31 de Outubro de 2006

Póster Tex Nuova Ristampa 5

 
 
Neste belo desenho nocturno, de Claudio Villa, vemos no interior da paliçada, Tex e elementos da Real Polícia Montada do Canadá, os denominados Casacas Vermelhas, com a ajuda de um canhão, defendendo-se heroicamente, durante o dramático assédio por parte de índios Mohawks e Saks, comandados por Dente de Cão a serviço da "Mão Vermelha", ao Forte Kinder.
 
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #7 e inspirado na história, "L'Orma della Paura" de G. L. Bonelli e Galleppini (Tex italiano #10 e #11).
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Texto de José Carlos Francisco
Escrito por Autores do blogue em 14:31:22 | Link permanente | Comments (0) |

Tex Série Normal: Rumo a Forte Apache

Argumento de Mauro Boselli e desenhos de José Ortiz, com capa de Claudio Villa. Com o título original Sulla Pista di Fort Apache, a história foi publicada em Itália nos nº 458 a 460 e no Brasil pela Mythos Editora nos nº 373 a 375. 

O Arizona encontra-se a ferro e fogo, uma vez que um grupo de apaches rebeldes chefiados por Chunz luta contra o exército americano instalado em Forte Apache. Cansado dos métodos repressivos do tenente Parkman, Cardona, o chefe índios coioteiros, vai abandonar a sua reserva em Forte Apache e juntar-se a Chunz, apesar de não partilhar nem aprovar o ódio radical que este nutre pelos brancos. Entretanto, uma patrulha de soldados conduz Liz Starret que chegou ao Arizona para se encontrar com Parkman, o seu noivo, mas cai numa cilada, sendo salva por Tex e Tigre que estão na região para resgatar alguns jovens navajos que se juntaram a Chunz. Ingredientes quanto baste para um ambiente tenso e violento, onde Tex vai jogar muita da sua perícia e diplomacia como Águia da Noite.

Índios confinados a reservas onde não são permitidas muitas das suas práticas e tradições parece ser um tema recorrente na saga texiana. G.L. Bonelli tratou por diversas vezes da temática, criticando sempre de modo bem vincado a pouca dignidade com que Washington tratou as tribos índias. Boselli vai buscar um pouco destas raízes bonellianas e constrói uma aventura plena e grandiosa, uma verdadeira epopeia. No ambiente que a rodeia, com um forte isolado em pleno território controlado por índios rebeldes; no estoicismo de alguns em defesa de valores; pela relação que se estabelece entre duas personagens (Liz e Laredo) que se opõem numa primeira fase e que é digna dos melhores clássicos do género; ou ainda pelo conjunto de sentimentos contraditórios, como o ódio índio ao branco ou a repulsa por métodos inflexíveis em defesa de políticas emanadas dos gabinetes de Washington.

Esta real capacidade de Boselli em saber sempre ir mais além dos cânones texianos, começa sempre na natural habilidade do autor em construir personagens, conferindo outra densidade e alcance às aventuras do ranger. Repare-se, por exemplo, que a ausência de Carson é notavelmente compensada pela personagem de Laredo, um batedor do exército que passa por toda a aventura como um verdadeiro aliado de Tex, compreendendo-o, auxiliando-o e sustentando toda a acção de Águia da Noite. Numa só aventura, Laredo assume-se como uma personagem marcante, por força da sua vincada personalidade. Boselli também marca pontos com a composição do tenente Parkman, um oficial inflexível, cujo ódio aos índios não lhe permite actuar na melhor defesa dos interesses dos homens que comanda, preferindo sempre adoptar uma postura que lhe granjeie outros voos na sua carreira. Em Parkman Boselli representa toda a cegueira e a prepotência de Washington e só quando acossado e diante de uma inevitável derrota, consegue afinal destrinçar o real do acessório.

Também o traço de Ortiz contribui, e de que maneira, para a dinâmica da aventura. Ortiz consegue sempre expressar no papel a plenitude de sentimentos e o dramatismo da acção, construindo personagens de modo expressivo notável, com especial realce para a caracterização física do bando que vende armas aos rebeldes, onde o autor espanhol adopta um profundo maniqueísmo que nos habituámos a ver, por exemplo, em Ticci. Ágil e nervoso, o seu desenho marca pontos nas cenas nocturnas, onde os seus pretos intensos e carregados conseguem ampliar o suspense da acção, conferindo-lhe ainda uma maior carga dramática. 

