Tex  é imperdoável, principalmente se for por cobiça, algo que na realidade poderia ser chamado de “fraqueza”, “vício” ou sei lá o quê mais! O que de facto passa pela cabeça de alguém que trai seu próprio povo por causa de algo tão fútil? Neste caso foi “água de fogo” ou bebida alcoólica. Ah!! Bonelli e Nicolò exageraram, é apenas uma história de banda desenhada; índios valorizam o que não tem valor de facto!! Mas será mesmo? Baseado em que eles criam roteiros tão significantes? Estamos fartos de ver na vida real pessoas trair ou matarem seus entes por coisas tão banais quanto esta!! Ou estou enganado?

Em Tempo: Outra coisa que impressiona nas histórias de Tex é a forma que ele usa para arrancar informações de testemunhas, sempre com violência física, mas que fique claro, o Ranger jamais usou a tortura física ou psicológica para obter informações; método esse que, mesmo camuflado ainda é bastante usado para obtenção de confissões! Sem mais comentários! A história que abre esta edição foi publicada em TXC#169/170 com o título original “Os Chacais”.


2ª - Tex nº 15 – Segunda Edição - Editora Vecchi – Julho  1978


Capa com cores e tons modificados pela Vecchi; apesar disso nesta segunda versão vemos detalhes antes ocultados na  primeira edição!


3ª - Tex Coleção nº 70   Editora Globo – Novembro 1992


Capa fora da ordem cronológica, utilizada como simples encaixe!

Apesar disso, de certo modo contendo as cores correctas usadas no original italiano.


4ª - Tex Coleção nº 105 – Editora Globo – Outubro 1995


Capa fora da ordem cronológica, utilizada como simples encaixe!

Algumas capas da Globo parecem não ter sido extraídas de fotolitos, é o caso desta capa, que mais parece ser uma “cópia” do nº 70; os traços do desenho estão bem mais pesados.


5ª - Tex Coleção nº 169 – Mythos Editora – Fevereiro - 2001


Capa fora da ordem cronológica... ops!! Não, capa dentro da ordem correcta.

Não estou “honrosamente” escrevendo artigos sobre revista Tex, neste blogue, para encher a bola de nenhuma editora, porém verdade seja dita. Nunca na História da vida editorial de Tex, esta revista teve um tratamento tão inovador e especial como vem tendo desde que a Mythos “assumiu” o personagem em Janeiro de 1999.

Para alguém desinformado, esta seria mais um erro da Mythos, afinal a Globo já havia publicado esta mesma capa duas vezes, isso mesmo, duas vezes, confira acima, e totalmente sem nexo com as histórias. Lamento informar, mas a capa publicada em TEXC#169 está correctíssima!! Num balanço geral, (até agora) esta capa entra na lista da mais republicada no Brasil!!

[1] José Rivaldo Ribeiro é um grande coleccionador brasileiro de banda desenhada, tendo participado activamente de pesquisas para edições, blogues e sites referentes a BD de diversos géneros!
Considera-se um crítico de banda desenhada e é também leitor e coleccionador de Tex.
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28 de Dezembro de 2007

Tex em grande destaque no BDJornal #21 de Out/Dez 2007

Conforme noticiamos recentemente o BDJornal nº 21, datado de Outubro/Dezembro de 2007, deu um amplo destaque a TEX WILLER, concedendo ao mais popular personagem dos fumetti da Sergio Bonelli Editore, um total de 5 páginas, ricamente ilustradas, a propósito de duas entrevistas com os Mestres argentinos Miguel Angel Repetto e Ernesto Garcia Seijas (realizadas por Jesus Nabor Ferreira com a colaboração de José Carlos Francisco) e ainda um texto sobre a trajectória de Tex na Argentina.

Também é notícia relacionada com Tex, nesta edição, um texto da autoria de Mário João Marques, a propósito da recente morte de Manfred Sommer.

Mas no que diz respeito aos fumetti, o BDJornal nº 21 não se fica por Tex, pois outras duas personagens da SBE também são notícia através de textos de Clara Botelho: é apresentada a mais recente mini-série da editora italiana, Volto Nascosto, onde se fala do enredo e do staff de desenhadores desta nova (mini) série da autoria de Gianfranco Manfredi e também Dylan Dog é alvo de um texto, devido ao seu  filme, ou melhor, devido ao facto de Brandon Routh vir a ser o Dylan Dog, depois de ter sido escolhido para ser o Homem de Aço no filme Superman - O retorno!

