17 de May de 2008

Póster Tex Nuova Ristampa 83



Inusitado desenho realizado por Claudio Villa, onde vemos numa noite de lua cheia, um atento Tex Willer, correndo o risco de ser alvo de um ataque protagonizado por Guaimas e seu bando de lobos assassinos, ou melhor, pelo gigantesco Diablero, um ser dotado de uma força selvagem e possuído por instintos animalescos desencadeados por uma poção de cogumelos e ervas, dada por Mitla, uma jovem indígena dotada de extraordinários poderes.

Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #70 
e inspirado na história, "Diablero!" de G. L. Bonelli e Guglielmo Letteri (Tex italiano #135 a #137).
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Texto de José Carlos Francisco
 
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16 de May de 2008

Fanzine "A Conquista do Oeste" - Maio/Novembro 2001 - Página 34 - Autores de Banda Desenhada: Charles Flanders

AUTORES DE BANDA DESENHADA

CHARLES FLANDERS

Nascido a 26 de Junho de 1907, em Mayville, Charles Flanders era filho de um pintor que o ajudou a seguir a carreira artística. Estuda em várias escolas e acaba por ensinar desenho. Em 1928 parte para Nova Iorque e dedica-se à publicidade. Vai então ilustrando algumas revistas. Mais tarde, já se encontra como colaborador da King Features Syndicate e desenhador "fantasma" das séries "Bringing Up Father" de Mc Manus e "Tim Tyler's Luck" de Lyman Young, em 1934.

Em 1938 cria uma série dominical a cores sobre "Robin Hood", que seria terminada pelo italiano A. M. Nardi e cujo sucesso nunca atingiria. Volta de novo a ser um desenhador "fantasma", desta vez da personagem "The King of The Royal Mounted" de Allen Dean, ao ocupar-se das páginas dominicais.

A partir de Janeiro de 1936 passa a ser o desenhador oficial de "Secret Agent X-9". Depois irá continuar em paralelo, como ajudante de vários artistas, Alex Raymond, Allen Dean e Dick Sprang, além de Briggs, em 1937. Em 1938 casa com Line Jane Walker. Depois volta a desenhar "The King of The Royal Mounted", enquanto a qualidade da série "Secret Agent X-9" vai piorando, deixando-a a 11/4/38.


É então que, pela primeira vez, encontra uma série, à qual irá dedicar em pleno, o pouco do seu talento. Trata-se da série "The Lone Ranger", que desenhará durante mais de 30 anos. Em 1971 a série termina e Charles Flanders vai viver para Palma de Maiorca, onde morrerá a 10/1/73.

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15 de May de 2008

Entrevista exclusiva: PASQUALE DEL VECCHIO

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Enzo Pedroni e Mário João Marques na formulação das perguntas e de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão.

Caro Pasquale Del Vecchio, para os que ainda não o conhecem, pode fazer uma pequena auto-apresentação?
Pasquale Del Vecchio: Eu nasci em Manfredonia, na Itália, há 43 anos. Mudei-me para Milão em 1985, para estudar, e não saí mais daqui, onde tive a oportunidade de começar a trabalhar no campo da Banda Desenhada..

Quando se apercebeu que sabia desenhar? E quando soube que o seu futuro era ser um desenhador profissional?
Pasquale Del Vecchio: Eu desenho desde tenra idade. Os meus pais e parentes elogiavam os meus dons de desenhador, mas eu sei que eles não eram muito objectivos nos seus julgamentos. Mas eu sempre tive uma paixão enorme pelo desenho. Comecei muito cedo a ler quadradinhos de aventuras: Zagor, Tex e Tarzan estavam entre os primeiros.

De um modo geral, quais são os seus desenhadores preferidos, mesmo fora da Bonelli?
Pasquale Del Vecchio: São muitos os desenhadores que me influenciaram e que adorei com o passar dos anos. Eu poderia fazer uma espécie de relato cronológico, a começar por Giovanni Ticci e Gino D'Antonio, que me transmitiram uma grande paixão pelo Oeste. Depois Joe Kubert, que eu apreciava por demais em Tarzan e cujas páginas espirravam energia e movimento. Ivo Milazzo e o seu Ken Parker, que mostrou um modo novo de contar a epopeia do faroeste. José Muñoz e o seu branco e preto expressionista. Dino Battaglia e Sergio Toppi. Moebius-Jean Giraud, Andrea Pazienza e Vittorio Giardino.

Quais são as suas influências?
Pasquale Del Vecchio: De algum modo todos os autores acima citados influenciaram-me. De cada um deles eu aprendi alguma coisa. Mas o que mais marcou meu modo de desenhar foi Giardino, de quem sempre admirei a limpeza e essencialidade do traço.

Que lugar tiveram os quadradinhos, sobretudo os Bonellis, na sua infância?
Pasquale Del Vecchio: A minha aproximação aos quadradinhos começou com Bonelli, num relacionamento que nunca se interrompeu: a primeira BD que li foi Zagor. Muitas vezes tentei fazer uma machadinha igual à dele, usando pedras polidas, mas para minha grande frustração eu nunca consegui! Depois de alguns anos eu apaixonei-me por Tex, graças a Ticci e às suas histórias ambientadas no Grande Norte. Depois foi a vez de Mister No, seguido por Ken Parker, até chegar a Dylan Dog.

Quando e onde começou a publicar os seus primeiros trabalhos?
Pasquale Del Vecchio: O meu primeiro trabalho foi publicado numa revista chamada "1984". Era uma história curta de 4 páginas feita no Verão, logo depois das provas de admissão, à espera de ir a Milão para frequentar a universidade. Alguns anos depois fiz duas histórias para o "Giornalino", sob a supervisão de um dos meus ídolos, Gino D'Antonio.

Como entrou para a equipa da Sergio Bonelli Editore? Qual foi o seu primeiro trabalho?
Pasquale Del Vecchio: Foi D'Antonio quem me indicou a Renato Queirolo para fazer Nick Raider, e as primeiras duas histórias que realizei tinham roteiros do próprio D'Antonio. Mas na verdade já há dois anos que eu trabalhava numa série que seria publicada pela SBE mas que era editada por uma equipe externa à Editora. Eu já havia desenhado duas histórias dessa série (Zona X) quando comecei a trabalhar com Nick Raider em 1992.

