01 de Novembro de 2007

Tex Série Normal (Itália): Spedizione in Messico

Tex 563 - "Spedizione in Messico" de Setembro de 2007 e Tex 564 - "Rurales!" de Outubro de 2007.
Argumento de Mauro Boselli, desenhos de Erasmo Dante Spada e capas de Claudio Villa. História inédita no Brasil e Portugal.

Já o dissemos, a época é de renovação em Tex. Novos argumentistas e novos desenhadores, adaptando a série aos novos tempos, a novos rumos e, com isso, tentando colher melhor os anseios dos apaixonados. Depois de Del Vecchio, desta vez é Erasmo Dante Spada o responsável pelo desenho de mais uma nova aventura escrita por Mauro Boselli.

Trata-se de uma história que certamente não ficará como das melhores, mas é uma história interessante, como são quase todas as escritas por Boselli. Porque Boselli consegue sempre organizar os seus argumentos moldando-os com personagens interessantes, enquadrando a acção com emoção e com isto ganha uma eficácia que importa realçar. O mecanismo da aventura é clássico, levando Tex e os seus pards até ao México. O capitão Masters do exército norte-americano pede a Tex que atravesse a fronteira e traga de volta ao Arizona o chefe coyotero Calvado, fugido há meses da sua reserva.

Agora, o governo americano está disposto a conceder-lhe perdão, mas a missão é secreta e poucos a conhecem. Tex e o seu grupo, com a companhia do jovem tenente Baines como enviado de Masters vão ao encontro do capitão Larriego, o ambíguo comandante dos rurales de Tecopah e o único que por terras mexicanas está por dentro desta missão.

Desde o início que compreendemos que algo se passa, alguma coisa não se enquadra bem nesta missão. Este elemento é importante na primeira parte da aventura, porque permite manter um certo suspense e emoção, gerando uma atmosfera de permanente tensão em território inimigo. E permite também ver os quatro pards em acção, usando a sua imensa habilidade em tornear as situações mais extremas. Cada um a seu tempo é duro, decisivo e corajoso, mas Boselli constrói uma cena verdadeiramente antológica com Tex e Carson, quando ambos são encurralados pelos rurales, demonstrando uma coragem até ao limite. Esta primeira parte da aventura não economiza em acção e emoção, através de páginas plenas de ritmo e de acontecimentos.

No entanto, a aventura sofre de alguma falta de equilíbrio, porque se a primeira parte colhe frutos na capacidade evidenciada de chamar a si a emoção, já a segunda parte arrasta-se por vezes com passagens que poderiam ser perfeitamente suprimidas e que revelam afinal um Boselli impotente perante o número de páginas que é obrigado a seguir para terminar a aventura.

Realce ainda para a personagem do tenente Baines, um oficial recentemente graduado na Academia e que procura adquirir uma experiência que só o terreno lhe pode conceder. A missão de acompanhar Tex e os seus pards afigura-se assim como a ocasião ideal para aprender algo, sobretudo o que não é ensinado nos compêndios militares, formando uma certa empatia com o jovem Kit Willer.

E onde fica, no meio de tudo isto, o desenho de Spada. Fica a um excelente nível, sim senhor, porque o autor dá uma prova cabal das suas capacidades. Spada tem grande talento, o seu desenho é muito expressivo e convincente, paisagens fantásticas, cenas de acção dinâmicas e um conjunto de pards bem delineado. O Tex de Spada vai sendo moldado ao longo da aventura, denotando o autor cada vez maior à vontade na sua construção, um Tex com personalidade e algum carisma, um Kit Willer decisivo (e sempre presente como Boselli tanto gosta), assim como Carson e Jack Tigre convincentes.

Realce para o magnífico plano desenhado no terceiro quadrado da página 71, onde Spada consegue oferecer um plano dos cinco homens de grande dinamismo e onde cada um está em perfeito movimento quer fisicamente quer na sua expressividade facial.

Ou seja, Spada reúne todas as características para se tornar num dos grandes desenhadores de Tex, caso venha a integrar o staff texiano, o que parece ainda não ser um dado adquirido, pois acaba de regressar a Martyn Mystère, a série que o tornou conhecido no panorama dos fumetti.

Texto de Mário João Marques   

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31 de Outubro de 2007

Arte de Virgilio Muzzi



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30 de Outubro de 2007

Pelé e Tex. Dois Mitos, uma aproximação: Baurú!

Por Nei S. Teixeira

Coisas inusitadas acontecem com qualquer um em qualquer momento. As vezes até bem agradáveis!
Num sábado chuvoso de Verão durante um planejado encontro de dois texianos na cidade de Baurú, 300 km a Oeste da cidade de São Paulo (Brasil), de repente, fugindo a qualquer expectativa daqueles fãs do "ranger mais temido do Oeste" deparam-se no interior de um clube futebolístico entrevistando importantes testemunhas oculares de factos da infância de ninguém menos que PELÉ. Sim... testemunhos da infância de Edson Arantes do Nascimento, o mundialmente famoso Atleta do Século de nome imortal: Pelé!
 
Tudo começou quando vindo de Macatuba acompanhado da minha esposa, conhecemos pessoalmente Fábio Augusto Misquiati, velho amigo do conhecido lusitano José Carlos Francisco, representante da Mythos Editora, em Portugal.
 
Durante prazerosa troca de informações frente à variada e rica colecção de Banda Desenhada de Fábio, incluindo todos os títulos de Tex Normal e diversas outras publicações históricas de fumetti, o visitado lembra que em algum momento conversara com o amigo português, fervoroso adepto do Benfica, sobre o BAC - Baurú Atlético Clube, associação desportiva local onde Pelé jogava na infância e adolescência. (Legenda da foto: Fábio Misquiati e a sua estanTEX )
 
O assunto aqueceu e em meia hora estávamos os três ao lado do simpático estádio! Máquina fotográfica na mão e sessenta minutos dentro do carro esperando a chuva amainar para, por fora do alambrado, registar o relvado que primeiro viu os dribles daquele que seria "o rei maior do futebol mundial". Eram três horas da tarde quando o intento foi alcançado.
 