Ou seja, este BDJornal não pode deixar de ser lido (e depois guardado) pelos fãs dos fumetti, em especial pelos fãs do ranger e para aguçar ainda mais a vontade de adquirir este importante exemplar, mostramos (num formato pequeno) as páginas dedicadas a Tex, recordando que o mesmo já se encontra à venda nos locais habituais, mas também pode ser adquirido através do contacto via e-mail (bdjornal@gmail.com) com o editor Jorge Machado-Dias.





 
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27 de Dezembro de 2007

Tex Willer por Afrânio Braga



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26 de Dezembro de 2007

Póster Tex Nuova Ristampa 71



Neste desenho da autoria de Claudio Villa, vemos numa noite de luar, Kit Carson acorrentado a uma árvore, defronte do saloon que serve de sala de audiências para o Juiz Roy Bean (a lei a Oeste do Rio Pecos), no preciso momento em que Tex Willer entra no vilarejo de Langtry e obviamente fica surpreendido ao ver o companheiro preso à árvore...

Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #64 e inspirado na história, "La legge di Roy Bean" de G. L. Bonelli e Guglielmo Letteri (Tex italiano #117 a #120).
(
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 Texto de José Carlos Francisco
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25 de Dezembro de 2007

Feliz Natal

Caríssimos pards,
O blogue do Tex, deseja a todos os Texianos que nos honram com a sua visita, um FELIZ NATAL, cheio de paz, saúde, amor, alegria, realizações, prosperidade e porque não, cheio de Tex's!

Desejamos também a todos, um Próspero Ano Novo de 2008, onde esperamos continuar a ser a sua companhia, e a companhia de tantos TEXianos do mundo inteiro que encontram no blogue do Tex um sítio seguro, para navegar em águas calmas e enriquecedoras na Internet!

Cumprimentos para a grande família Ranger, da parte de toda a equipa do blogue do Tex, representada nesta original montagem, feita propositadamente para esta quadra, realizada pelo Texiano Finlandês, JANNE VIITALA!


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24 de Dezembro de 2007

Portugal - Edições do mês de Dezembro

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas pela LOGISTA PUBLICAÇÕES, no mês de Dezembro:

Semana de 17 a 21/12


TEX  425
ALMA ENVENENADA
Texto: Nizzi - Desenhos: Vincenzo Monti e Bruno Brindisi

Tex e o seu inseparável companheiro Carson estão visitando o rancho de Harry Macomber, um velho amigo, quando se envolvem na disputa de suas terras pelos administradores de uma mina. É apenas o início de um sangrento conflito. Última aventura do ranger com arte do desenhador Vincenzo Monti antes de seu falecimento e que foi concluída por Brindisi, artista de Tex Gigante 11.
2,90€

TEX COLEÇÃO 217
TRAIÇÃO E HONRA
Texto: G. L. Bonelli - Desenhos: Erio Nicolò

Tex e Carson, com a ajuda de influentes amigos no meio jornalístico, tentam anular o ridículo processo contra Apache Kid e salvá-lo da morte, mas o guerreiro não pretende aguardar o seu destino sem luta.
2,90€

TEX OURO 23
OS PIRATAS DO MISSISSIPPI
Texto: Claudio Nizzi - Desenhos: Jesús Blasco

Um bando de piratas aterroriza as águas do famoso rio Mississippi, deixando sempre, no local do crime, uma carta com um crânio e dois ossos cruzados estampados nela. Seu último golpe, no barco Natchez, faz com que o agente Mac Parland, da Agência de Detectives Pinkerton, convoque seus velhos amigos Tex e Carson para tentarem elucidar o caso.
Porém, uma série de atentados é detonada contra a dupla de rangers, provando que a empreitada não será nada fácil e que a vida dos dois está correndo grave perigo de morte até que consigam desbaratar a quadrilha de criminosos e seu obscuro mandante.
Reviravoltas, tiroteios, traições, pancadarias e revelações são os ingredientes básicos desta aventura de 240 páginas, escrita com maestria por Claudio Nizzi, para a arte detalhista de Jesús Blasco.
6,00€

ZAGOR 75
A ESCOLTA MOHAWK
Texto: Mignacco - Desenhos: Pesce

Uma luxuosa carruagem está atravessando a floresta de Darkwood e desperta a curiosidade de Zagor. Ao confrontar os três ocupantes do veículo - Marcus, Helena e Jatir - o Espírito da Machadinha tem que lutar com o negro Jatir, que lhe aplica estranhos golpes com os pés, em vez de lutar com as mãos. Depois de feitas as pazes, Jatir explica que aquele tipo de luta chama-se capoeira, que ele vem do Brasil e é o guia e protector do casal de europeus Marcus e Helena. Porém, as explicações para a presença dos três ali não convencem o Senhor de Darkwood, que resolve mandar alguns índios mohawks para escoltá-los e vigiá-los. Logo, essa decisão revela-se desastrosa e trágica e Zagor e Chico vão se ver envolvidos numa trama de crimes e mistério, com diversas personagens vindas do Brasil.