Antes de chegar a Tex você desenhou Nick Raider e Napoleone. Houve alguma dificuldade em mudar de cenários completamente diferentes, às pradarias do Oeste, ou a passagem foi fácil?
Pasquale Del Vecchio: Depois de uma série de histórias metropolitanas, no início tive algumas dificuldades em administrar os grandes espaços abertos que emolduram as histórias de Tex. Mas creio que depois de certo tempo consegui um bom equilíbrio e maior domínio dos novos cenários de faroeste.

O que é que cada uma destas séries trouxe a Del Vecchio?
Pasquale Del Vecchio: Nick Raider foi uma grande escola: aprender a administrar as cenas de grupos, desenhar os ambientes metropolitanos, os automóveis, caracterizar os muitos personagens que apinham as histórias do detective nova-iorquino. Com Napoleone eu tive a oportunidade de medir armas com muitas ambientações diferentes e, principalmente nas várias cenas oníricas, eu pude usar algo diferente do ponto de vista estilístico: os reticulados e linhas claras.

Como passou a trabalhar com Tex Willer? O que sentiu quando recebeu o convite para integrar a equipa de Tex?
Pasquale Del Vecchio: Passar a fazer parte da equipa de Tex deu-me um grande prazer e encheu-me de orgulho, por desenhar um personagem que eu amava desde a mais tenra idade!

Uma história de Tex feita por si já foi publicada (na Itália, Tex 561/562; no Brasil, Tex 464/465). Para desenhar a figura de Tex, como interpretou o roteiro de Claudio Nizzi? Quais foram os seus pontos de referência?
Pasquale Del Vecchio: Os roteiros de Nizzi são enxutos e deixam muita liberdade ao desenhador. Por isso, digo que o balanço é absolutamente positivo. O meu principal ponto de referência foi Giovanni Ticci, mas também Claudio Villa ajudou-me muito, na minha opinião ele é o desenhador que, depois de Galleppini, mais contribuiu para caracterizar o rosto de Tex.

Apesar de você ter desenhado várias aventuras de Nick Raider (uma série criada por Claudio Nizzi), imaginamos que o seu encontro com este autor aconteceu somente com Tex, na recente aventura “Soldi Sporchi” (Dinheiro Sujo). O que representou para si desenhar Tex, o melhor resultado editorial da SBE e um dos nomes inatingíveis da Banda Desenhada?
Pasquale Del Vecchio: Repito: para mim foi um motivo de orgulho e uma grande satisfação desenhar um personagem que faz parte da história da BD, um verdadeiro totem.

Como se preparou para Tex e quais foram as suas principais dificuldades?
Pasquale Del Vecchio: Antes de começar a desenhar e mesmo durante o trabalho com as primeiras páginas de Tex eu assisti a uma grande quantidade de filmes de faroeste, dos clássicos de John Ford aos directores que, nos anos Setenta e Oitenta, rescreveram este género. Eu vi as pinturas de Frederic Remington e vários livros com fotos da época. A principal dificuldade, no início, foi administrar os cavalos e seus complexos movimentos.

O que é que significava Tex para si? Entretanto mudou algo na sua percepção do personagem?
Pasquale Del Vecchio: Durante o passar dos anos, e agora com os novos argumentistas, Tex tornou-se um pouco introspectivo, mas talvez o que tenha mudado foi o panorama editorial e, por consequência, o personagem. Hoje é necessário ser sempre politicamente correcto. Creio que antigamente o mundo dos quadradinhos era um território um pouco mais "anárquico" e possivelmente havia mais liberdade de expressão.

O que mais lhe agrada em Tex? O que lhe agrada menos?
Pasquale Del Vecchio: De Tex eu sempre gostei do posicionamento "de peito aberto", instintivo com as situações e com os homens que encontra. Sempre amei essa sua espontaneidade. Depois de uma olhada ele já sabe se tem pela frente uma boa pessoa ou um patife. O que gosto menos são as botas de cano curto com as calças enfiadas dentro delas!

Pelo que sabemos, você está a desenhar uma nova história de Tex. Pode antecipar-nos alguma coisa sobre o seu segundo trabalho com Tex, quem é o argumentista, como é a ambientação, etc.?
Pasquale Del Vecchio: A nova história, é tal como a anterior, de Claudio Nizzi e é ambientada no Great Basin, entre os índios cheyennes, que estão entre os meus preferidos.

Quais ambições teve ou tem dentro da SBE, principalmente com relação a Tex?
Pasquale Del Vecchio: Isso não sei responder: espero fazer bem o meu trabalho e continuar a melhorar, conseguir contar aquela epopeia e aquele mundo da fronteira que sempre me fascinou muito.

Nas suas páginas prefere usar só a imaginação ou também usa materiais de suporte como fotografias ou outros itens?
Pasquale Del Vecchio: Eu sempre tive o costume de documentar-me, para apresentar melhor os ambientes e a caracterização dos personagens. Mas isso não exclui que, ao mesmo tempo, eu também use a criatividade.

Como é a sua forma de trabalhar? Você faz uma página completa (lápis e tinta) e depois passa para outra? E quais materiais usa?
Pasquale Del Vecchio: Geralmente eu faço uma página a lápis e logo de seguida passo a tinta. Se uma sequência é particularmente complexa, às vezes eu a desenho inteira a lápis, para ver se funciona, e depois passo a tinta. Para a arte-final, ultimamente tenho usado caneta de ponta porosa e pincel de pêlo de marta (n° 3-5).

Em média quantas páginas por mês consegue desenhar? A sua média é constante ou varia?
Pasquale Del Vecchio: Eu não tenho uma produção constante por mês, mas creio que posso dizer que sou bastante constante na produção feita no arco de um ano. Depende muito da complexidade das cenas a desenhar, algumas páginas exigem mais tempo que as outras. Mas eu consigo fazer cerca de um edição completa por ano.

