01 de Dezembro de 2007
30 de Novembro de 2007
Almanaque Tex no Jornal de Notícias: 27-03-2005
Texto da secção Livros de 27/03/2005
Aos Quadradinhos
F. Cleto e Pina
MAGIA
Um gaulês com força sobre-humana graças a uma poção mágica. Um cowboy que dispara mais rápido que a própria sombra. Um adolescente que escala paredes por ter sido mordido por uma aranha radioactiva. Um miúdo com estranhos poderes na Tóquio pós 3ª Guerra Mundial. Um homem que voa (um pássaro? um avião?, não…). Ou o anacronismo de um ranger do Velho Oeste, que depara com uma aldeia habitada por descendentes dos primeiros vickings que pararam no tempo (disponível nos quiosques no “Almanaque Tex #16 - A ilha misteriosa”, da Mythos Editora).
A tudo isto se deve a magia que a BD exerceu e exerce sobre pequenos e grandes, e tudo isto e muito mais faz parte da magia de uma linguagem de características próprias e potencialidades que, por exemplo, o cinema, só recentemente conseguiu imitar.
Copyright: © 2005 Jornal de Notícias; F. Cleto e Pina
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29 de Novembro de 2007
Tex Série Normal: Os Cavaleiros do Wyoming
Argumento de Claudio Nizzi, desenhos de F. Fusco e capas de Aurelio Galleppini (nº 403) e Claudio Villa (nº 404 e 405).Com o título original I Cavalieri del Wyoming , a história foi publicada em Itália nos nº 485 a 487 e no Brasil, pela Mythos Editora nos nº 403 a 405.
No Wyoming, Tessy Malone adquiriu recentemente um rancho no vale do rio Muddy. Bela mas perigosa, Tessy começa gradualmente a afastar os outros rancheiros da zona, com o objectivo de se tornar dona de todos os pastos e assim poder enfrentar os barões do gado. Os seus métodos não são os mais lícitos, e para isso conta com a colaboração de Jubal Ford o seu capataz.
De passagem pelo Wyoming, Tex e Carson assistem ao ataque a um comboio que levava o gado de Jim Starrett, outro dos criadores da zona, e decidem ajudar os rancheiros a defenderem-se de Tessy Malone.
Na esteira de mulheres calculistas, como Lola Dixieland que vimos em "O Homem de Atlanta" (Tex Gigante 1, Mythos) ou Barbara Grayson em "Golden Pass" (Tex brasileiro 382 a 385), apenas para focar dois exemplos, Nizzi traz-nos uma aventura com uma trama clássica, a guerra entre criadores de gado, mas com a particularidade de conceder protagonismo a uma mulher dura e fria que anseia expandir o seu rancho em prejuízo da vizinhança, afastando todos os que se lhe opõem sem qualquer escrúpulo.
Ao longo da aventura Nizzi introduz um certo elemento histórico, patente na utilização do arame farpado, não utilizado até então naquelas paragens, porque, segundo as próprias palavras de Tex "O pasto livre não vai durar eternamente". Todos utilizavam o regime de pasto livre, as manadas pastavam nas terras do Estado, sem constrangimentos, sem divisões.Nizzi consegue preparar bem a base da aventura, apresentar bem o cenário e desenvolver a contento as personagens. Primeiro centra a trama no rancho de Tessy Malone, apresentando-a como uma mulher determinada e cruel, que mercê da sua beleza consegue manietar de modo a que todos obedeçam aos seus desígnios, nomeadamente o seu capataz Jubal Ford, atraído por esta e que anseia a sua intimidade.
Depois, o rancho de Jim Starrett, criador à moda antiga, que não detém manadas pelo simples lucro, mas um criador de verdade.