No fundo, uma aventura vivamente aconselhada a todos os amantes do verdadeiro western.
Escrito por Autores do blogue em 14:10:25 | Link permanente | Comments (1) |

30 de Outubro de 2006

Póster Tex Nuova Ristampa 4

 
Desenho onde Claudio Villa mostra um grande e sagrado puma, libertado pela horrenda Yauka, a mando do seu filho Toba, o fanático sacerdote da seita do "Deus Puma", atacando Tex, que se defende com um punhal (dado pelo pequeno e bravo Alce Pequeno, filho de Minoba). 
 
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #6 e inspirado na história, "La Freccia della Morte" de G. L. Bonelli e Galleppini (Tex italiano #9).
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Texto de José Carlos Francisco
Escrito por Autores do blogue em 13:48:09 | Link permanente | Comments (2) |

26 de Outubro de 2006

Claudio Villa Escreve Mensagem ao Blogue

É com natural e imensa satisfação que o nosso blogue recebeu uma mensagem do grande Claudio Villa. Uma mensagem que deixamos aqui na sua língua materna, mas também a respectiva tradução, para que todos, sem excepção, possam usufruir na plenitude as suas palavras. O nosso muito obrigado a tão grandioso artista. Grazie Claudio!

In queste immagini ho cercato di "incontrare" il Tex più autentico: la Leggenda. Quel Tex che è nel cuore di ogni lettore dalla prima storiain cui lo ha incontrato e da cui è stato "rapito". E immagine dopo immagine il suo "ritratto" si va sempre più chiarendo nella matita. Con la convinzione che il lettore che è dentro di me guida la matita del disegnatore che lavora....

Ciao

Claudio Villa

Nestas imagens procurei "encontrar" o Tex mais autêntico: a Lenda. Aquele Tex que está no coração de cada leitor desde a primeira história lida e por quem foi "capturado". E imagem após imagem o retrato de Tex fica cada vez mais claro no papel. Com a convicção de que o leitor que está dentro de mim guia o lápis do desenhador que trabalha.

Claudio Villa

Escrito por Autores do blogue em 09:20:07 | Link permanente | Comments (4) |

25 de Outubro de 2006

Póster Tex Nuova Ristampa 3

 
 
Neste desenho, Claudio Villa retrata a cena em que a jovem e bela índia Lilyth, filha única de Flecha Vermelha, o chefe dos Navajos, salva Tex, que estava amarrado no poste dos martírios, da morte certa, quando ela interrompe a dança da morte e pede Tex em casamento, salvando-lhe assim a vida.
 
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #5 e inspirado na história, "Il Salto del Diavolo" de G. L. Bonelli e Galleppini com a colaboração de Guido Zamperoni (Tex italiano #7 e #8).
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Texto de José Carlos Francisco
Escrito por Autores do blogue em 14:02:53 | Link permanente | Comments (11) |

23 de Outubro de 2006

Mario Milano, Um Estreante Absoluto

Nos últimos tempos, Sergio Bonelli tem reforçado bastante o "staff" de desenhadores de Tex, devido sobretudo à cada vez menor celeridade destes profissionais, mas também ao cancelamento de algumas séries da editora, que obrigam a alguns reajustamentos a nível de desenhadores.
 
Assim sendo, o blogue português do nosso ranger, vai passar a apresentar esta nova leva da "scuderia" texiana, isto é, aqueles desenhadores, mais ou menos jovens, mas decididamente talentosos, que já estão a trabalhar, ou estarão em breve, nas páginas da série principal de Tex, ao lado dos "Mestres" já conhecidos e amados.
 
Não se trata de um puro e simples elenco, o que temos a pretensão de apresentar, mas ao contrário, de uma série de pequenos "retratos de autor", indispensáveis, no nosso parecer, para captar que dentro de cada desenho, dentro de cada "stiscia", dentro de cada história, há um indivíduo diferente, com um estilo, um carácter e um percurso profissional sempre diverso.
 