Em 2007 nós tivemos em Portugal uma antecipação mundial de quinze novos desenhadores de Tex, como foi o seu caso. Como vê esta entrada de tantos novos elementos na equipa de Tex? Isso pode significar um novo curso na vida da série?
Pasquale Del Vecchio: Espero que sim e, principalmente, espero que seja um curso positivo!

Sabia que Tex é publicado no Brasil e que é um personagem muito popular também em Portugal?
Pasquale Del Vecchio: Sim, porque visitei muitas vezes o vosso blogue.

Ultimamente também houve um acréscimo de argumentistas. Pensa que isso era inevitável? E, com tantos argumentistas, não acha que se pode correr o risco de ver Tex desnaturado?
Pasquale Del Vecchio: Esse risco até pode existir, mesmo com o sempre atento trabalho da redacção para tentar evitar que ocorra. Mas um personagem que vai aos quiosques há 60 anos tem uma necessidade fisiológica de novas forças criativas. É o positivo e o negativo de uma publicação em série: depois de um certo número de anos os argumentistas inevitavelmente devem se alternar, infelizmente as ideias não são inesgotáveis.

Entretanto, começou a trabalhar para o mercado francófono, onde desenha Russel Chase, com argumentos de Richard Nolane. O que significou trabalhar para o mercado francófono?
Pasquale Del Vecchio: Foi uma oportunidade que aproveitei e que, nos intervalos de tempo, busco levar adiante.

Para um desenhador, quais são as principais diferenças entre o mercado italiano e o mercado francófono?
Pasquale Del Vecchio: O que mais chama a atenção na França é que a imprensa interessa-se muito mais pela BD do que na Itália, apesar da qualidade geral dos quadradinhos italianos não me parecer em nada inferior à dos nossos primos transalpinos e do facto de que os álbuns deles saem em livrarias e não em quiosques como os nossos.

Consegue conciliar bem o trabalho para os dois mercados, conhecendo as exigências editoriais?
Pasquale Del Vecchio: É um pouco difícil, porque fazer quadradinhos é um trabalho artesanal bastante demorado e trabalhoso. Mas até aqui creio que tenho me arranjado bastante bem.

De que lado vêm as maiores pressões para respeitar os prazos de entrega?
Pasquale Del Vecchio: De nenhum em particular. Até hoje consegui administrar o duplo compromisso suficientemente bem.

Como analisa a evolução da sua carreira?
Pasquale Del Vecchio: Bela pergunta, mas não sei responder. Eu sou parte interessada e tenho muito senso de pudor.

Onde continuaremos a ver Del Vecchio?
Pasquale Del Vecchio: Espero que ainda por muito tempo em Tex, onde trabalho com grande satisfação, e, de vez em quando, em alguns álbuns coloridos na França.

Quais BD's lê actualmente, ou seja, com quais mais se identifica?
Pasquale Del Vecchio: Eu gosto dos novos autores que estão usando a mídia quadradinhos com resultados que têm dignidade artística ao mesmo nível da literatura: David B., Satrapi, Blutch, Peeters...

Além dos quadradinhos, que livros lê? E quais são as suas preferências no cinema e na música?
Pasquale Del Vecchio: Eu leio muito. Os meus autores preferidos são, entre vários outros: Dostoevskj, Simenon, Celine, Philip Roth. No cinema eu adoro Fellini e Kubrick. Sobre a música, ouço um pouco de tudo, mas entre os meus preferidos coloco Paolo Conte.

Caro Pasquale Del Vecchio, em nome do blogue português de Tex, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
Pasquale Del Vecchio: Obrigado a vocês pelo espaço que me concederam.

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14 de May de 2008

Intervista esclusiva: PASQUALE DEL VECCHIO

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Enzo Pedroni e Mário João Marques per la formulazione delle domande e di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni.

Caro Pasquale del Vecchio, per quelli che ancora non ti conoscono vuoi farci una piccola autopresentazione di te stesso e del cammino percorso nella tua carriera?
Pasquale Del Vecchio: Sono nato a Manfredonia, in Puglia, 43 anni fa. Mi sono trasferito a Milano per gli studi nel 1985 e da allora sono rimasto in questa città, dove ho avuto l’opportunità di cominciare a lavorare nel campo dei fumetti.

Quando ti sei reso conto di saper disegnare? E quando hai saputo che il tuo futuro era quello di essere un disegnatore professionista?
Pasquale Del Vecchio: Ho sempre disegnato, fin dalla più tenera età. I miei genitori ed i parenti elogiavano le mie doti di disegnatore, ma mi rendo conto che probabilmente nei loro giudizi non erano molto obiettivi. Comunque ho sempre avuto una passione smodata per il disegno. Ho cominciato molto presto a leggere fumetti d’avventura: Zagor, Tex e Tarzan tra i primi.

In generale, quali sono i tuoi disegnatori preferiti, anche extra Bonelli ovviamente.
Pasquale Del Vecchio: Sono tanti i disegnatori che mi hanno influenzato e che ho amato nel corso degli anni. Potrei fare una specie di excursus cronologico cominciando da Giovanni Ticci e Gino D’Antonio, che mi hanno trasmesso una grande passione per il West. Poi Joe Kubert, che apprezzavo tantissimo in Tarzan e nelle cui tavole sprizzava energia e movimento. Ivo Milazzo ed il suo Ken Parker, nel quale ha portato un modo nuovo di raccontare l’epopea western. José Munoz e il suo bianco-nero espressionista. Dino Battaglia e Sergio Toppi. Moebius-Jean Giraud, Andrea Pazienza e Vittorio Giardino.

Quali influenze hai avuto?
Pasquale Del Vecchio: Tutti gli autori sopra citati mi hanno in qualche modo influenzato. Da ognuno di questi ho imparato qualcosa. Forse però quello che ha lasciato più tracce nel mio modo di disegnare è Giardino, del quale ho sempre ammirato la pulizia e l’essenzialità del segno.

Che posto ha avuto il fumetto - soprattutto il "Bonelli" nella tua infanzia?
Pasquale Del Vecchio: Con “Bonelli” è cominciato il mio approccio al fumetto, in un rapporto che non si è mai interrotto: il primo fumetto che ho letto in assoluto è stato “Zagor”. Ho anche cercato più volte di costruirmi una scure simile alla sua, usando dei grossi sassi levigati dal mare, ma con mia grande frustrazione non ci sono mai riuscito! Dopo qualche anno mi sono appassionato a Tex, grazie a Ticci e alle sue storie ambientate nel grande nord. Poi è la volta di Mister No seguito da Ken Parker, per giungere a Dylan Dog.