Mas era pouco. Decidimos solicitar junto à directoria do clube, autorização para entrar e "pisando na relva sagrada" registar lá dentro a nossa presença (Legenda da foto (da esquerda para a direita): Nei, Godoy e Fábio).
 
Deste momento em diante ocorreu uma sucessão de eventos e informações agradáveis proporcionados pelos membros da secretaria e administração do clube com os quais travamos contacto. Eis alguns:
 
"Sr. Nildemar Godoy", a história viva do clube; que em 21 de Abril de 1964 formou uma equipe juvenil de jogadores onde mal passados dois meses se torna Campeã Municipal. Mantém-se nesta actividade até 1976 revelando neste interím vários talentos. Entre as suas descobertas destacamos Baroninho, Edilson Guimarães Baroni, que actuou no Palmeiras com Telê Santana e no Flamengo quando se tornou Campeão Mundial em Tóquio, Japão, numa disputa contra o clube inglês Liverpool em 1981.
Também é o caso do Emerson Carvalho da Silva que jogou na Portuguesa, no São Paulo, foi para o Japão em 2003 e actualmente defende o Belenense de Lisboa, Portugal, conforme nos explica o seu amigo de infância "Sr. Luciano do Carmo Sarti"; outro atleta e membro da secretaria do clube junto ao Sr. Godoy (Legenda da foto (da esquerda para a direita): Godoy e Luciano).
 
O simpático "Sr. Gerson Cardoso", actual Presidente do BAC.
 
"Sr. Nevaldo Alle", Conselheiro Vitalício e sócio Benemérito do BAC e parceiro de futebol de Dondinho, João Arantes do Nascimento, pai de Pelé que jogava muito bem, sendo inclusive Campeão Estadual de Futebol Amador pelo BAC nos anos 50. Prova que Pelé teve a quem sair.
É pelo Sr. Nevaldo que ficamos a saber da curiosa origem do apelido "Pelé", o qual segundo ele se deve a uma "pelada infantil" quando elegeram para a baliza, o jovenzinho Edson Arantes, então com uns três anos de idade. Acontece que o Edson viera de Minas Gerais para Baurú um ano antes e lá havia um destacado guarda-redes chamado "Bilé". Então o “goleirinho” Edson batia no peito e dizia: "Eu sou Bilé! Eu sou Bilé!" Que para seus companheiros soava "Pelé", e assim ficou.
Resta-nos confirmar esta versão, talvez um dia na palavra do próprio Pelé! Porém não esquecendo que o Sr. Nevaldo acompanhou a vida deste fenómeno dos dois anos até os quinze, quando ele morava em Baurú e jogava no Baquinho Infanto Juvenil futebol amador do BAC (Legenda da foto (da esquerda para a direita): Fábio, Nevaldo, Godoy e Gerson).
 
Já perto das 19:00 horas e com a noite a chegar, despedimo-nos do Sr. Godoy que cortesmente nos acenava a possibilidade de conhecer, quando quisermos, a sala dos troféus e fotos inéditas do Clube e de Pelé. Por fim ainda recebemos destes novos amigos alguns brindes personalizados! Mas tudo isso será assunto para uma outra hora!
 
Aos anfitriões asseguramos que nosso amigo José Carlos Francisco, de Portugal, receberia as fotos e as várias histórias de Pelé que deles escutamos. E que talvez, a imensa comunidade Texiana na Internet, também os conheceria e ao seu precioso e vitorioso Clube encravado no Oeste do estado de São Paulo.
 
Próximo das 20:00 horas a Neide (minha esposa) e eu registamos a derradeira foto do agradável encontro Texiano na bela Baurú de Fábio Misquiati; do Baurú Atlético Clube; e do Príncipe Pelé, e rumamos para Macatuba City com a alma transbordante, desejando logo contar a todos, este outro acontecimento de uns felizes Texmaníacos (Legenda da foto: Neide e Nei).
 
* Sobre o Baurú Atlético Clube - BAC, algumas curiosidades:
 
- Foi criado por um grupo de rapazes em 1919 após exitosa partida de futebol disputada numa cidade vizinha;
- Inicialmente chamava-se Luzitana Futebol Clube em homenagem ao primeiro Presidente eleito, Sr. Antonio Garcia, português, Gerente da Casa comercial Luzitana;
- Passou a chamar-se Baurú Atlético Clube (BAC) em homenagem à cidade de Baurú por ocasião do seu cinquentenário de fundação em 1946;
- Pelé é o sócio número 01 do Baurú Atlético Clube documento de 1966 quando o clube passou a Recreativo. Pelo registo da ficha de arquivo de Pelé, na época consta que a sua residência se situava na Rua João Pessoa n° 64, na cidade de Santos-SP;
- Localizado no bairro Alto da Cidade, à rua Macedo de Guimarães - Quadra 1 próximo ao centro, o campo de futebol do BAC conta actualmente com parte de seu tamanho original reduzido, espaço este ocupado por moderno parque aquático.
 
* Quadros vistos em nossas mãos nas fotos 2 e 3: 
Maior - Baquinho Infanto Juvenil 1954, com Pelé (sentado na bola) aos 14 anos.
Menor - Dondinho (pai), Celeste (mãe), Pelé e Nevaldo Alle (ex-Presidente e Conselheiro Vitalício do BAC), foto de 1994.
 

Por Nei S. Teixeira - Macatuba SP - 06 de Março de 2004
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29 de Outubro de 2007

Tex e demais personagens Bonelli da Mythos são notícia no Jornal de Notícias: 28-10-2007

Texto da secção Livros de 28/10/2007
Aos Quadradinhos
F. Cleto e Pina

Fartura

"Não há fome que não dê fartura", diz a sabedoria popular - tão sábia que muitas vezes tem um dito oposto, para ter sempre razão. No caso, aquele aplica-se às revistas Bonelli, que chegam a Portugal, via Brasil, nas edições da Mythos que, depois de alguns meses limitadas aos títulos de Tex, vêem este mês a oferta aumentada com o regresso de "Mágico Vento" e "J. Kendall, aventuras de uma criminóloga" (e em breve "Zagor"), graças à mudança de distribuidora.