2,90€

MÁGICO VENTO 60
MINUTOS CONTADOS
Texto: Manfredi * Desenhos: Barbati & Di Vincenzo

Smoky water (água nevoenta) é o nome que os índios dão ao rio Missouri! Smoky Water também é o nome de uma cidade às margens desse rio. ERA, pois depois que a maioria dos habitantes mudou-se para Bismark uma colónia de imigrantes suíços  instalou-se ali, rebaptizando o lugar como Nova Zurique! Eles são artesãos relojoeiros, gente que trabalha duro o dia todo e não tem tempo de se divertir! Eles estabelecem uma ordem inflexível que regula cada instante da vida da cidade, até que um crime atroz pára os ponteiros dos relógios e provoca o caos na comunidade. Como aquela região é território sioux, Mágico Vento e Poe resolvem ir investigar o que há de podre na "perfeição" de Nova Zurique.
2,90€

As Aventuras de uma Criminóloga 32
O HOMEM-SOMBRA
Texto: Berardi * Desenhos: Claudio Piccoli

Júlia resolve tirar férias nas montanhas nevadas de Paraíso da Neve. Entre tranquilas leituras o tempo passa agradável. Até que, de tanto Emily insistir, Júlia resolve praticar esqui. Entre muitos sustos e tombos ela conhece Eric Hansen, um sujeito simpático, que passa a ser seu parceiro em empolgantes descidas nos picos nevados. Mas, de repente, Eric desaparece sem deixar rastos e, pior, ninguém do hotel admite tê-lo visto. Mas nossa criminóloga percebe que há algo de podre naquele paraíso e começa a procurar um homem que só ela parece ter visto. Realidade ou alucinação?
3,50

CONAN, O BÁRBARO 53
Nos dois capítulos que encerram a saga O Retorno de Amra, Conan e Bêlit enfrentam uma verdadeira guerra na selva para livrar as tribos da Costa Negra de seu pretenso conquistador, o selvagem Rei das Feras de Abombi! Roteiro de Roy Thomas, com arte de John Buscema e Ernie Chan.

E nas inéditas tiras de jornal, o Cimério e a exuberante Sonja da Hirkânia travam uma desesperadora batalha contra o demoníaco feiticeiro pré-cataclísmico Thulsa Mortis. Thomas é o argumentista, enquanto a arte leva a assinatura de Ernie Chan.
2,50€

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23 de Dezembro de 2007

Antevisão Tex 567, desenhado por Rossano Rossi

O blogue português do Tex, divulga em mais uma antestreia, 2 páginas do próximo Tex italiano, o nº 567, a ser lançado no próximo dia 8 de Janeiro, com o título "Dieci anni dopo".
Argumento e roteiro de Claudio Nizzi, com desenhos de Rossano Rossi, que se estreia na série principal de Tex Willer, depois de já ter realizado o Almanacco del West 2005, e capa de Claudio Villa.

A pacífica vida de Paradise é ameaçada  pela arrogante e perigosa Rhonda Carpenter!


Depois de dez anos do primeiro encontro com Tex, os quakers da aldeia de Paradise, pedem-lhe novamente ajuda. Na sua valada, Rhonda Carpenter, uma arrogante e fascinante criadora de gado, tenta apropriar-se de todos os terrenos, ameaçando a comunidade dos quakers e os ranchos da região, entre os quais aquele de Basil Mannix e do seu filho Doug…

 












A propósito da capa desta edição, realizada como habitualmente por Claudio Villa, ela foi baseada precisamente na página que mostramos logo acima no lado direito e a propósito dessa mesma capa, Villa confidenciou ao blogue do Tex:

"O pedido que tinha recebido era: "Tex e Carson entrando na aldeia (de quakers) e sendo olhados com hostilidade...
Como executá-lo?
Não podia mostrar os habitantes um a um com o rosto duro....
Não podia mostrar uma atitude muito hostil: Tex seria obrigado a defender-se...
Devia dar a ideia que Tex e Carson entravam... daí a enquadratura com eles menores do que usual (estão chegando...) e em primeiro plano um homem que devia "representar" um sentimento de hostilidade/defesa. 
Veio-me à mente o gesto de um pai que protege o filho de qualquer coisa que teme... e o afasta, tentando escondê-lo...
O resto é ambientação, como o homem com o balde, parado a olhar e outro habitante do outro lado da estrada: olhares mudos, que visavam aumentar a "influência" do sentimento expresso em primeiro plano...
O céu não devia ser um céu "plano", normal, azul, mas antes devia "combinar" com a atmosfera criada..."
 