A ocasião para iniciar esta apresentação, deve-se a um facto de recentíssima actualidade: nos números 552 e 553 de Tex, nas bancas italianas nos meses de Outubro e Novembro de 2006, está a ser publicada uma história em duas partes, ilustrada por um estreante absoluto, isto é Mario Milano!
 
Estreante, dizemos bem, mas somente no universo de Águia da Noite: de facto, este novo desenhador - que nasceu em Foggia, onde reside e trabalha, em 1968 - pode já gabar-se de ter uma importante actividade como autor bonelliano. Mas vamos por ordem...
Depois de ter sido diplomado em cenografia na Academia de Belas Artes da sua cidade, em 1992, Mario Milano exerceu a profissão de pintor, desenhador gráfico e até cenógrafo teatral, até que no início dos anos noventa, descobriu a banda desenhada. Uma forma de arte que, segundo palavras suas, "Melhor do que qualquer outra, podia-me permitir exprimir finalmente tudo aquilo que tinha dentro de mim, mas também a ocasião que procurava para começar a trabalhar a sério. A banda desenhada é uma espécie de campo aberto que oferece um leque infinito de sensações, de cenários e de histórias, e também infinitas possibilidades criativas. Um belo desenho pode envolver-te, rodear-te, transmitir-te emoções".
Recrutado em 1994 para colaborador de Zona X, uma série antológica editada sem grande sucesso pela Sergio Bonelli Editore, Milano ilustra alguns contos "livres" no tema fantástico, para depois passar à saga policial de Nick Raider, onde desenhou o número 149, intitulado "Incidente Letale". Segue-se a entrada no staff de Mágico Vento - desenhou os números 51, 68, 72 e 84 -  onde tem ocasião para enfrentar pela primeira vez o género western,  demonstrando saber mover-se com desenvoltura e sentido de ritmo. 
E assim, ei-lo hoje merecidamente empenhado em reconstruir a seu modo a atmosfera, menos horrífica mas de certeza não menos dramática e envolvente, que serve de fundo às aventuras de Tex.
"Confrontar-me com este autêntico protagonista do "fumetto" mundial" diz, "foi um desafio, ao qual preparei-me estudando atentamente as pranchas de Giovanni Ticci e com as obras-primas western de um dos meus desenhadores preferidos, o francês Jean Giraud, criador do célebre Blueberry. Giraud, é para mim enorme pela sua excepcional capacidade gráfica, seja pela sua dedicação ao trabalho, pela sua contínua busca de imagens mais eficazes. Sabe caminhar em direcção a horizontes que os outros só alcançam bem mais tarde, ou alcançam após as suas sugestões". E continua: "Para mim, Tex é o herói perfeito, sem manchas e sem medo, um homem que sabe dizer a coisa justa no momento certo à pessoa certa. É o amigo, o pai, o filho que cada um de nós quer ter. É um excelente exemplo de carácter humano, dotado de todas estas qualidades que todos nós teríamos necessidade para nos tornarmos melhor. Mas não é uma personagem chata, aborrecida, banalmente invencível. Mesmo se a sua pele está sempre lisa, a camisa sempre engomada e o chapéu sempre no seu posto, vê o que muitos viram e nunca perdeu o seu lado humano..."
 
 Texto de José Carlos Francisco, baseado na rubrica "Caro Tex...", de Sergio Bonelli, inserida em Tex Nuova Ristampa nº 170 de 31 de Outubro de 2006.
 
Escrito por Autores do blogue em 18:00:12 | Link permanente | Comments (5) |

Póster Tex Nuova Ristampa 2

 
Neste desenho de Claudio Villa, datado de 1993, vemos a bela, mas misteriosa e pérfida Cora Gray, aliás Satânia, ordenando que o monstruoso gorila Gombo, munido de uma feroz ânsia assassina, mate Tex Willer, que se defende de pistola em punho.
Satânia destaca-se na série de Tex, por ser a primeira de uma extensa lista de antagonistas femininas que o ranger encontra na sua longa História.
 