Neste último, Júlia, a criminóloga de Garden City, criada por Berardi à imagem de Audrey Hepburn, a braços com um potencial assassino que procura a sua atenção, continua incapaz de estabelecer relações a nível pessoal, numa história rica e bem estruturada, de ritmo propositadamente lento, que cruza o mistério da situação policial com as questões quotidianas dos protagonistas. Já Mágico Vento, o feiticeiro branco dos Sioux, desenvolvido por Manfredi, atravessa uma das suas fases mais interessantes, combinando o ritmo arrebatador do western com o misticismo das crenças indígenas e o realismo histórico com um toque de fantástico.

E como a anterior distribuidora se atrasou - ainda vai fazer mais um lançamento, para não haver falhas na continuidade - e a nova se adiantou, há neste momento oito títulos Bonelli nas bancas, entre os quais os "Tex" #422 e #424 e o "Tex Gigante" #17, em que se destaca o soberbo preto e branco de José Ortiz.

Copyright: © 2007 Jornal de Notícias; F. Cleto e Pina
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28 de Outubro de 2007

Entrevista com Carlos Rico - Coordenador do MouraBD - Salão Internacional de Banda Desenhada

Entrevista do BDJornal n. 20, de Agosto/Setembro de 2007

Entrevista conduzida por J. Machado-Dias

BDJornal (BDJ)- A 16ª edição do Salão Moura BD, a deste ano, foi, segundo li e ouvi, a melhor de sempre. Parece-te que isso se deve à mudança do calendário, de Novembro para Maio? E porquê esta mudança?
Carlos Rico (CR)- A mudança de calendário do salão contribuiu, por certo, para o êxito deste embora haja, obviamente, outros factores que também terão que ser considerados. Esta mudança de calendário prendeu-se, sobretudo, com o facto de Novembro ser um mês com condições climáticas muito instáveis. Recordo-me de algumas edições onde a chuva ou o frio persistiram quase durante todo o tempo em que o salão decorreu (em especial em 2005, onde choveu persistentemente durante dez dos quinze dias do salão!). Essa situação, como é lógico, afastava o público do festival. A alteração da data de realização já se colocava há muito tempo. Em 2002 chegámos, inclusive, a fazê-lo e abrimos o salão em finais de Junho, mas nessa altura o problema foi (ironicamente) o calor excessivo e, também, a fraca afluência das escolas (dado ser já um período de final de ano lectivo)! Estando o mês de Maio “cativado”, desde há muitos anos, pelo salão da Sobreda (um salão com uma linha muito próxima do nosso), não tínhamos muito mais alternativas (até Maio continuamos com tempo instável e a partir de Junho temos o período de férias) e regressámos a Novembro com mais três edições de “risco”, digamos assim. Com a experiência negativa de 2005, a decisão foi, definitivamente, tomada e agora, depois do êxito obtido em 2007, creio que a calendarização do salão se manterá pelo mês de Maio (até porque não me consta que o salão da Sobreda possa “renascer” nos próximos tempos, infelizmente).

BDJ-
Parece-me que a abertura de uma ala do Convento foi também importante para uma melhor distribuição do Salão, tendo contribuído igualmente para a apresentação cenográfica mais elaborada que deduzo pelas fotos que vi. Qual a tua opinião?
CR- De facto, a abertura de uma ala do convento não só tornou possível que as exposições ficassem melhor distribuídas, como também permitiu poupar uma fatia considerável do orçamento do salão, dado que o aluguer de tendas, como sabes, nem é barato nem é uma solução ideal. A nova ala do convento já tinha estado nos nossos planos em 2005 mas, nessa altura, as obras de consolidação do edifício não estavam concluídas e optámos por alugar duas tendas. Com a conclusão da obra, foi possível utilizar essa ala ficando, assim, o salão com cerca do dobro do espaço disponível. Existem mais duas ou três salas com área semelhante à da ala que abrimos este ano ao público e que, por motivos vários, não puderam ser aproveitadas. Creio que será possível, em próximas edições, aumentarmos ainda mais a área de exposições, o que evitará, por exemplo, como sucedeu este ano, que uma boa parte dos trabalhos do Concurso de BD e “Cartoon” fiquem de fora por falta de espaço.

BDJ-
No entanto, segundo consta, a intenção da Câmara é a de instalar o Museu de Arqueologia no Convento, após o restauro. É de prever que o Moura BD deixe de poder contar com esse espaço. Como pensas resolver esta questão?
CR- Segundo o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Moura, a ideia do Museu de Arqueologia está, por agora, colocada de parte, dado implicar custos avultados e poder ser transferido para outro local disponível na cidade. Neste momento, a perspectiva é a da criação de um espaço para exposições (aliás, a Câmara começará, em breve, a melhorar o espaço da Igreja do Convento, colocando um piso novo e uma iluminação mais condigna, entre outros melhoramentos). Assim sendo, à priori, o salão manter-se-á pelo Convento do Castelo. Não sendo, na minha opinião, o espaço ideal para a realização de um salão de banda desenhada, acaba por ser, dentro das hipóteses disponíveis, aquela que melhor responde, por agora, à dimensão que o salão adquiriu.