Nizzi lança então estes dados, contrapondo os anseios de Tessy com o conservadorismo de Jim, um homem pacífico que recusa pegar numa arma para fazer valer os seus direitos e que relutantemente acabará por aceitar a divisão dos pastos com arame farpado, sabendo que isso significa enfrentar Tessy. Ou seja, estão aqui todos os ingredientes que fazem as delícias do leitor texiano, contendas, grandes espaços, um Tex interveniente e tudo por causa de uma senhora com um carácter e uma construção muito interessante e dramática.
No entanto, depois desta fase, a aventura evolui sempre sem grandes novidades, acentuada aqui e ali por episódios mais marcantes, como por exemplo a do incêndio no rancho de Tessy. Ou seja, mais do mesmo e que agradará certamente ao habitual leitor texiano, mas que, certamente, não saberá cativar os outros.
Fusco já provou saber desenhar os grandes espaços, as imensas pradarias, cenas de acção e sobretudo o elemento feminino, o que aliás ficou logo patente quando desenhou a sua primeira aventura para a série.Um trabalho honesto, cuidado, sem grandes oscilações, mas que merece um reparo: o facto da figura de Tex ser sempre mais bem desenhada de frente em comparação com outros planos.
Texto de Mário João Marques
28 de Novembro de 2007
Arte de Fabio Civitelli
27 de Novembro de 2007
Tex Willer por Carlos Rico
26 de Novembro de 2007
Encontro Texiano no Cacém
Neste fim de semana de 24 e 25 de Novembro de 2007, realizou-se mais um Encontro Texiano realizado em Portugal, mais precisamente na cidade do Cacém.
Tal deveu-se à presença de José Carlos Francisco, sua esposa Fátima e suas filhas Andreia e Ana Beatriz na habitação do pard Carlos Moreira, sua simpatiquíssima esposa Teresa e do seu talentoso (na arte de desenhar) filho Hugo.
Foram dois dias agradáveis com muito Tex na agenda, muito convívio e muita amizade e onde se prova uma vez mais que Tex continua a fomentar amizades!
A ementa como não podia deixar de ser foi composta por uns suculentos bifes, sepultados por enormes montanhas de batatas fritas... quanto à sobremesa foi a inevitável e famosa tarte de maçã que o Kit Carson tanto aprecia.
Agradeço ao Tex, e aos seus criadores G. L. Bonelli e A. Galleppini porque se não fossem eles, decerto nunca conheceria estas pessoas encantadoras e muitas outras advindas do facto de coleccionar TEX... São factos fabulosos, e que devem ser lembrados e ditos com muito carinho por isso deixo-vos com algumas belas fotos de maravilhosos momentos passados junto da grandiosa BiblioTEX do Texiano Carlos Moreira:










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Texto de José Carlos Francisco e fotos de Carlos Moreira e José Carlos Francisco
25 de Novembro de 2007
Póster Tex Nuova Ristampa 68

Desenho de Claudio Villa, onde podemos observar o temível Dragão (na verdade a bela e cruel Jane Brent) chefe da organização criminosa conhecida como Seita do Dragão,que actuava em Texas City tentando fugir de barco por um túnel, enquanto Tex Willer o observava escondido e pronto a entrar em acção.
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #61 e inspirado na história, "Il ritorno del drago" de G. L. Bonelli e Guglielmo Letteri (Tex italiano #109 a #113).
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Texto de José Carlos Francisco
24 de Novembro de 2007
Portugal - Edições do mês de Novembro
Semana de 19 a 23/11
TEX 423A CRIPTA MALDITA
Texto: Nizzi - Desenhos: José Ortiz
A busca do mapa que pode conduzir ao tesouro perdido de Cuahutémoc leva Tex, Carson e o professor Doberado à antiga missão de San Xavier. Mas se apossar de tal documento não quer dizer que o objectivo deles está concluído, já que os perigos só tendem a aumentar a partir daí, pois os inimigos estão apenas um passo atrás deles.