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história, "Satania" de G. L. Bonelli e Galleppini (Tex italiano #5).
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Texto de José Carlos Francisco
Escrito por Autores do blogue em 17:37:49 | Link permanente | Comments (6) |

Tex Mondadori: La Pattuglia Sperduta

Aventura com argumento de Guido Nolitta e desenhos de Giovanni Ticci, publicada pela Editora Vecchi na série normal nº 178 (O Desertor) e nº 179 (Aliados Perigosos)

A própria introdução escrita por Sérgio Bonelli, para mais uma magnífica edição da prestigiada Mondadori, acaba por resumir eficazmente a aventura. A Winchester foi uma das grandes protagonistas do western. O seu papel foi alternando e colaborando com o não menos famoso colt, ambos presença assídua no dia a dia violento do velho oeste, onde quase todos a utilizavam. Sérgio Bonelli pretendeu com “La Pattuglia Sperduta” homenagear a arma do velho oeste e símbolo da aventura texiana, elemento clássico e evocativo do género. Por isso, esta aventura tem por base e elemento principal a arma e toda a história gira em redor de uma nova solução tecnológica que pode vir a ser capitalizada pelo exército americano.

O tenente George Morrow é um verdadeiro expert em armas e vai propor ao exército americano uma sua invenção, capaz de substituir com vantagem os modelos utilizados pelos soldados americanos. Numa primeira fase, o Departamento de Defesa parece decidido a adquirir a patente, mas posteriormente vai recusar, justificando-se com os altos custos que o desenvolvimento desta arma traria. No entanto, por trás desta recusa está o boicote feito pela West Kentucky Company, a empresa que tem vindo a equipar todo o exército americano. Esta revelação enfurece o tenente Morrow e o Exército destaca-o para um posto num ponto perdido do estado americano. Indignado, Morrow escreve uma carta de demissão e aceita vender a patente da sua revolucionária arma aos soldados mexicanos, a troco de uma elevada maquia de dólares. Ao saberem desta história, através do seu irmão, o sargento Clark Morrow, Tex e Jack Tigre vão procurar o tenente e acabam por encontrar um homem receoso e movido pelo arrependimento da sua acção.Esta bela aventura de Nolitta, para além da já referida homenagem à arma do oeste americano, serve ainda dois objectivos. Demonstra que os altos interesses instalados em Washington apenas serviam critérios que pouco tinham a ver com a importância e as vantagens que uma nova arma poderia trazer e enaltece a lealdade e a honra de homens que juraram pelo seu país e que souberam colocar os interesses da sua nação acima dos seus próprios objectivos. Numa primeira fase, o tenente Morrow sente-se injustiçado e revela a sua indignação ao abandonar aqueles que nele confiavam, mas os valores acabaram por falar mais alto. Tex e Jack Tigre vão encontrar um homem atormentado pelos seus actos e que vai afogando o seu arrependimento na bebida, perdido num antro de crápulas da pior espécie. Apesar de Nolitta levantar levemente a velha questão da rivalidade mexicana para com os EUA, sobretudo porque são os soldados mexicanos que vão tentar obter a patente do tenente Morrow, o autor vai explorar sempre mais o lado humano, demonstrando que por detrás de um grande invento estava um homem honrado. Falar no desenho de Ticci é repetir tudo o que já foi dito deste extraordinário autor, porque Ticci desenha como poucos, transmitindo sempre a aura do velho oeste. Esta aventura passa por vários cenários, começando na neve das montanhas rochosas do Colorado e terminando no tórrido calor mexicano. Passa por vários protagonistas, desde os índios navajo, o exército americano, os crápulas de “Paraíso Perdido” ou ainda os soldados mexicanos. Nenhum ambiente, nenhum cenário, nada é estranho ao desenhador genovês. No dinamismo da acção ou na aparente calma das cenas mais contidas, Ticci faz gala de um traço e de um estilo inimitável. Qualidades que eventualmente só encontram rival em Claudio Villa, outro predestinado das aventuras texianas.
Escrito por Autores do blogue em 14:01:04 | Link permanente | Comments (2) |

20 de Outubro de 2006

Tex Mondadori: La Legge di Tex

Inclui a aventura Caccia All'Uomo com argumento de Guido Nolitta e desenhos de Ferdinando Fusco. A mesma aventura foi publicada pela Editora Vecchi nos números 68 (Caçada Humana) e 69 (Justiça Para Um Carrasco).