BDJ-
Voltando ao Salão deste ano: a presença de originais de desenhadores do Tex e a visita em pessoa de um dos seus mais consagrados autores, Fabio Civitelli, deve ter contribuído para um aumento de público. Pareceu-te que isso aconteceu? E foi possível contabilizar o público? Se sim, como foi feita essa contabilização, uma vez que as entradas são gratuitas?
CR- Por mais fórmulas que se inventem, por mais métodos que se sugiram, a verdade é que não é fácil atrair público para visitar um salão de banda desenhada. Quando falo em atrair público refiro-me ao público que não tem uma relação próxima com a banda desenhada (não compra nem lê BD habitualmente). O público especializado (aquele que lê e que compra assiduamente BD, que conhece de cor os autores expostos e as revistas onde as pranchas foram publicadas, aquele que se desloca de propósito para pedir um autógrafo a um determinado autor) está presente mas é uma minoria! Isto é verdade tanto em Moura como em Viseu, Beja ou Amadora! É claro que a presença inédita em Portugal de Fabio Civitelli e a exposição sobre a nova vaga de desenhadores de Tex contribuíram para atrair público que nunca antes tinha vindo a Moura. Aliás, houve gente que veio, propositadamente, desde muito longe, só para conhecer o autor italiano. Foi o caso do editor de Tex no Brasil, Dorival Lopes, que, junto com a esposa, se deslocaram desde a cidade de S. Paulo. Tivemos também o caso curioso de um casal italiano que, estando a passar férias em Sevilha, soube que o salão estava a decorrer e decidiu vir até Moura para assistir à cerimónia da entrega de troféus e cumprimentar Civitelli. Isto para além dos inúmeros “texianos” que se deslocaram dos mais variados pontos do país e que ficaram, para satisfação nossa, encantados com o que viram no Moura BD. O “público leigo”, contudo, mesmo com a alteração de calendário, continuou a visitar o salão em número, aparentemente, igual ao dos outros anos. Portanto, e em resumo, é verdade que houve uma espécie de “injecção de público novo” (essencialmente adepto da série Tex) mas não chegou para fazer do salão de 2007 o mais visitado de sempre. Em relação às entradas, elas sempre foram, obviamente, gratuitas. Por isso mesmo, o número de visitas é contabilizado de maneira informal. De qualquer modo, a média habitual de cerca de 3200 visitantes (1200 dos quais são estudantes) foi conseguida.

BDJ-
Globalmente, qual é a tua opinião sobre a visita de Fabio Civitelli e que dados novos ela introduziu no Salão?
CR- A presença de Fabio Civitelli será sempre um ponto alto no historial do salão, dado que nunca antes este autor tinha estado presente em qualquer festival em Portugal. Civitelli ficou extremamente surpreendido com o nosso convite uma vez que, segundo ele, a sua obra não é (re)conhecida em Itália - pelo menos num patamar equivalente ao dos grandes autores italianos (como Hugo Pratt, Guido Crepax ou Milo Manara, por exemplo). Esta foi, aliás, a primeira vez que recebeu um prémio na sua já longa e brilhante carreira e, também por isso, valeu a pena termos apostado na sua vinda (e aqui quero deixar, publicamente, uma palavra de agradecimento ao José Carlos Francisco, o maior coleccionador português de Tex, que teve um papel fundamental para que Civitelli viesse a Moura, dadas as suas relações privilegiadas com a Sérgio Bonelli Editore). Fabio Civitelli é um autor que eu considero completo porque, além de desenhar extraordinariamente bem (é de um cuidado extremo na recolha de elementos para as suas histórias), já desenvolveu argumentos (para a série Tex) e - muito importante - é de uma empatia inacreditável para com o público. De facto, todos se perguntavam se seria possível um autor daquele calibre conceder tantos autógrafos, desenhar tantos Tex’s ou cumprimentar tanta gente sem mostrar cansaço ou o mais pequeno sorriso forçado. O autor chegou, inclusive, a trazer uma pasta com fotocópias das pranchas já por si desenhadas para a história dos 60 anos de Tex (a ser lançada em 2008) e mostrou, vezes sem conta, durante os dias que permaneceu em Moura, a maneira como desenhou determinada vinheta, a técnica utilizada (tudo a pincel, mesmo os traços mais finos), os cenários autênticos onde a acção se desenrola (captados através de fotografias, de filmes ou documentários), a maneira como Tex deve ser desenhado de modo a parecer mais jovem (uma vez que uma parte da história reporta-nos para o passado do personagem)... Foi, realmente, extraordinário, aliás como o foram também os nossos José Abrantes e Catherine Labey, dois autores a quem a BD portuguesa muito deve e que, merecidamente, foram também homenageados. Creio que o conjunto de autores que homenageamos nesta edição foi decisivo para que o Moura BD atingisse o êxito que obteve. O público presente na sessão de homenagens reconheceu isso mesmo e brindou os três autores com enormes ovações na altura em que os Troféus Balanito lhes foram entregues. Não será fácil repetir uma sessão como aquela!

BDJ-
Esta abertura mais marcada aos autores estrangeiros, com a presença física dos mesmos e respectivos originais será para manter?
CR- Creio que sim. Quando em 2005 propus ao Sr. Presidente da Câmara a hipótese de, a partir de aí, homenagearmos, também, um autor estrangeiro a ideia era, precisamente, trazer todos os anos uma figura importante até Moura, de preferência um desenhador que nunca tivesse estado antes em Portugal, como aconteceu com Civitelli. Já estamos a trabalhar para isso, aliás, de modo a que em 2008 outro grande nome da BD europeia seja homenageado em Moura... É claro que os autores nacionais são, para nós, obviamente, também muito importantes. Sempre o foram, especialmente os autores mais clássicos, ou veteranos, como alguns gostam de lhes chamar. Temos sido, aliás, muito criticados (outras vezes, até, ignorados) porque damos destaque a nomes que, hoje em dia, já não produzem banda desenhada! Só que o Moura BD não é um festival com intuitos comerciais e pode dar-se a esse luxo! E eu julgo que estes autores merecem esse destaque! Nós fazemos questão de os homenagear e de os catapultar para o papel de protagonistas no salão dando-lhes um reconhecimento público que, muitas vezes, acaba por ser, praticamente, o único que tiveram em toda a vida! Nomes importantes da BD portuguesa como António Barata, José Baptista (Jobat) ou Isabel Lobinho, só para dar três exemplos, tiveram em Moura a primeira homenagem pública (a não ser, eventualmente, na Tertúlia BD de Lisboa, embora em moldes diferentes e para um público muito mais restrito) e, no entanto, nenhum deles fazia banda desenhada há já muitos anos! E quem pode negar que foram homenagens merecidas?... Não quero com isto dizer que não haja espaço para homenagear autores mais novos! Aliás, este ano um dos homenageados foi José Abrantes, um autor de uma geração mais recente e que continua a produzir a bom ritmo! Além disso, temos dado, ao longo dos anos, oportunidade a muitos jovens autores para exporem os seus trabalhos (Ricardo Blanco, Manuel Diogo , Sergei, Susa Monteiro e os seus colegas do Atelier Toupeira, Ângela Gouveia, Nuno Vaz ou Luís Pinto Coelho são só alguns exemplos). Creio que o futuro do Moura BD passará um pouco por aqui: os autores veteranos continuarão a ser homenageados (e a ver alguns trabalhos recuperados na nossa colecção Cadernos Moura BD), os jovens autores continuarão a expor o seu trabalho e os autores europeus de bom nível começarão a marcar presença assiduamente.