Quando e come hai cominciato a pubblicare i tuoi primi lavori?
Pasquale Del Vecchio: Il mio primo lavoro l’ho pubblicato su una rivista chiamata “1984”, era una breve storia di 4 pagine fatta nell’estate subito dopo gli esami di maturità, in attesa di venire a Milano per fare l’università. Poi dopo qualche anno ho fatto un paio di storie per il “Giornalino”, sotto la supervisione di uno dei miei idoli: Gino D’Antonio.

Come sei entrato a far parte dello staff della Sergio Bonelli Editore? Qual è stato il tuo primo lavoro?
Pasquale Del Vecchio: Fu proprio D’Antonio a segnalarmi a Renato Queirolo per “Nick Raider” e le prime due storie che ho realizzato erano sceneggiate dallo stesso D’Antonio. In realtà però già da due anni prima stavo lavorando ad una serie che doveva essere pubblicata da Sergio Bonelli Editore, ma che era curata da uno staff esterno alla casa editrice. Di questa serie (Zona X) avevo già disegnato due episodi quando cominciai a lavorare su Nick Raider nel 1992.

Prima di approdare a Tex, hai disegnato Nick Raider e Napoleone; ti ha creato qualche difficoltà il passare, da scenari completamente diversi, alle praterie del West, oppure il passaggio è stato facile?
Pasquale Del Vecchio: All’inizio ho avuto qualche difficoltà a gestire i grandi spazi aperti che fanno da sfondo alle storie di Tex, dopo una serie di storie di ambiente prevalentemente metropolitano. Dopo un pò credo di aver trovato un miglior equilibrio e più padronanza con i nuovi scenari western.

Cos’ha portato ciascuna di queste serie a Del Vecchio?
Pasquale Del Vecchio: Nick Raider è stata un grande palestra: imparare a gestire le scene d’insieme, disegnare gli ambienti metropolitani, le macchine, caratterizzare i tanti personaggi che affollavano le storie del detective newyorkese. Con Napoleone ho avuto modo di confrontarmi con tante ambientazioni diverse e, soprattutto nelle numerose scene oniriche, ho avuto l’opportunità di sperimentare qualcosa di diverso dal punto di vista stilistico: uso di retini, linea chiara...

Come sei passato a lavorare su Tex Willer? Cos'hai provato quando hai ricevuto l'invito a far parte dello staff di "Tex"?
Pasquale Del Vecchio: Entrare a far parte dello staff di Tex mi ha fatto grande piacere e mi ha riempito di orgoglio: disegnare un personaggio che adoravo fin dalla più tenera età!

Hai già pubblicato una tua storia per Tex (in Italia, Tex 561-562; in Brasile, Tex 464-465). Come ti sei trovato con la sceneggiatura di Claudio Nizzi, per tratteggiare la figura di Tex ? Quali sono stati i tuoi punti di riferimento?
Pasquale Del Vecchio: Le sceneggiature di Nizzi sono molto essenziali e lasciano molta libertà al disegnatore, per cui il bilancio è assolutamente positivo. Il mio punto di riferimento è stato soprattutto Giovanni Ticci, ma anche Claudio Villa mi ha aiutato molto, in quanto ritengo che è il disegnatore che dopo Galleppini ha contribuito più di tutti a caratterizzare il volto di Tex.

Nonostante tu abbia disegnato varie avventure di Nick Raider (una serie creata da Claudio Nizzi) pensiamo che il tuo incontro con questo autore sia avvenuto solo con Tex con la recente avventura “Soldi sporchi”. Cos’ha rappresentato per te disegnare Tex, il miglior risultato editoriale della SBE ed uno dei nomi inarrivabili del fumetto?
Pasquale Del Vecchio: Ripeto: per me è stato un motivo di orgoglio ed una grande soddisfazione disegnare un personaggio che fa parte della storia del fumetto, un vero e proprio totem.

Come ti sei preparato per Tex e quali sono state le tue difficoltà maggiori?
Pasquale Del Vecchio: Prima e mentre disegnavo le prime pagine di Tex mi sono guardato una grande quantità di film western, dai classici di John Ford ai registi che negli anni Settanta e Ottanta hanno riletto questo genere. Ho guardato i dipinti di Frederic Remington e vari libri con foto d’epoca. La difficoltà principale all’inizio è stata gestire i cavalli e i loro complessi movimenti.

Cosa significava Tex per te? Nel frattempo è cambiato qualcosa nella tua percezione del personaggio?
Pasquale Del Vecchio: Tex negli anni, e con i nuovi sceneggiatori, è forse diventato un pò più introspettivo, ma forse è cambiato il panorama editoriale e con esso inevitabilmente di riflesso il personaggio. Oggi bisogna essere sempre politicamente corretti: un tempo forse il mondo del fumetto era un territorio un pò più “anarchico” e c’era forse più libertà d’espressione.

Cosa ti piace maggiormente in Tex? E cosa ti piace di meno?
Pasquale Del Vecchio: Di Tex mi è sempre piaciuto il suo atteggiamento “di pancia”, istintivo verso le situazioni e gli uomini che incontra: ho sempre amato questa sua spontaneità. Dopo un’occhiata lui sa già se chi ha di fronte è una brava persona o un farabutto. La cosa che mi piace meno sono gli stivaletti a mezzo polpaccio con i pantaloni infilati dentro!

A quanto ci risulta, stai disegnando una nuova storia di Tex: puoi anticiparci qualcosa sulla tua seconda storia di Tex, chi è lo sceneggiatore, quale è l'ambientazione ecc.?
Pasquale Del Vecchio: La nuova storia è sempre di Claudio Nizzi ed è ambientata nel Great Basin, tra gli indiani Cheyennes, che sono fra i miei preferiti.