Esta aventura é marcante na saga texiana. Representa a estreia de Nolitta na série e dela guardo gratas recordações quando a li pela primeira vez. G.L. Bonelli teve um contratempo e o seu filho Sérgio foi chamado a remediar esta momentânea ausência do pai. Sob o pseudónimo de Guido Nolitta, o autor construiu uma aventura onde está bem patente o Tex bonelliano, mas onde também impera um Tex que dúvida e que coloca em causa a justiça premeditada dos homens.

Em Springville, Tex e Jack Tigre tratam do aprovisionamento dos Navajos, quando encontram o xerife Tom Kenyon, que julgavam  reformado. Farto do ócio que esta situação lhe proporcionava, Tom Kenyon acabou por regressar ao activo e está na pista de Andy Wilson, um jovem procurado por assassinato. Tex vai acompanhar Kenyon até a um rancho, onde o xerife julga que se encontra o foragido. No rancho todos têm Andy em boa conta, guardando deste a melhor das impressões e por isso vão ajudá-lo a fugir, depois de Andy balear Kenyon. Tex acaba por, solitariamente, ir em perseguição do foragido, no intuito de levá-lo até à justiça.  Com este argumento, Nolitta constrói uma trepidante aventura onde Tex não tem a habitual companhia de Carson. Mas a ausência do velho resmungão e dos saborosos diálogos que sempre acontecem entre os dois rangers, acaba por ser compensada pela relação que se vai estabelecer entre Tex e Andy, demonstrativa de que os valores estão bem acima das leis dos homens. Gradualmente, Tex vai descobrir em Andy um rapaz que tem tudo menos de assassino, alguém que busca apenas a harmonia e a paz, alguém com honra e com regras de conduta e cujas acções são estabelecidas com o único objectivo de poder lutar pela injustiça da sua situação. Toda esta envolvência que Nolitta muito bem apresenta e explora leva Tex a olhar para o caso de uma forma diferente e cada vez mais distante da inicial. Leva Tex a duvidar realmente dos antecedentes, marcando um certo corte com o Tex bonelliano, este mais pragmático. A marca de Nolitta surge bem evidente na forma como a história é construída, na sua montagem, mas atinge o climax nas cenas finais, quando Tex, paradoxalmente, afirma-se como um justiceiro perante um juiz. Este Tex que busca justiça é um Tex bonelliano, um Tex que ultrapassa todos os seus adversários, mas Nolitta vai mais além, porque transmite na sua conduta os seus próprios sentimentos e a sua acção é guiada por estes.

Fusco assina aqui apenas o seu segundo trabalho na série, com um desenho nervoso e muito dinâmico. O seu Tex vai sofrer uma natural evolução, tornando-se ainda mais cínico na sua expressão e no seu olhar. Aqui ainda denota uma certa frescura ou uma juventude que o autor rapidamente abandonará. Fusco revela já uma notável capacidade em recriar qualquer ambiente, e esta aventura é bem caracterizadora, porque permite ao autor desenhar em pleno os ambientes da cidade, das extensas planícies, mas também do sufocante deserto, além de outros mais fechados, como os bares ou a notável sequência do palheiro. Aventuras como esta deixam-nos já saudades de Fusco, devido à sua anunciada retirada.

Escrito por Autores do blogue em 17:52:05 | Link permanente | Comments (8) |

Póster Tex Nuova Ristampa 1

 
Este foi o desenho de capa feito por Claudio Villa, propositadamente para a primeira edição brasileira de Tex Edição Histórica. Uma colecção que nasceu com o objectivo de republicar as aventuras completas de Tex Colecção e que teria como atractivo sempre uma capa inédita, propositadamente feita por Claudio Villa.
Este desenho, onde Tex saúda os seus leitores, foi aproveitado em 2006 para capa dos fascículos da série italiana Il Mondo di Tex.
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Texto de José Carlos Francisco
Escrito por Autores do blogue em 09:16:02 | Link permanente | Comments (13) |
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