Passemos agora ao desenhador da história...
Rossano Rossi nasceu em Arezzo em 1964 e revelou desde pequeno uma óptima predisposição para o desenho. Depois de um período de estudo autodidacta estreia-se profissionalmente na segunda metade dos anos oitenta, colaborando com diversas publicações semanais e mensais (Intrepido, Blitz, Splatter, etc.) para as quais realiza numerosas histórias autoconclusivas de vários géneros (aventura, horror, fantasia, etc.).
No início dos anos 90 desenha algumas histórias de Mister No publicadas pela Sergio Bonelli Editore.

Integrado em pleno no staff de desenhadores da “Sergio Bonelli Editore” em 1994 realiza a primeira história da saga “La Stirpe di Elän” (“I signori del male”, “La caduta di Astartis” e “I due volti dell’incubo”) para a série mensal Zona X.
Com o encerramento da série, passa a trabalhar em Jonathan Steele, seguindo-se Nick Raider e estreia em Tex com o Almanacco del West 2005.
Desta vez, estreia-se na série regular de Tex com dois álbuns que sairão no início de 2008, ano em que Tex completa 60 anos. Rossi está acompanhado por outros desenhadores aretinos que estão a trabalhar em Tex e que são o decano  Fabio Civitelli e a dupla Marco Bianchini e Marco Santucci que também estão a realizar o seu primeiro trabalho dedicado a Tex.

Agradecemos à organização do XVI Salão Internacional de Moura, o MouraBD2007, por ter permitido a obtenção das fotografias, durante a exposição dedicada à nova vaga dos desenhadores de Tex Willer.

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22 de Dezembro de 2007

Fanzine "A Conquista do Oeste" - Maio/Novembro 2001 - Capa e página 2

O blogue português do Tex, através de mais uma grande e importante iniciativa, vai divulgar na íntegra (algumas páginas com uma periodicidade sensivelmente semanal e com uma digitalização das páginas com elevada qualidade para serem impressas por quem desejar tê-lo) um Fanzine sobre o Oeste, da autoria de Carlos Gonçalves (um dos maiores coleccionadores e estudiosos da Banda Desenhada em Portugal), intitulado "A Conquista do Oeste", com 100 páginas e que foi editado em 2001, integrado no Fanzine "O Aventureiro", um Fanzine de Estudos e Informações sobre a 9ª Arte, que teve 8 números e que teve uma tiragem média de 30 exemplares, sendo o dedicado ao Western, precisamente o nº 8.

INTRODUÇÃO 


Esta introdução nasce no desejo de José Francisco, um dos autores e utente deste blogue, de aqui serem incluídas neste espaço, umas largas dezenas de páginas de um Fanzine que, em tempos, me atrevi a publicar, no sentido de dar a conhecer uma grande parte das personagens que fizeram parte do meu quotidiano juvenil, quando eu lia tudo o que eram Histórias aos Quadradinhos.
Independentemente das personagens “super – heróis” e “super – heroínas” que povoavam as revistas que na época se liam (“O Guri”, “O Gibi”, “Superman”, “Batman”, “O Lobinho”, e outras, todas brasileiras), a minha predilecção ia para as histórias de “cow-boys”.
Na altura eu não conhecia ninguém que lesse revistas portuguesas, excepto “O Mosquito” que pertencia a um amigo meu que coleccionava os seus números. Mas eu continuava a gostar dos “Lone Ranger”, “Roy Rogers”, “Tom Mix”, “Buck Jones”, “Búfalo Bill” e muitos mais.
Em paralelo ia ao “Salão Lisboa” (antigo Piolho), “Eden Cinema” (antigo Galo), ao “Arco Bandeira”, “Cine Oriente”, “Lys” e outros, pois corria-os a todos, quando havia filmes de “cow-boys”.
Assim foi passada a minha juventude, a trabalhar por um lado a partir dos meus 12 anos, a correr os alfarrabistas à procura de novas revistas de Banda Desenhada e a ir ao cinema. Chegava a ver três sessões de filmes ao sábado ou ao domingo, quando estas eram contínuas.
A partir de 5 de Janeiro de 1952 comprei o meu primeiro número da colecção “O Cavaleiro Andante” e a partir dessa data, nunca mais parei de comprar Banda Desenhada e de a ler. O resultado está presente aos olhos de quem visitar este local e quiser saber qualquer coisa sobre “Western”, quer no Cinema quer na Banda Desenhada.
Evidentemente que este não é um estudo exaustivo sobre o assunto, pois há muito mais para dizer, mas servirá como um pequeno acepipe, para quem nada ou pouco sabe, para poder ampliar os seus conhecimentos e se, depois, quiser aprofundá-los, poder fazê-lo em consciência e já com algum conhecimento de causa.