Quali ambizioni avevi o hai all'interno della SBE, soprattutto in relazione a Tex?
Pasquale Del Vecchio: Non saprei rispondere a questa domanda: spero di fare bene il mio lavoro e di continuare a migliorare, di riuscire a raccontare quell’epopea e quel mondo della frontiera che mi ha sempre tanto affascinato.

Nelle tue tavole preferisci lasciare spazio solo alla tua fantasia, oppure utilizzi anche altro materiale di supporto come fotografie o altro?
Pasquale Del Vecchio: Ho sempre avuto l’abitudine di documentarmi molto, per meglio rendere gli ambienti e caratterizzare i personaggi. Questo però non esclude al contempo la creatività.

Come procedi nella creazione? Fai una pagina completa e dopo passi all’altra? E quali materiali utilizzi?
Pasquale Del Vecchio: In genere faccio una tavola a matita e poi la ripasso a china. Se la sequenza è particolarmente complessa, a volte capita che la disegno prima tutta a matita, per vedere se funziona e poi la inchiostro. Per il ripasso a china ultimamente utilizzo pennarelli indelebili graduati e pennello di martora (n. 3-5).

Mediamente, quante tavole al mese riesci a disegnare ? Hai una media costante oppure questa varia?
Pasquale Del Vecchio: Non ho una produzione costante al mese, ma credo di poter dire di essere abbastanza costante nella produzione nell’arco di un anno. Spesso dipende dalla complessità delle scene che si disegnano: alcune tavole richiedono più tempo di altre. Comunque riesco a fare circa un albo all’anno.

Nel 2007 abbiamo avuto in Portogallo un’anticipazione mondiale di quindici nuovi disegnatori di Tex, com’è per esempio il tuo caso. Come vedi questa entrata di tanti nuovi elementi nello staff di Tex? Questo potrebbe essere un nuovo corso nella vita della serie?
Pasquale Del Vecchio: Speriamo di si, e soprattutto speriamo che sia un corso positivo!

Sapevi che Tex è pubblicato in Brasile e che è un personaggio molto popolare anche in Portogallo?
Pasquale Del Vecchio: Si, perché più volte mi sono imbattuto nel vostro blog.

C’è stato un rinforzo anche a livello di sceneggiatori ultimamente. Pensi che fosse qualcosa d’inevitabile? E con tanti sceneggiatori non pensi si possa correre il rischio di vedere Tex snaturato?
Pasquale Del Vecchio: Il rischio potrebbe anche esserci, anche se c’è sempre un attento lavoro di redazione per cercare di evitare ciò. Comunque un personaggio che esce in edicola da 60 anni ha fisiologicamente bisogno di forze creative nuove. È il bello e il brutto della serialità: inevitabilmente dopo un certo numero di anni gli sceneggiatori devono alternarsi, le idee non sono inesauribili purtroppo.

Nel frattempo hai cominciato a lavorare per il mercato francofono, per il quale disegni Russel Chase, con soggetti di Richard Nolane. Cosa significa per te lavorare per questo mercato?
Pasquale Del Vecchio: È un’occasione che ho potuto cogliere e che, nei ritagli di tempo, cerco di portare avanti.

Quali sono per un disegnatore le differenze principali tra il mercato italiano e quello francese?
Pasquale Del Vecchio: La prima cosa che colpisce è che in Francia i media sono molto più interessati al fumetto rispetto all’Italia, anche se la qualità complessiva dei fumetti italiani non mi sembra affatto inferiore a quella dei nostri cugini transalpini, nonostante i loro albi escono in libreria e non in edicola come i nostri.

Riesci a conciliare bene il lavoro per i due mercati, essendo a conoscenza delle chiamate editoriali?
Pasquale Del Vecchio: È un pò difficile, perchè fare fumetti è un lavoro artigianale abbastanza lungo ed impegnativo. Comunque per il momento mi sembra di cavarmela abbastanza bene.

Da quale parte ti vengono le pressioni maggiori per rispettare i tempi di consegna?
Pasquale Del Vecchio: Da nessuno in particolare: finora sono riuscito a gestire il doppio impegno abbastanza bene.

Come analizzi l'evoluzione della tua carriera?
Pasquale Del Vecchio: Bella domanda a cui non saprei rispondere: sono troppo parte in causa ed ho troppo senso del pudore.

Dove continueremo a vedere Del Vecchio?
Pasquale Del Vecchio: Spero ancora a lungo su Tex, dove lavoro con grande soddisfazione, e ogni tanto su qualche albetto a colori in Francia.

Quali fumetti leggi attualmente ovvero con quali ti identifichi maggiormente?
Pasquale Del Vecchio: Mi piacciono nuovi autori che stanno usando il medium fumetto con risultati che hanno pari dignità artistica con la letteratura: David B., Satrapi, Blutch, Peeters...

Oltre ai fumetti, quale tipo di libri leggi? E quali sono le tue preferenze nel campo del cinema e della musica?
Pasquale Del Vecchio: Leggo molto. I miei autori preferiti sono, tra gli altri: Dostoevskj, Simenon, Celine, Philip Roth. Nel cinema adoro Fellini e Kubrick. Riguardo alla musica ascolto un pò di tutto, ma tra i preferiti metto Paolo Conte.

Caro Pasquale, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso.
Pasquale Del Vecchio: Grazie a voi dello spazio concessomi.

(Cliccare sulle foto per vederle a grandezza naturale)
 
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13 de May de 2008

Arte de Raul Cestaro



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12 de May de 2008

CONCURSO COMEMORATIVO DOS 60 ANOS DE TEX WILLER

CONCURSO COMEMORATIVO DOS 60 ANOS DE TEX WILLER

1 - No âmbito das comemorações do sexagésimo aniversário da personagem italiana de banda desenhada, Tex Willer, efeméride que o blogue português do Tex se associa, os responsáveis do blogue, propõe-se levar a efeito um concurso público com o apoio da Câmara Municipal de Moura (Portugal) e da Mythos Editora (Brasil) para todos os internautas que visitem o blogue.

2 - Este concurso é aberto a todos os interessados que desejem concorrer a nível individual e terá duas fases. Uma  já neste mês de Maio e a segunda, no mês de Setembro. Cada fase terá uma duração de 5 dias, iniciando-se esta primeira fase, às 09.30 horas (de Portugal) do dia 12 de Maio e terminando no dia 17 às 12.00 horas.