BDJ-
Quais foram, na tua opinião, os aspectos mais positivos desta edição do Moura BD?
CR- Foram muitos, felizmente. Começando pelo excelente conjunto de exposições apresentadas, onde tenho, forçosamente, que destacar “A Nova Vaga de Desenhadores de Tex”, por se tratar de um exclusivo mundial (nem o próprio Fabio Civitelli conhecia os trabalhos expostos!) e descrita pelo Jorge Magalhães como “uma das melhores exposições apresentadas em Festivais de BD portugueses!”. Também a presença inédita de Civitelli, bem como de José Abrantes e Catherine Labey, deixaram marca junto do público. As edições do salão foram outra mais valia: a nossa colecção Cadernos Moura BD continuou com o número sete (dedicado a José Abrantes) e, de novo, lançámos um fanzine/revista com texto de Jorge Magalhães dedicado ao “Western” na BD Portuguesa. O catálogo da Humorgrafe “Nas Garras Felinas da Sátira” completou o leque de publicações de excelente nível. Destaque, também, para o êxito obtido pelo nosso Concurso de BD e “Cartoon”, onde aceitámos a concurso trabalhos de 70 autores: 45 portugueses, 22 brasileiros, 1 espanhol, 1 argentino e 1 ucraniano(!). A venda de publicações (especialmente as edições do salão) bateram “records” nunca antes alcançados. Por último, a divulgação do salão foi a melhor de sempre: dezenas de blogues e de “sites” (alguns estrangeiros), bem como a publicação, nas revistas Tex (edição brasileira e italiana) de reportagens sobre o salão levaram notícias do Moura BD a todos os cantos do Mundo.

BDJ-
Das vezes que visitei o Moura BD, pareceu-me sempre que grande parte da população estava alheada do Salão, tirando a sessão mais ou menos cerimonial, mas que me pareceu de grande participação pública, a que assisti nas Entregas de Prémios e Troféus no Cine Teatro Caridade. Como é que reage a população de Moura a um Salão de banda desenhada?
CR- A população da cidade já se habituou a que, anualmente, o Moura BD ocorra. Simplesmente, reage ao salão como, provavelmente, reagirá a população de outra cidade qualquer a uma manifestação do género: há um grupo de indefectíveis que aparece sempre, há aqueles que visitam o salão por curiosidade, ou por acaso e há aqueles que nem sequer o visitam! Claro que, para quem organiza uma iniciativa desta envergadura, isso nunca é suficiente! Queremos sempre mais! A verdade é que numa cidade com perto de 9000 habitantes, não podemos esperar que todos visitem o salão! Por essa razão, temos tido, ao longo dos anos, a preocupação de oferecer, um leque variado de actividades (teatro, música, caricatura e banda desenhada ao vivo, cinema, etc) de modo a cativar “vários públicos”, digamos assim. Normalmente, integramos essas actividades (especialmente a música e o teatro) na inauguração e na sessão de encerramento do salão, o que tem resultado numa grande participação pública, como tu bem dizes. É preciso não esquecer que a entrega de prémios do Concurso Escolar de Banda Desenhada também se torna num excelente atractivo para o público local se deslocar à sessão de encerramento!

BDJ-
E junto das Escolas, qual é a aceitação do Salão?
CR- Nas escolas o salão já é uma presença reclamada. Graças a um trabalho de 14 anos (tantos quantas as edições dos concursos) junto das escolas de todo o concelho de Moura (em especial as escolas do ensino básico), a relação do público mais jovem com o salão é mais sólida do que com a população em geral. Temos muitos casos de professores e de alunos que, antes do regulamento do concurso estar na rua, nos perguntam pelo mesmo. Isto é sintomático da vontade de participar no concurso (onde, em cada edição, temos sempre para cima de uma centena de trabalhos concorrentes). Para além disso, as visitas ao salão (com marcações sempre completas) são programadas com especial atenção: há sempre um programa específico para as escolas, preparado pela equipa de educadoras da Ludoteca Municipal (dramatizações de acordo com o tema do salão, pinturas faciais, a hora do conto, etc).