Carlos Gonçalves

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O AVENTUREIRO Nº 8 - A CONQUISTA DO OESTE (Maio/Novembro 2001)

EDIÇÃO DE CARLOS GONÇALVES
RUA TOMÁS DA ANUNCIAÇÃO, 171-3°-DRT0.
1350-326 LISBOA-TEL. 213889604

C - Copyrights para todos os autores dos desenhos, bem como para as Agências nacionais ou internacionais, que possuam a representação dessas personagens ou "heróis" de Banda Desenhada, no nosso país e no estrangeiro.

Capa da autoria do desenhador J. Chacopino para a caderneta de cromos da "Conquista do Oeste" —
1°. Volume. Essa capa seria adaptada por nós.

COMPOSIÇÃO DESTE FANZINE
Este Fanzine é composto por artigos sobre Banda Desenhada de "western", assim divididos:
1.  Em Portugal.
2.  Em outros países.
3.  Sobre editoras.
4.  Biografias de autores de Banda Desenhada de "western".
5. Personagens de Banda Desenhada de "western".
6. A história dos "western" no Cinema.
7. Os "cow-boys" do Cinema, (algumas biografias por ordem alfabética).
8. Outros artistas que participaram em filmes de "western".
9. As "heroínas" dos filmes de "western".
10. As séries de "western" da TV.
11. Enciclopédia dos "heróis" da Banda Desenhada, ligados ao tema de "western".
12. Relação dos artigos sobre "western" que foram publicados em jornais.
13. Revistas de Banda Desenhada portuguesa de "cow-boys".
14. Os cromos de "cow-boys".

EDITORIAL
Ao decidirmos criar este Fanzine, sabíamos já as grandes dificuldades que iríamos encontrar, não só para a recolha de todo o material, trabalho esse já iniciado há muitos anos, como apresentá-lo de uma forma digna e merecedora deste tema. Evidentemente que todos nós conhecemos de cor e salteado, as várias personagens que seriam criadas para viverem as suas aventuras no Oeste, bem como o nome dos vários autores e, inclusive, o vasto sortido de revistas que se publicariam no nosso país, ao longo dos anos. A literatura sobre o Oeste não tem fim e a sua adaptação à Banda Desenhada não lhe ficaria atrás. Ainda hoje se criam mensalmente uma vasta lista de aventuras de "cow-boys", principalmente em Itália, país que continuaria a tradição, esquecida pelos norte-americanos. Não nos vamos esquecer do Cinema, outra das artes que muito deve o seu desenvolvimento, às várias adaptações que faria desse tema, desenvolvendo o trabalho de grandes artistas, levando-os a criarem carreiras próprias, muitas vezes sendo conhecidos nos ecrãs ou fora deles, pelo nome da personagem cujo papel interpretavam na tela, em vez do seu.
Tudo isto iremos abordar neste espaço e já sabemos que este será, sem dúvida, um Fanzine com demasiadas páginas para a sua modesta edição. Só o dividiremos em dois, se na verdade o número de páginas ultrapassar muito o desejável. Pelo menos até às 100 páginas, pensamos mante-lo indivisível.
Haverá uma história curta do Oeste, mas que tentaremos que inclua o mínimo e indispensável, para que os leitores possam dar um pouco mais de valor a um tema que, ultimamente, quase não se houve falar. A recolha dos artigos que aqui serão apresentados, irão obedecer aos seguintes critérios: Alguns serão de ordem geral, embora o Oeste se mantenha como tema de fundo, outros serão sobre os "heróis" ou sobre os desenhadores ligados ao "Western", não faltando os artistas de cinema e as revistas sobre personagens do Oeste. A maior parte dos artigos nunca foi publicada. Muito poucos, serão recolha de jornais, onde os mesmos apareceram inicialmente, mas também já há muitos anos, pelo que não deixarão de ter o seu interesse para os leitores mais jovens ou para quem nunca os tenha lido nessa altura. Esperamos que este esforço titânico seja do agrado de todos e que os elementos fornecidos possam também ajudar a desenvolver a Banda Desenhada no nosso país e o gosto pela leitura do tema, não só em Banda Desenhada como em prosa.