3 - Cada concorrente só pode participar uma única vez em cada fase, de modo a que nenhum concorrente possa arrecadar mais que um prémio por fase.

4 - O concurso constará de 5 perguntas sobre o mundo da personagem Tex Willer e as respostas terão que ser dadas na forma de comentário, na própria página do blogue, onde se realizará o concurso. Também é obrigatória uma frase sobre o blogue do Tex. Frase essa que não conta para o concurso mas será obrigatória para ser aceite a participação.

5- Os prémios a atribuir nesta primeira fase do Concurso, 12 no total serão:
A) 4 exemplares do "Western" na BD Portuguesa. Edição publicada em formato de revista, pela Câmara Municipal de Moura, por ocasião do MouraBD2007 - Salão Internacional de Banda Desenhada.
É da autoria de Jorge Magalhães e faz também referências à personagem Tex Willer e a Fabio Civitelli, devido à presença de "ambos" no MouraBD2007.
B) 8 exemplares (do nº 1 ao nº 8) da série Os Grandes Clássicos de Tex, publicados pela Mythos Editora. Série destinada a recordar os momentos marcantes do percurso do Ranger, sempre com histórias completas.
 
6 - Os prémios, serão atribuídos em função do maior número de respostas correctas (não serão consideradas correctas as respostas que sejam consideradas incompletas, assim como não serão válidas as respostas escritas num segundo comentário pela mesma pessoa, mesmo que seja um complemento) e da rapidez em responder às questões colocadas. Ou seja, o primeiro concorrente a acertar todas as respostas, será o primeiro a escolher o prémio que desejar. O segundo a acertar todas as respostas, será o segundo a escolher e assim sucessivamente. Se o número de prémios for superior ao número de concorrentes que acertaram todas as respostas, aquele que for o primeiro a responder e só tenha errado uma questão, será o primeiro a escolher um dos prémios em disputa e assim sucessivamente.

7 - Quem não acertar em nenhuma questão, não ganhará nenhum prémio, mesmo que os prémios não tenham sido todos atribuídos.

8 - Os resultados públicos do concurso serão dados a conhecer logo após o findar do concurso.

9 - Os vencedores terão que enviar (para o e-mail josebenfica@hotmail.com) no prazo de 4 dias, após a afixação da lista de premiados, os seus dados (nome e endereço) assim como escolher o respectivo prémio para que os prémios possam ser enviados.

10 - Os prémios poderão demorar até 30 dias a serem enviados.

11 - Ao participar no concurso, os concorrentes aceitam todas as cláusulas do presente regulamento.

PERGUNTAS:
- Diga o nome de CINCO desenhadores da "Nova Vaga de Tex" que tiveram pranchas suas expostas no XVI Salão Internacional de Moura, realizado em 2007.

- Diga o nome do PRINCIPAL inimigo de Tex, na única edição do Ranger editada em Portugal.

- Diga o nome de QUATRO argumentistas de Tex Willer que tenham escrito (até ao presente) MENOS de 5 histórias de Tex.

- Diga CINCO países onde Tex foi publicado OFICIALMENTE, excluindo Portugal e Brasil.

- Diga o nome de CINCO personagens da saga de Tex, que tenham participado em pelo menos TRÊS histórias do Ranger.

- Para finalizar, escreva uma frase sobre o blogue do Tex.

PRÉMIOS:
O “Western” na BD Portuguesa

O “Western” na BD Portuguesa é mais um artigo profusamente ilustrado e com a qualidade garantida pelo nome do autor, Jorge Magalhães, publicado em formato de revista pela Câmara Municipal de Moura, por ocasião do Moura BD – Salão Internacional de Banda Desenhada.

Na verdade trata-se de uma reedição, já que em 2000 (no ano em que o tema do Moura BD foi precisamente “O Western”), foi lançado um fanzine com o mesmo nome, embora com diferenças muito significativas em relação à publicação que agora os responsáveis do Salão lançaram. Começando pelo texto (que foi revisto e actualizado); passando pela quantidade de ilustrações do artigo (que, na versão inicial, se limitavam a 10 exemplos) e terminando na qualidade da impressão (em 2000 tratavam-se de fotocópias a preto e branco, com muito má qualidade, que agora foram substituídas pela impressão em off-set, a cores e em papel couché!), as diferenças são abissais…

Jorge Magalhães faz um percurso detalhado pelos principais “westerns” criados por autores nacionais e publicados em revistas como “O Mosquito”, “Cavaleiro Andante” ou “Mundo de Aventuras”, entre tantas outras. Um estudo rigoroso, que vem na linha de outros dois também já lançados em anteriores edições do Moura BD (“Carros e Motos na BD”, em 2001, e “Banda Desenhada e Ficção Científica – As madrugadas do Futuro”, em 2005), que pode ser adquirido ao preço de 12,5 € para quem desejar através do e-mail mourabd@iol.pt (acrescentando-se, neste caso, os portes de correio).

O "Western" na BD Portuguesa, através do seu autor, Jorge Magalhães traz também referências à personagem Tex Willer e a Civitelli, pelo que consideramos este livro, um item interessante também na BiblioTEX de qualquer Texiano e por isso recomendamos a sua aquisição!

Os Grandes Clássicos do TEX

Quem é a mãe de Kit Willer? Como Tex conheceu Kit Carson? Quando ele se tornou chefe dos navajos? Como conheceu Jack Tigre?
Estas e muitas outras perguntas sobre o início da carreira de aventuras de Tex Willer, não são apenas respondidas pela Mythos Editora, mas MOSTRADAS nas histórias mais marcantes da saga do maior herói do Oeste de todos os tempos, nesta recente colecção.

Os Grandes Clássicos do Tex, traz sempre uma história completa, com nova tradução, letreiramento moderno e o já famoso Padrão Mythos de Qualidade. A edição é bimestral e o primeiro número trouxe a aventura O Casamento de Tex. Os texmaníacos mais antigos certamente terão a curiosidade de reler essas histórias e os muitos novos leitores vão poder ver pela primeira vez todos os momentos cruciais da vida de Tex. Além disso, cada nova publicação, sempre que possível, traz também muitas matérias alusivas a essas histórias clássicas.