BDJ-
Tirando os cartazes e flyers, a promoção do Salão, nos espaços públicos da cidade e presumo que nas Escolas, como é feita?
CR- Além de cartazes e flyers, temos feito de tudo, ao longo destes quinze anos, para divulgar o salão. Entre os métodos utilizados contam-se: um “post” na página web da Câmara de Moura; pendões e faixas nas principais ruas da cidade; “mupis” e “out-doors”; “spots” áudio, quer na rádio local quer nas rádios regionais (e, por vezes, nacionais); “spots” vídeo, na RTP2; “banner” anunciando o Concurso de BD e “Cartoon” no portal sapo; impressão de “t-shirts”; publicação do cartaz e do programa em jornais locais e regionais (normalmente a cores); envio para os nossos ciber-contactos de toda a informação disponível (que depois é colocada, sucessivamente, em dezenas de sites e blogues); o Boletim Municipal e a Agenda Cultural do Município, claro, também lhe dão um bom destaque; isto para além daquela publicidade que não é paga mas que é muito importante e que passa pelas reportagens na televisão (a RTP já se deslocou a Moura em três ou quatro ocasiões), entrevistas de rádio (incluindo a RR), reportagens em jornais e revistas com secções de BD, pequenas notícias em jornais e revistas de grande tiragem (como o DN e a Visão), etc. Praticamente, só nos falta pegar num megafone e, num estilo de “propaganda de circo”, anunciar o salão… Em relação às escolas, nos primeiros tempos eu próprio me deslocava às salas para entregar o regulamento do Concurso Escolar e, ao mesmo tempo, sensibilizar alunos e professores para concorrerem, explicando um pouco daquilo que é a BD e das suas técnicas. Nos últimos anos tal não tem sido necessário uma vez que a maior parte dos professores já estão sensibilizados para isso. Mas, quando solicitado, vou sempre às escolas, claro. Já tenho, aliás, programada uma visita a uma escola do concelho, lá para Outubro, para falar destas questões.

BDJ-
Seguindo o exemplo de Beja, não seria de tentar aliciar a CM de Moura para a criação, mesmo que integrada na Biblioteca Municipal , de uma Bedeteca com fundo próprio?
CR- Essa ideia está em embrião há já largos anos. Surgiu de uma conversa entre mim e o Luiz Beira, onde ele me propôs a criação em Moura de uma Bedeteca-Museu da BD, tendo em conta o enorme acervo de obras em banda desenhada que o Luiz possui. A ideia pareceu-me, desde logo, excelente. Já lá vão, seguramente, mais de dez anos. Na altura cheguei a propor ao então presidente da Câmara esse projecto mas, atendendo ao pouco espaço de que a Biblioteca Municipal de Moura dispunha (problema que se agravou, com o tempo), as coisas não avançaram. Neste momento, o acervo de álbuns que o Luiz Beira vai ceder a Moura está à minha responsabilidade. A Biblioteca Municipal de Moura aguarda por obras num outro edifício para onde, futuramente, irá mudar os seus serviços. Estou a catalogar todo o material existente que, diga-se, não foi só cedido pelo Luiz Beira: o Osvaldo de Sousa também cedeu um exemplar de todos os catálogos da Humorgrafe, algumas editoras com as quais temos trabalhado ao longo dos anos têm-nos oferecido álbuns, eu próprio tenho algum material que cederei de bom grado... Mas não há dúvida que a maior parte do material que temos é do Luiz Beira, pessoa a quem se deve a génese do Moura BD, como sabes.

BDJ-
Obrigado, Carlos pela disponibilidade para esta conversa.

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Copyright: © 2007, BDJornal n.20; J. Machado-Dias
Agosto/Setembro de 2007
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27 de Outubro de 2007

Tex Willer por Gervásio Santana de Freitas



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26 de Outubro de 2007

Póster Tex Nuova Ristampa 64



Claudio Villa mostra-nos neste histórico desenho, 
o preciso momento em que Tex olha para trás e vê pela última vez o rosto cheio de doçura, da sua amada esposa, a bela Lilyth, ao despedir-se dela, para levar kit Willer, então com 2 anos, ao médico da Missão de Taos, devido a uma tosse persistente do jovem Kit, que o feiticeiro da aldeia não conseguia curar. Lilyth ficava na aldeia porque o seu pai também estava doente e precisava cuidar dele. No regresso de Tex, Lilyth estava... morta!

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história, "Fort Defiance" de G. L. Bonelli e Galleppini (Tex italiano #103 a #106).
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Texto de José Carlos Francisco

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25 de Outubro de 2007

Tex em grande destaque no Jornal de Notícias: 15-12-2004

Texto da secção Etcetera de 15 de Dezembro de 2004
Banda Desenhada
F. Cleto e Pina

Tex é o cobói da banda desenhada que não deixa ninguém indiferente
       
* 1500 é o número de objectos que José Carlos Francisco possui do seu herói da banda desenhada, Tex Willer    
* 1 é o número da revista do Tex italiano, editado em 1948, que o coleccionador anda à procura     
* PAIXÃO » José Francisco é o maior coleccionador do mundo deste herói

É um dos maiores coleccionadores mundiais de Tex, o célebre cobói da BD italiana, chama-se José Carlos Pereira Francisco, tem 36 anos, é casado, natural de Moçambique, e reside na Malaposta, Anadia, onde é chefe de produção, numa indústria de mobiliário metálico.
      
Aos 5 anos, "passava horas a ver as revistas Disney que a minha mãe vendia, em Lourenço Marques (Maputo). Adorava os seus desenhos coloridos e foi nelas que aprendi a ler. Depois, descobri Astérix, Lucky Luke, Tintin e Tarzan e, aos 9, 10 anos, a BD a preto e branco, lida no "Mundo de aventuras", "Falcão", "Condor", etc., sobretudo histórias de cobóis "Bonanza", "Mascarilha", "Tex Tone"…". Curiosamente, só descobriu Tex já em Portugal, "em 1980, quando os meus avós foram morar para Vila Nogueira de Azeitão. Durante as limpezas, descobri uma caixa com revistas de BD, entre elas o Tex 94". Foi "amor à primeira vista" e, de leitor a coleccionador foi um passo, pois "mal li a história, fui a um quiosque comprar o número que estava nas bancas (114). A partir desse dia, comprei as novas edições e corri alfarrabistas e feiras de livros e antiguidades à procura das que me faltavam". Paixão que continua, pois "a curiosidade e a gula com que li a primeira permanecem. Quem lê Tex não consegue ficar indiferente ao ranger que me tem propiciado momentos inolvidáveis…
       
Mas o que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? "Tex agrada a adolescentes e adultos, de ambos os sexos, porque representa o irmão mais velho, o grande companheiro e amigo, o anjo da guarda... Não às injustiças, solidariedade com os amigos e necessitados, coragem a toda prova, rapidez e eficiência com as armas, humor e seriedade na medida certa, obstinação e motivação no cumprimento da lei são ingredientes que ajudam a solidificar Tex e a mantê-lo nas nossas mentes". 
       