2,90€
TEX COLEÇÃO 215
A DANÇA DO FOGO
Texto: G. L. Bonelli - Desenhos: Galep
O satânico Yama, passando-se pela encarnação da divindade Kukulcan, consolida o seu domínio sobre os maias escondidos nas florestas da península do Yucatan, enquanto aguarda a chegada de Tex e seus companheiros, da qual foi avisado por seu maligno pai, Mefisto. Sua primeira acção é fazer com que um dos quatro parceiro caia numa armadilha. Acção do começo ao fim, em mais um clássico imperdível do ranger mais temido do velho Oeste.
2,90€
TEX OURO 22
LUTA DE SERPENTES
Texto: Claudio Nizzi - Desenhos: Alberto Giolitti
Um fora-da-lei é libertado por antigos membros de seu bando para juntos localizarem o dinheiro de um roubo que se encontra escondido em local secreto. Reviravoltas, surpresas e muita adrenalina, numa história onde o maior protagonista é o sentimento da ganância desenfreada! Um clássico assinado por Claudio Nizzi e Alberto Giolitti. E ainda: sensacional matéria sobre a carreira do desenhador.
4,50€
TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 69
A FLECHA COMANCHE
Texto: G. L. Bonelli - Desenhos: Guglielmo Letteri
Um grupo de homens ambiciosos planeja incitar uma guerra entre brancos e comanches, almejando comprar mais barato os ranchos dos colonos apavorados.
Tex e Carson intervêm, tentando impedir que um sangrento conflito ocorra. Porém, os criminosos não descansarão enquanto não enviarem a dupla de rangers para debaixo de sete palmos de terra!
8,00€
ZAGOR ESPECIAL 8A LONGA MARCHA
Texto: Burattini - Desenhos: Chiarolla
América do Norte, 1830. Nas terras ocupadas há séculos pelos índios cherokees é descoberto ouro. Com isso, as terras dos peles-vermelhas precisavam ser abertas para assentamentos dos brancos, mas como se tratava de um povo pacífico e civilizado não era possível acabar com eles friamente, como havia acontecido com outras tribos. Esse facto histórico e real levou o roteirista Moreno Burattini a escrever uma das mais belas e pungentes BDs de Zagor e de todo o segmento Faroeste. O governo decide que os cherokees devem partir para o distante Oklahoma. De nada adiantam os apelos de Zagor e do advogado indígena Satko directamente ao presidente Jackson, e só o que eles podem fazer é tentar reduzir o sofrimento dos cherokees durante a expatriação. Mas, além da longa e dura jornada, os índios terão que enfrentar a crueldade e ganância dos georgianos da Guarda Nacional, que se comprazem em humilhar e surrar os cherokees, além de roubar seus poucos pertences de valor.
7,50€
CONAN, O BÁRBARO 51
Nas duas aventuras clássicas reapresentadas nesta edição, enfim Bêlit vivencia o grande momento de sua vida. Após tantos ciclos nutrindo seu ódio e sede de vingança, a Rainha da Costa Negra conta com a ajuda de Conan e Zula para liderar seus Corsários Negros na invasão de Asgalun. Desta vez, só a morte poderá impedir Bêlit de matar seu traiçoeiro tio Nim-Karrak e retomar o trono do qual é legítima herdeira. Façanhas Selvagens em Shem e Do Ódio à Vingança têm roteiros de Roy Thomas, arte de John Buscema e Ernie Chan.
Nas inéditas tiras de jornal, Conan trava uma desesperadora batalha contra os Homens-Sombras. Se for derrotado, a bela Joannis perderá sua alma para as criaturas... e o Cimério também! O último capítulo de Entre Sombras foi produzido por Roy Thomas e Ernie Chan.
A seguir, em mais uma seqüência de tiras, o Gigante de Bronze reencontra a exuberante guerreira Sonja da Hirkânia. Um ciclo antes, eles roubaram e enterraram secretamente o artefacto místico chamado Ânfora de Zarfhaana. Hoje, chegou o dia de resgatar e vender o precioso objecto… se puderem. Thomas e Chan assinam os créditos do primeiro capítulo de O Retorno de Thulsa Mortis..