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11 de May de 2008

Almanaque Tex nº 30 no BDJornal #22, de Jan/Fev 2008

Texto da secção Recensões e Críticas de Janeiro/Fevereiro - 2008
Por Pedro Cleto

Almanaque Tex #30 - O preço da honra/A força do destino
Claudio Nizzi (arg) e Venturi (des)
Mythos Editora (data previsível de distribuição em Portugal: Início de Abril)


Numa série como Tex, com produção regular mensal (com tudo o que de bom e de mau este conceito acarreta), e uma qualidade média bastante razoável, as histórias mais interessantes, a nível de argumento, para mim, acabam por ser aquelas que fogem mais aos estereótipos normalmente associados ao herói.
Ou pela abordagem de temáticas distintas ou por se atreverem a um tratamento diferente do (tão imutável) protagonista (que é assim, porque é assim que os leitores gostam, por muito que alguns "críticos" gostassem de ver outros temas/ situações nas suas histórias).

Um desses casos é o díptico publicado neste número do Almanaque Tex, colecção que publica histórias inéditas de Tex originalmente publicadas na série italiana "Almanacco del West" ou histórias que ficaram por publicar quando era a Editora Vecchi a responsável pela edição brasileira de Tex.

Numa história recente, de 2006, como habitualmente bem narrada e estruturada, funcionando à base de constantes flash-backs, aparentemente dentro dos códigos que regem um dos mais famosos e populares westerns europeus, há uma diferença fundamental: Tex, geralmente dono e senhor da situação, infalível e (quase) omnipotente, falha estrondosamente. E logo por três vezes. Primeiro, quando não consegue evitar o fim trágico de Natay, o índio rebelde que quase lhe rouba o protagonismo da narrativa. Depois, quando não consegue que o verdadeiro criminoso, o oficial do exército corrupto, seja levado à justiça.
Finalmente, quando não consegue evitar ou pelo menos atenuar o castigo (apesar de tudo justo) do seu assassino. Motivos suficientes - mas há mais, que deixo aos leitores descobrir - para mergulhar na leitura destas mais de 200 páginas.

PS - A titulo de curiosidade, uma nota: se o desenho de Venturi é profissional q.b., eficiente, expressivo e dinâmico, não deixa de ser interessante reparar como o Tex das situações em flash-back é igualzinho ao Tex das cenas passadas na actualidade. Isto, apesar dos cerca de 20 anos que medeiam entre as duas. Mais uma prova da imutabilidade de Tex e de que os grandes heróis são mesmo eternos!

Copyright: © 2008 BDJornal; Pedro Cleto
(Para aproveitar a extensão completa da foto acima clique na mesma)
 

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10 de May de 2008

Collezione storica a colori, nº 45 - Zanna bianca

Tex  nº 45ZANNA BIANCA



(Para aproveitar a extensão completa do desenho, clique no mesmo)
 
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09 de May de 2008

Lançamentos Bonelli/Mythos em 2008

Com o blogue do Tex, fique por dentro de tudo! Não perca nenhuma das publicações Bonelli/Mythos em 2008


Com autorização da Mythos Editora, na pessoa do editor Dorival Vitor Lopes, informamos a programação editorial de todas as revistas Bonelli, publicadas pela Mythos, durante o ano de 2008!






Veja, então o cronograma completo para 2008


JANEIRO

04  -  Júlia 38
07  -  Almanaque Tex 34
10  -  Tex Coleção 252
14  -  M. Vento 67
15  -  Tex Ouro 34
18  -  Zagor 82
25  -  Tex 459
30  -  Zagor Extra 47

FEVEREIRO

01  -  Júlia 39
07  -  Zagor Especial 14
08  -  Tex Coleção 253
14  -  M. Vento 68
18  -  Clássicos Tex 13
20  -  Zagor 83
23  -  Tex 460
28  -  Zagor Extra 48

MARÇO

01  -  Júlia 40
09  -  Tex Coleção 254
14  -  M. Vento 69
17  -  Tex Ouro 35
19  -  Zagor 84
25  -  Tex 461
30  -  Zagor Extra 49

ABRIL

01  -  Júlia 41
06  -  Zagor Especial 15
10  -  Tex Coleção 255
14  -  M. Vento 70
17  -  Clássicos Tex 14
18  -  Zagor 85
24  -  Tex 462
28  -  Tex Gigante 21
30  -  Zagor Extra 50

MAIO

02  -  Júlia 42
05  -  Almanaque Tex 35
09  -  Tex Coleção 256
14  -  M. Vento 71
16  -  Tex Ouro 36
19  -  Zagor 86
26  -  Tex 463
30  -  Zagor Extra 51

JUNHO

02  -  Júlia 43
06  -  Tex Férias 7
10  -  Tex Coleção 257
13  -  M. Vento 72
17  -  Zagor 87
19  -  Clássicos Tex 15
23  -  Zagor Especial 16
25  -  Tex 464
30  -  Zagor Extra 52

JULHO

01  -  Júlia 44
10  -  Tex Coleção 258
14  -  M. Vento 73
15  -  Tex Ed. Histórica 75
18  -  Zagor 88
21  -  Tex Ouro 37
22  -  Zagor Especial 17
25  -  Tex 465
31  -  Zagor Extra 53

AGOSTO

01  -  Júlia 45
08  -  Tex Coleção 259
14  -  M. Vento 74
15  -  Almanaque Tex 36
18  -  Zagor 89
18  -  Clássicos Tex 16
22  -  Zagor Especial 18
25  -  Tex 466
29  -  Zagor Extra 54

SETEMBRO

01  -  Júlia 46
10  -  Tex Coleção 260
12  -  M. Vento 75
18  -  Tex Ouro 38
22  -  Zagor 90
22  -  Tex Especial 60 anos (COLORIDO)
25  -  Tex 467
30  -  Zagor Extra 55