A colecção foi crescendo… Vinte e quatro anos depois, são cerca de 1500 os objectos que possui, onde se destacam "as colecções completas das Tex brasileira e italiana e álbuns em 12 outras línguas", para além de originais, posters, camisolas, puzzles, o filme "Tex e o Senhor dos Abismos", postais, marcadores de página, pins, porta-chaves, tapetes de rato, catálogos, pinturas, cromos, bonecos e até um maço de cigarros "pirata" de Tex! As peças mais raras são "a Revista Júnior 61 de 1951 e o Tex finlandês 2, de 1964".

Mas o que o toca especialmente é "um original autografado de Claudio Villa, a caneta de nanquim, autografada e com uma belíssima dedicatória, com a qual Marcos Maldonado legendou, durante décadas, muitas edições brasileiras de Tex, e o poster contendo as primeiras 400 capas de Tex no Brasil, de que só existem oito exemplares no Mundo". E reserva um lugar especial "para as revistas "Tutto Tex" 395, de Fevereiro último, com editorial de Sergio Bonelli dedicado a Portugal, onde sou citado, e as brasileiras 396, 397 e 412, que têm artigos e fotos dedicados a mim". O seu sonho é "um dia conseguir o nº 1 original do Tex italiano, de Setembro de 1948.
     
Como "coleccionador e fã de Tex, concretizei um outro sonho, há dois anos; visitei a editora onde ele é produzido, em Itália, e conheci Sergio Bonelli, o seu grande responsável, bem como os desenhadores e argumentistas.".
Mas Tex não lhe proporciona apenas horas de leitura apaixonada porque, "através dele, são inúmeros os amigos que tenho feito, ao longo dos anos, em vários países. É maravilhoso descobrir como Tex quebra barreiras, constrói pontes e cria fortes laços"
     
A par da sua actividade profissional, é "representante, em Portugal, da Mythos, correspondente do site www.texbr.com/tex, e responsável pela organização de jantares texianos com admiradores nacionais e estrangeiros do cobói."

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QUEM É O COBÓI TEX WILLER? 

»»»Tex surgiu pela primeira vez nas páginas da revista "Collana del Tex", a 30 de Setembro de 1948. Os seus criadores foram os italianos Giovanni Luigi Bonelli (texto) e Aurelio Galleppini "Galep" (desenho). De seu nome completo Tex Willer, um dos célebres rangers do texas, assume, simultaneamente, o papel de justiceiro, investigador e até de chefe índio, sob o nome de Águia da Noite. A seu lado encontra-se quase sempre o seu velho amigo Kit Carson e, muitas vezes, o índio Jack Tigre e Kit Willer, seu filho e da bela índia, Lilyth, morta em circustâncias trágicas.

Pondo a justiça e a legalidade - a par da amizade - antes de tudo, não hesita em assumir o papel de vingador quando tal é necessário, colocando-se muitas vezes ao lado dos índios para combater a violência gratuita e os excessos dos colonizadores brancos. Apesar de beber parte da sua inspiração nos grandes westerns cinematográficos, Tex não é um western tradicional, pois muitas vezes são os índios que têm o papel de "bons" e um certo misticismo é presença recorrente nas histórias, quer através das habilidades dos feiticeiros índios quer através dos estranhos poderes do mago Mefisto, o seu grande inimigo.
         
Ao longo de mais de 50 anos, Tex tem vivido as mais díspares aventuras, não só no território norte-americano, mas percorrendo quase todo o Mundo e, sinal dos tempos, chegando até a enfrentar dinossauros! Foi com base nesta personagem - e em uma boa dezena mais de criações suas - que Bonelli desenvolveu o seu império editorial de histórias aos quadradinhos de características populares que, nos seus tempos áureos, em Itália, atingiram tiragens de algumas centenas de milhar de exemplares. Em Portugal, as histórias de Tex chegaram desde sempre em edição brasileira, estando actualmente nos quiosques as editadas pela Mythos Editora.

     
Copyright: © 2004 Jornal de Notícias; F. Cleto e Pina
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24 de Outubro de 2007

Portugal - Edições do mês de Outubro

A partir deste mês de Outubro do ano de 2007, a LOGISTA PUBLICAÇÕES assumiu a distribuição em Portugal, das revistas da Mythos Editora e por conseguinte, desde a semana passada, algumas das várias séries de Tex, já podem ser mais facilmente encontradas nas livrarias, bancas e quiosques de norte a sul de todo o país, embora devido a esta mudança, poderão haver algumas flutuações dos pontos de venda, pelo que recomendamos um olhar mais atento ao que estará à venda.

Para além de Tex, as restantes edições de fumetti editados pela Mythos, também voltam a ser distribuídas no nosso país, pelo que já se encontram também à venda, exemplares de Mágico Vento e Aventuras de uma Criminóloga (Júlia). Quanto a Zagor também regressará muito em breve, ao convívio dos seus admiradores portugueses. 

Eis a relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas pela LOGISTA no mês de Outubro:

No dia 17/10 

TEX  424
A ILHA DO TESOURO
Texto: Nizzi Desenhos: José Ortiz

Espectacular conclusão da aventura sobre a busca do tesouro asteca perdido. Tex e seus companheiros conseguem localizar a ilha onde podem estar localizadas as magníficas riquezas de Cuahutémoc, mas será que o tesouro ainda se encontra lá? E conseguirão livrar-se do ardiloso Buchanan e seus comparsas? Estas e muitas outras emoções aguardam os leitores do ranger mais rápido do Oeste.
2,90€


TEX COLEÇÃO 216
A DANÇA DO FOGO
Texto: G. L. Bonelli - Desenhos: Galep/Nicolò

Jack Tigre está para ser executado enquanto os seus companheiros assistem à cerimónia de sacrifício. Balas vão voar e muitos morrerão até que Tex possa colocar as suas mãos sobre Yama, seu maligno adversário. E ainda nesta edição, o início da história O Rebelde, onde Tex tenta convencer o índio rebelado Apache Kid e seu grupo de que devem se entregar antes que tenham mais problemas. Como sempre, o racismo e a incompreensão contra os povos indígenas poderão fazer a fronteira ferver.
2,90€