2,50€
23 de Novembro de 2007
Collezione storica a colori, nº 30 - L'orda Selvaggia
22 de Novembro de 2007
Tex no Jornal "Público": 2 de Julho de 2005
Texto do Jornal "Público" de 02/07/2005
Por Nuno Franco
Terror de quiosque
* Edições brasileiras da linha Bonelli, "fumetti" populares vendidos nas bancas, a preços convidativos
Há 50 anos, a Europa apercebia-se das possibilidades dos seus autores de BD. Estava-se no pós-guerra e as editoras queriam o seu espaço de evasão. Muitos foram os autores que trabalharam para um mercado em expansão, sobretudo o inglês, incluindo alguns portugueses como Vitor Péon e o recém-desaparecido Eduardo Teixeira Coelho.
É então que começa a falar-se em Gianluigi Bonelli. Ao serviço de várias editoras, este argumentista colaborou com alguns dos autores italianos mais importantes do seu tempo. Em 1948, lança um simples título de "cowboys" que se torna num fenómeno de culto em Itália, Tex Willer. Após a consequente internacionalização, o nome de Bonelli (dessa vez pelo seu filho, Sergio Bonelli) passa a estar associado a toda uma linha de "fumetti", como é conhecida a BD italiana, e a um império editorial de vendas em quiosques.
Aos poucos, a Bonelli, com uma autenticidade que não pretende enganar ninguém, chegava a uma legião de fãs que seguiam de perto os seus títulos, sobretudo, do ranger Tex, também conhecido dos leitores portugueses. Em 1978, a Portugal Press editou Zagor e 12 fascículos de Mister No. São títulos que estão de regresso, editados pela brasileira Mythos e distribuídos em Portugal desde 2002. A meta continua a manter-se: álbuns de aventuras de pequeno formato a preços convidativos.
Muitos dos títulos - exceptuando os "westerns" Tex (com um grau de planificação histórica razoavelmente coerente, pese a exaustão esquemática de alguns dos seus desenhadores), Zagor e Ken Parker (este centrado brilhantemente em cenários mais meditativos e intimistas sobre o Oeste americano) - exploram as ambiências fantásticas e de terror.
Com uma lógica de rentabilização, operaram-se na Bonelli sínteses de heranças muitas vezes provenientes do seu país de origem, nomeadamente do "giallo" - livros policiais do pós-guerra e que teriam o apogeu no cinema de terror, também ele italiano, com a sua fetichização dos espaços claustrofóbicos e da arma branca.
Alguns dos títulos são laboriosas concretizações e outros um compêndio sobre almas do outro mundo. Atente-se em Dylan Dog, detective do pesadelo, onde tudo é levado para além da razoabilidade. No número 26 há um coelho saído dos desenhos animados que se diverte a esmagar cabeças com bigornas e com outros requintes; isto enquanto o ajudante de Dylan, Groucho (pela figura, supostamente Marx), se entrega a comentários paródicos e cabotinos.
Em Júlia, outro dos títulos disponíveis, conta-se a história de uma criminóloga americana que, na qualidade de psiquiatra, ajuda a polícia a desvendar crimes. Aqui, o trabalho na área do "suspense" é enfrentado de forma mais criativa. A história fala de uma América que simultaneamente foge da morte e que a procura, sem que com isso o cenário seja reduzido a estereótipos - embora a noção de "serial killer" a isso pudesse conduzir. No mínimo, é um exercício de apropriação da realidade que ganha contornos cinematográficos (a começar na fisionomia de Kendall, decalcada de Audrey Hepburn e na presença de inúmeras piscadelas de olho ao leitor). Destaque para as capas de Marco Soldi, onde as sugestões ganham contornos de pesadelo.
Copyright: © 2005 Jornal "Público"; Nuno Franco
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Nas capas
Essas palavras só invocam os seres das trevas
Continue desenhando que você prome
Parabéns pela entrevista, mas ficou faltando