OUTUBRO

01  -  Júlia 47
06  -  Zagor Especial 19
10  -  Tex Coleção 261
15  -  M. Vento 76
17  -  Clássicos Tex 17
20  -  Zagor 91
24  -  Tex 468
29  -  Tex Gigante 22
31  -  Zagor Extra 56

NOVEMBRO

01  -  Júlia 48
10  -  Tex Coleção 262
13  -  Tex Ed. Histórica 76
14  -  M. Vento 77
17  -  Tex Ouro 39
19  -  Zagor 92
25  -  Tex 469
28  -  Zagor Extra 57

DEZEMBRO

01  -  Júlia 49
05  -  Tex Anual 10
10  -  Tex Coleção 263
12  -  Zagor Especial 20
15  -  M. Vento 78
18  -  Clássicos Tex 18
19  -  Zagor 93
22  -  Tex 470
30  -  Zagor Extra 58


Ainda para 2008 a Mythos Editora  está a preparar outras surpresas, que deverão ser anunciadas no decorrer do ano. Afinal, convém transmitir esse tipo de notícias em "doses homeopáticas", para que os leitores Bonellianos não comecem a sofrer de ansiedade extrema.





As datas apresentadas são estimativas da redacção da Mythos Editora para cada uma das publicações citadas. Existe também a possibilidade de alteração de qualquer uma das informações aqui anunciadas pelo blogue do Tex!

* Para saber em pormenor toda a programação de Tex, inclusive sobre as histórias que sairão no Brasil em 2008, acesse http://texwiller.blog.com/2881503/


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08 de May de 2008

Tex Gigante: O Pueblo Perdido

Argumento de Claudio Nizzi, desenhos e capa de Giovanni Ticci. Com o título original Il Pueblo Perduto, a história foi publicada em Itália no Tex Albo Speciale nº 7 em 1994 e no Brasil pela Mythos Editora em 2000.

O Pueblo Perdido é um western grandioso e contido. Grandioso na sublime apresentação dos espaços e dos cenários, contido no ritmo imprimido pelo argumento de Nizzi.
A BD atrai-nos, ora por um excelente desenho, ora por um argumento credível e bem construído, ou ainda pela conjunção de ambos os factores. Com Ticci, seguramente que uma aventura já está servida por um grande desenho e este Pueblo Perdido só poderia levantar-nos eventuais dúvidas na questão do argumento. No entanto, mais uma vez o referimos, Nizzi sabe construir bem os seus argumentos e, melhor ainda, sabe como os temperar com doses quante baste  de acção e de bons diálogos.

O Pueblo Perdido é um western grandioso, pleno de suspense, onde tudo gira em torno de um mapa que poderá levar a um eventual tesouro arqueológico. Nizzi confere um tempo próprio ao desenrolar da acção, tudo é contido, tudo tem o seu tempo e tudo  nos é apresentado no tempo e ritmo certos. O enredo surge-nos sempre ao mesmo ritmo que aquele que a personagem do Prof. Montoya quer chegar ao tesouro. O seu guia (Shepard) insiste com ele, pretendendo saber sempre mais dos planos para chegar ao tesouro, mas é sempre refreado nos seus intentos pelo Professor: cada coisa no seu tempo.

Também Carson surge neste argumento como que a pretender querer ir mais além do que o ritmo que Nizzi entregou ao texto: em apenas dois exemplos, quando pretende perseguir quem baleou o acampamento (pág. 98), ou ainda quando quer chegar mais rapidamente ao grupo de Jackson que se dirigia ao ao Pueblo Perdido. Tex surge sempre a contrabalançar esses ímpetos e a conferir à trama o ritmo certo, o ritmo que o autor pretende.

Este ritmo contido e pensado é bem patente, de igual forma, nas inúmeras cenas de acampamentos nocturnos, onde as personagens aproveitam para descansar, meditar, mas também para assumirem e concretizarem acções futuras. Não nos lembramos de uma aventura de Tex com tantas cenas semelhantes.



Para além desta sensação de western ritmado, Nizzi faz gala de toda uma panóplia de cenários grandiosos e reveladores do nosso imaginário do velho oeste: a reserva índia, o rancho de Jackson, a cidade fronteiriça de Tupac, as grandes planícies, o perturbante deserto e, em clímax final, o pueblo perdido.
Fechando com chave de ouro, com mão de mestre, Nizzi finaliza o enredo de modo previsível, mas conferindo um desenvolvimento e uma linha de acção coerente.

Em relação a Ticci, voltamos ao início destas linhas, apresento-me como um suspeito, porquanto leio Tex desde há mais de vinte anos e habituei-me a ver no Tex de Ticci o seu expoente máximo. Não raras vezes, posteriores autores vieram desenhar a personagem, tendo por base o Tex ticciano, portentoso, duro, imponente, dinâmico e enérgico.
Ticci é um dotado, o seu desenho não cabe num mero e redutor quadrado, recorrendo o autor, vezes sem conta, aos planos de grandes e extensos cenários, apenas traduzíveis em vinhetas rectangulares. O quadrado surge para Ticci como que uma asfixia e, neste album, lembramo-nos de três, quatro, no máximo cinco páginas, onde o desenhador não tenha recorrido ao rectângulo, revelador de toda a sua habilidade.

Existe em Ticci uma profunda e latente necessidade de expansão e liberdade, uma apetência natural pelos grandes espaços e por planos de conjunto, traduzíveis mesmo em variadas cenas de interior. As cenas de uma panorâmica geral transcritas nas páginas 110/111 são de grande intensidade, parecendo o próprio leitor ficar esmagado (é este literalmente o termo) pela força conferida no desenho de Ticci. A própria expressão de Tex (na pág. 110) é fantástica, rigorosíssima e perfeitamente identificável com o que o herói está a passar.

E que dizer das personagens Ticcianas?... São todas elegantemente elaboradas, altivas, soberbas, transmitindo uma força natural em face da personalidade de cada uma, todas estão perfeitamente adaptadas à dinâmica do enredo.
Por isso e, em resumo, quando nos é dado ler um album como este Pueblo Perdido, com um argumento pausado e credível, servido por um superior desenho, só poderemos sentirmo-nos felizes por gostarmos tanto de BD e de Tex em particular.

Texto de Mário João Marques
 
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