SUMÁRIO
Págs. 3 a 8 - O "Western" na Banda Desenhada Portuguesa
Págs. 9 a 11 - O "Western" na Europa
Págs. 12 a 15 - Os "Cow-boys" na Banda Desenhada-Os "Comic-Books"
Pág. 16 - As Outras Editoras de "Comic-books" de "Western"
Págs. 17 a 20 - As Histórias aos Quadradinhos de "Western" em Inglaterra
Págs. 20 e 21 - Os "Comics" Ingleses Sobre Cinema de "Western"
Págs. 21 e 22 - O "Western" em Espanha - Os "Cuadernos"
Págs. 23 a 26 - Dell e Gold Key, Os Dois Gigantes dos "Comic-books"
Págs. 27 e 28 - Autores de Banda Desenhada - Hugo Pratt
Págs. 29 e 30 - José Delbo
Pág. 30 - Jordi Buxadé
Págs. 31 e 32 - Primaggio Mantovi
Pág. 32 - Edmundo Rodrigues
Pág. 33 - Arturo Del Castillo
Pág. 34 - Charles Flanders
Pag. 35 - Giancarlo Berardi, Ivo Millazzo e Dan Spiegle
Págs. 35 e 36 - Clarence Edward Mulford
Págs. 36 e 37 - Jose Luís Salinas
Pág. 38 - Stan Lynde
Págs. 39 e 40 - "Heróis" do Oeste - Matt Marriott
Págs. 41 a 45 - The Lone Ranger
Pág. 46 - Hopalong Cassidy
Pág. 47 - Chick Bill e "Jerónimo", Um «Cow-boy» Brasileiro
Págs. 48 a 50 - Ken Parker, O Verdadeiro Oeste
Págs. 51 a 52 - Lucky Luke
Págs. 52 e 53 - Buddy Longway
Págs. 53 e 54 - Máscara Negra
Págs. 54 a 58 - Cisco Kid
Págs. 58 e 59 - Roy Rogers
Págs. 60 a 62 - O Pequeno Xerife
Págs. 62 a 64 - Xuxá - Uma Fascinante Personagem
Págs. 64 e 65 - Rick O'Shay
Págs. 66 e 67 - Uma Pequena História dos "Western" no Cinema
Pág. 68 - Rex Allen e Gene Autry
Pég. 69 - Gene Barry, Smiley Burnette e Rod Cameron
Pág. 70 - Harry Carey, O Bandido "Herói"
Pags. 70 e 71 - Clint Eastwood e Bill Elliott ou William Elliott ou "Wild Bill" Elliott
Págs. 71 e 72 - Errol Flyn e a Sua Ligação aos Filmes de "Cow-boys"
Pág. 72 - Rock Hudson e Burt Lencaster
Pág. 73 - Johnny Mack Brown
Págs. 73 e 74 - Tim Mc Coy
Pág. 74 - Joel McCrea
Págs. 74 e 75 - Clayton Moore (Jesse James)
Pág. 76 - Audie Murphy e Hugo O'Brian
Pág. 77 - Os Três Patetas e Tex Ritter
Págs. 78 e 79 - O "Cow-boy" da Cara de Pedra - Randolph Scott
Pág. 79 - Charles Starrett
Págs. 79 e 80 - Clint Walker e Roy Rogers
Págs. 81 a 89 - Os Outros Artistas que Participaram em Filmes de "Western"
Págs. 90 e 91 - As "Heroínas" dos Filmes de "Western"
Págs. 92 a 95 - As Séries de "Western" na TV
Pág. 96 - Artigos Publicados Anteriormente Sobre o Tema do "Western"
Págs. 97 e 98 - Dicionário Enciclopédico de "Heróis" da Banda Desenhada
Pág. 99 - As Revistas Portuguesas de Banda Desenhada Dedicadas ao "Western"
Pág. 99 - Os Cromos Dedicados ao Oeste
Pág. 100 - Desenho Inédito de Jobat (José Batista)

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, e/ou imprimí-las, clique nas mesmas)

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