Mágico Vento 59
EXPEDIÇÃO DE SOCORRO
Texto: Manfredi * Desenhos: Giez

Um forte isolado no gelo do inverno, uma guarnição assolada por uma epidemia e assediada pelos índios utes. O socorro está a caminho a bordo de um trem especial que leva apenas soldados e pessoal médico. Mas o destino faz com que Mágico Vento e Poe embarquem nessa composição e percebam que alguma coisa está muito errada.
2,90€
 
 
Dia 19/10

OS GRANDES CLÁSSICOS DE TEX
6
PAT, O IRLANDÊS / O COIOTE NEGRO
Texto: G. L. Bonelli - Desenhos: Aurelio Galleppini

Nesta edição, duas aventuras incríveis! A primeira conta como foi o encontro de Tex e Carson com Pat Mac Ryan, o irlandês grandalhão e trapalhão que, ao longo dos anos, se tornou um dos coadjuvantes mais queridos dos leitores e também um dos mais utilizados por Gianluigi Bonelli nas histórias do ranger.

A segunda história apresenta um ardiloso inimigo que usa de artifícios para explorar e controlar os índios pueblos – o temível Coiote Negro.
7,50€
 
Dia 22/10  

As Aventuras de uma Criminóloga 31
MORTE ANUNCIADA
Texto: Berardi * Desenhos: Laura Zuccheri

Um admirador de Júlia a escolhe para contar, por telefone, uma importante decisão que tomou na vida. Após procurar de todas as formas afastar a tentação com distrações como hobby, leitura, vida social... a vontade sempre volta... vontade de quê? De matar! O homem diz que finalmente vai cometer seu primeiro assassinato e queria que ela soubesse antes de todos. Como descobrir o maluco com tão poucas informações? Nossa criminóloga vai usar todo o seu conhecimento e os recursos da polícia para tentar salvar uma vida desconhecida.
3,50€

CONAN, O BÁRBARO 52
Neste número, os dois primeiros capítulos da aventura de Conan e Bêlit contra o novo Amra! O Rei das Feras de Abombi e O Retorno de Amra têm roteiro de Roy Thomas, arte de John Buscema e Ernie Chan. E nas inéditas tiras de jornal do Gigante de Bronze, confira a segunda parte de O Retorno de Thulsa Mortis, com destaque para a participação especial de Sonja da Hirkânia! Roteiro de Thomas, enquanto Chan assina sozinho a arte.
2,50€

Devido a um atraso nas últimas distribuições da anterior distribuidora das revistas da Mythos Editora em Portugal, a VASP - Distribuidora de Publicações, Lda, ainda se encontrarão à venda, algumas edições de Tex, distribuídas por esta empresa. No presente, distribuídas pela VASP, encontram-se à venda:

CONAN, O BÁRBARO
50
A Espada e a Serpente
: Em meio à sua desesperada tentativa de fugir do palácio de Luxur, Conan, Bêlit e Zula têm de enfrentar o mais temido e demoníaco dos feiticeiros stígios: Thoth-Amon! Roteiro de Roy Thomas, com arte de John Buscema e Ernie Chan.

O Diadema dos Reis-Gigantes: Ao lado de sua amada corsária e seu amigo zamballah, o Gigante de Bronze explora um misterioso sepulcro ancestral… de onde talvez nenhum deles saia com vida. Thomas, Buscema e Chan assinam os créditos.

Entre Sombras – Parte 2: Na inédita aventura das tiras de jornal, o Cimério percebe que foi um perigoso equívoco ajudar a jovem Joannis a voltar para a casa de seu pai, o nobre zamoriano Polonar. Tudo porque o poderoso homem está marcado para morrer... e os assassinos não são humanos! Roy Thomas é o escritor, Ernie Chan o artista.
2,50€

TEX
422
A LONGA VIAGEM

Texto: Nizzi - Desenhos: José Ortiz

O fabuloso tesouro de Cuauhtémoc, o último defensor da capital do império asteca da cobiça dos soldados de Cortés, é um fascinante mistério da arqueologia mexicana. O governador Montales convida seus amigos Tex e Carson para darem uma ajuda ao professor Doberado, que está em busca desta riqueza perdida. Porém, algumas pessoas têm outros planos para esse tesouro.
2,90€

TEX COLEÇÃO 214
O FIM DO PESADELO / O RETORNO DE YAMA

Texto: G. L. Bonelli - Desenhos: Letteri / Galep

A emocionante conclusão da aventura onde Tex e seus companheiros têm de eliminar uma sinistra ameaça que caiu na Terra dentro de um meteorito e que já ceifou inúmeras vidas. Com a ajuda de El Morisco e do sorumbático Eusébio, o ranger descobre como eliminar os ameaçadores ouriços e colocar um fim ao terror que ronda o Arizona.

E tem início mais uma aventura com Yama, o maligno filho de Mefisto, desta vez se unindo a uma tribo de maias escondida na península mexicana do Yucatan, onde o terrível adversário de Tex espera desferir sua vingança definitiva.
2,90€

TEX GIGANTE 17
O GRANDE ROUBO
Texto: C. Nizzi - Desenhos: José Ortiz

Tex e Carson encontram-se no comboio que se dirige a Santa Fé. Mas um delicado plano de roubo do dinheiro que ali é transportado é executado quando o trem pára para reabastecimento. Tex e Carson vão perseguir os assaltantes, sem saberem que, afinal o que foi roubado não passa de um logro. O cabecilha deste plano é Linch Weiss que vai iludir os outros elementos do bando, mas alguns vão desconfiar e as perseguições sucedem-se.
8,00€

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23 de Outubro de 2007

Collezione storica a colori, nº 26 - Terra bruciata

Tex  nº 26 - TERRA BRUCIATA


 

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